sábado, maio 11, 2013

terça-feira, julho 10, 2012

Os Filmes de 2011

O ano passado foi bem fraco em relação a filmes. O que salvou foi a Mostra Hitchcock, que exibiu clássicos do mestre em película no CCBB. Infelizmente, não consegui ir em vários que adoro (Psicose, por exemplo), mas 4 obras do diretor acabaram indo parar, obviamente, no topo da lista. Portanto, sem mais delongas, aqui vai a lista: 


10. Capitão América - O Primeiro Vingador 

A primeira parte do filme conta, com algumas adaptações aqui e ali, a origem dos quadrinhos. E Chris Evans convence, bem como Hugo Weaving, como o arquivilão Caveira Vermelha. O problema é quando o Capitão finalmente vai pra batalha e aí vira tudo mais do mesmo, especialmente as cenas de batalha clichezentas e chatas (aliás, problema freqüente do diretor Joe Johnston, de Rocketeer). Mesmo assim, tem boas sacadas, como a explicação pro uniforme diferente das HQs e o número musical que acompanha o herói enquanto emprega suas habilidades para... vender bônus de guerra! 




9. Bravura Indômita 

Remake do clássico faroeste com John Wayne, os irmãos Coen mostram que estão à toda e formam uma das maiores entidades que surgiram nos anos 80 com o propósito de dirigir filmes. A fotografia de Roger Deakins é belíssima e te transporta para a fronteira selvagem, enquanto Jeff Bridges dá mais um show de atuação ao interpretar o beberrão Rooster Cogburn. A história da vingança de uma menina, vivida pela excelente Hailee Stainsfield, contra o homem que matou seu pai e emprega Cogburn para caçá-lo ganha em intensidade e em cenas antológicas, como a desesperada corrida do personagem de Bridges pela noite do Oeste. 




8. Cisne Negro 

Darren Aronofski reúne as qualidades visuais lisérgicas que ele demonstrou em Fonte da Vida com o storytelling de O Lutador. O resultado é uma trama tensa e envolvente sobre a ascensão de uma dançarina em uma companhia de balé que, ao se ver desafiada pelas exigências do personagem do balé O Lago dos Cisnes, vai cada vez mais se perdendo no papel. Show de interpretação de Natalie Portman e belo uso de câmeras de vídeo pelo fotógrafo Matthew Libatique. 




7. Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 

As aventuras do “garoto que sobreviveu” chegam ao seu clímax, com mortes, derrotas e vitórias, fechando com chave de ouro a lucrativa série. Os destaques aqui são a descoberta das verdadeiras intenções de Snape, o surgimento de um herói tão crucial para a trama quanto Harry, Hermione ou Ron e o duelo final entre Potter e Voldemort. Diversão garantida. 




6. X-Men Primeira Classe 

Então Matthew Vaughn (que largou X-Men 3 pra fazer Stardust) foi lá e cometeu apenas o melhor filme dos alunos do Professor X. Para isso, ele recuou no tempo e mostrou como Xavier e Magneto se tornaram amigos e o que os separou. A obra também mostra como o Fera se tornou um monstro peludo azul e qual a ligação de Mística nisso tudo (interpretada pela lindinha Jennifer Lawrence). Altas homenagens à década de 60 e, principalmente, James Bond, bem como momentos hilários como Charles Xavier usando sua telepatia para jogar um xaveco furado nas moçoilas de sua faculdade ou a aparição de um conhecido herói durante o processo de recrutamento. Porém quem rouba o filme é Michael Fassbender. Seu Magneto enfia no bolso o de Ian McKellen. Afinal, não é sempre que vemos o personagem caçando nazistas – e despachando os filhosdamãe de um jeito pra lá de canalha! 




5. Missão Impossível - Protocolo Fantasma 

E o estreante em live-action Brad Bird (diretor de animações da Pixar, como Os Incríveis e Ratatouille) recupera as aventuras do agente Ethan Hunt, lembrando a todos que um filme de ação também pode ser muito divertido. Sinceramente, passei o filme inteiro dando risada, e não porque as cenas eram ridículas e mal feitas, mas sim porque tudo ali continha uma piada em relação ao fato da missão ficar cada vez mais impossível. Não só isso, os heróis erram, o que contribui para deixá-los mais humanos. Apoiado no incrível carisma de Tom Cruise, e com Jeremy Renner e Simon Pegg oferecendo os contrapontos sério e cômico, respectivamente, esta quarta aventura foi o melhor filme a estrear ano passado e rivaliza em níveis de qualidade com o primeiro da série, dirigido por Brian de Palma. 




4. Um Corpo que Cai 

Clássico de Hitchcock, com uma interpretação angustiante de James Stewart. Aqui ele faz um investigador que sofre de vertigem e é contratado por um amigo para vigiar sua mulher. Durante o trabalho, ele se apaixona por ela, que acaba se jogando de um campanário, enquanto Stewart assiste a tudo impotente devido a seu medo de alturas. Porém, no decorrer do filme, acabamos descobrindo que nada é o que parece, em uma jornada de obsessão e traição. 


3. Quando Fala o Coração 

Gregory Peck e Ingrid Bergman são os protagonistas deste romântico suspense psicológico (e psiquiátrico). Peck faz o papel do novo diretor do hospício em que Bergman trabalha, mas carrega consigo um mistério em seu passado que também o abala mentalmente, ao mesmo tempo em que se apaixona por sua funcionária. Grandes atuações e uma magistral sequência de sonhos concebida por Hitchcock e Salvador Dali são os pontos altos da obra. 




2. Os Pássaros 

Filme seminal do diretor inglês, a história se passa em uma cidadezinha da Costa Oeste americana que, de uma hora para outra, se vê enfrentando um apocalipse aviário, com pássaros de diferentes tipos atacando e matando homens, mulheres e criancinhas sem dó nem piedade, gerando explosões e causando o pânico na população. Instigante, intrigante, um show de virtuosismo e cenas que, passado quase 50 anos, ainda provocam calafrios. 




1. Sabotador 

Um dos considerados “filmes B” de Hitchcock, uma aventura rocambolesca que se baseia na fuga do inocente perseguido pela polícia. Aqui, o herói é falsamente acusado de ser um sabotador durante o período da Segunda Guerra Mundial. Com a polícia em seu encalço, ele precisa encontrar o verdadeiro perpetrador e desbaratar uma conspiração para assim limpar seu nome. Obviamente ele não terá de fazer isso sozinho, envolvendo-se com uma modelo durante a aventura. Diversão primordial que nunca envelhece. 




Mais uma vez, coloco abaixo os outros filmes que estrearam em 2011 e estariam na lista caso os filmes dos anos anteriores não constassem: 
Transformers - O Lado Escuro da Lua (3D) 
Lanterna Verde 
Super 8 
Se Beber, Não Case 2 
Thor 3D 
Fúria Sobre Rodas 3D

terça-feira, setembro 13, 2011

Os Filmes de 2010

Já que estou atrasado, deixa eu botar a casa em ordem com a lista dos 10 melhores filmes que vi no cinema em 2010:

10. Kick-Ass - Quebrando Tudo
Um filme baseado em uma HQ que é uma reflexão sobre HQs e filmes baseados nelas. Aqui, tudo é elevado ao grau 11 de potência e as sátiras jorram em todas as cenas... bem como o sangue de heróis e vilões. Gente decepada, carbonizada, implodida, tem de tudo um pouco, bem como uma segura atuação de Aaron Johnson no papel principal e das participações de Nicolas Cage (canastra e ao mesmo tempo excelente como um dos heróis) e Mark Strong, que faz o vilão. Só que tudo se apaga no momento que Chloe Moretz entra em cena. Uma adorável garotinha de 12 anos que se transforma numa máquina assassina de botar medo em qualquer marmanjo.

9. A Rede Social
Um filme sobre o nosso tempo para as pessoas do nosso tempo. Nada pode ser mais atual que desvendar a história da criação da maior rede social do planeta, empresa que como os próprios personagens atestam “não vale nada, mas isso não importa”. Trapaças, traições e cartadas empresariais compõem o roteiro ágil de Aaron Sorkin. E um elenco jovem, sem estrelas, defende com garra e credibilidade os papéis.

8. Machete
Robert Rodriguez é um cara divertido. Ainda mais quando pega o personagem-astro do trailer falso de Grindhouse e faz um filme sobre ele. Danny Trejo é o mexicano mais durão do lado americano da fronteira que embarca numa missão estapafúrdia para matar um senador, é traído e deixado pra morrer... apenas para voltar com uma sede de vingança que faria Clint e Bronson borrarem as calçoletas. Assassinatos criativos, um desfile das mais diferentes diversidades de corpos femininos bem torneados e bronzeados e muita diversão, com destaque para o absurdo senador vivido por Robert De Niro e para um duelo entre Machete e... Steven Seagal!

7. Asas do Desejo
A obra-prima de Wim Wenders, um dos filmes mais bonitos e poéticos sobre vida, morte, amor... e Nick Cave. Ah, os anos 80... Apenas esqueçam aquela aberração que é Cidade dos Anjos, por favor!

6. Tropa de Elite 2 - O Inimigo Agora É Outro
Capitão Nascimento voltou, e agora é Coronel! Tão quebra-barraco quanto Jack Bauer, agora ele se vê às voltas com “u sishtema”, a corrupção infiltrada na polícia e na política do Rio de Janeiro. E nessa luta, nem todo mundo vai sair com vida. José Padilha dá um cala boca em todo mundo que acusou o primeiro filme da série de ser um espetáculo direitista e mostra que um personagem pode manter suas convicções ao mesmo tempo em que reflete sobre suas próprias ações.

5. À Prova de Morte
Apesar de já ter visto Grindhouse e o próprio À Prova de Morte em DVDs importados, nada supera o impacto de ver esta jóia na telona. Tarantino refaz a estrutura narrativa de Psicose, mas usando ruas e estradas ao invés de chuveiros e carros ao invés de facas. Toda a perseguição da segunda parte do filme é um show à parte, sem uso de efeitos computadorizados para gerar ilusões do impossível. Sim, meus amigos, esses carros realmente estão fazendo aquilo. E a câmera realmente acompanhou tudo. Resultado: a melhor cena de perseguição já registrada nos últimos 30 anos.

4. Ilha do Medo
Seria um Kubrick hitchcockiano ou um Hitchcock kubrickiano? Scorsese aproveita a trama densa e surpreendente para realizar um jogo de imagens e contar uma parábola sobre os tempos de Guerra Fria que também é uma reflexão dos nossos tempos. Nada, nem ninguém, é o que parece. Ótimas atuações de DiCaprio, Ben Kingsley e, principalmente, Michelle Williams.

3. Pink Floyd The Wall
Um mergulho na loucura e na auto-indulgência de um astro (e uma banda) de rock. Tudo ali serve pra atestar como a engrenagem do pop estava podre e prestes a degringolar. Como podemos ver hoje, realmente degringolou. E consegue estar mais podre ainda. Trilha sonora odiada por uns, idolatrada por outros. E um trabalho visual forte do diretor Alan Parker e do artista gráfico Gerald Scarfe.

2. Toy Story 3 3D
O melhor filme que estreou em 2010 no cinema, animação elevada a status de arte. Tudo ali funciona e a melancolia generalizada no início cresce em proporções gigantescas até atingir um final tão triste, e ao mesmo tempo redentor, quanto o de ET. Engraçado que foi uma animação a responsável por tal catarse.

1. Bastardos Inglórios
Ôxi, fui de novo no cinema assistir, é claro que volta pra lista!


OBS:
Tem gente que reclama do fato de eu colocar filmes que já passaram no cinema na lista, tipo Touro Indomável ano passado ou The Wall nesta, embora eu acredite que essa comparação reforça a qualidade dos filmes desse ano que entraram na lista (por exemplo, Bastardos Inglórios tendo ficado acima de Touro Indomável mostra como para mim o filme é uma força da natureza). Mas, para apaziguar os ranzinzas, listo abaixo os filmes que entrariam no lugar de The Wall, Bastardos e Asas do Desejo.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

O Garoto de Liverpool

Atração Perigosa


Tá bom assim?

Voltando aos poucos

Será que consigo?

segunda-feira, dezembro 28, 2009

10 Filmes de 2009

...E mais uma vez, vamos ao já tradicional top ten de filmes que vi esse ano no cinema.

10. O Curioso Caso de Benjamin Button
Bonito filme de David Fincher, uma surpresa em se tratando de suas outras obras mais conhecidas (Clube da Luta e Seven). Aliás, Brad Pitt + David Fincher = certeza de bom filme. E atenção para os efeitos, mais surpreendentes que o de Avatar.

09. Transformers - A Vingança dos Derrotados
Ah, Michael Bay, você nunca me decepciona. Entenda, qual é o conceito desse filme? Robôs gigantes que se transformam em carros se estapeando sem parar. E o filme realmente entrega o que promete. Nexo? Nenhum. E daí? As lutas são melhores que as do primeiro (ele criou um truque para que agora nós saibamos quem tá batendo em quem) e o Optimus Prime basicamente vira o Aragorn!

08. Harry Potter e o Enigma do Príncipe
O melhor filme da série, realmente me deixou esperando pelo próximo.

07. Se Beber, Não Case
Impossível não rir nesse filme. Se você ainda não viu, vá ver agora. Destaque para a participação de... ah, veja e descubra.

06. Gran Torino
O melhor filme que Clint Eastwood já dirigiu. Esqueça Imperdoáveis, Iwo Jima ou os filmes com o orangotango. Esse é uma obra-prima. Tio clint ensinando como se tornar um homem em algumas simples lições.

05. Star Trek
Tava com o pé atrás desse filme por causa do roteiro escalafobético que o J.J. Abrams se meteu a escrever pro Superman do McG. Mas aqui ele conseguiu superar Khan, de um modo muito mais cabuloso. Aliás, cabuloso é a apalavra que descreve bem o que acontece logo após o surgimento da bolinha vermelha. Muito cabuloso.

04. Watchmen
Zack Snyder conseguiu. Não só filmou o infilmável, como ainda não deixou ficar ruim e ainda fez algo fudidamente-bom-pra-caralho. Dane-se a breguice de Hallellujah, músicas que já tocaram em tudo que foi canto e o péssimo Matthew Goode num papel pivotal. O resto do filme destrói até não dar mais. E funciona muito bem para quem não leu a graphic. Orra, meu pai curtiu.

03. Batman - O Cavaleiro das Trevas
Fui ver em IMAX. É OUTRO filme, completamente diferente. Saí atordoado, acachapado. E isso que já tinha visto no cinema e já tinha o DVD. Sensacional.

02. Touro Indomável
Consegui ver esse clássico no cinema. Infelizmente, a cópia era da época, parecia que Jake La Motta tinha esmurrado ela sem dó. Mesmo assim, a sequência da luta com Sugar Ray Robinson ainda impressiona.

01. Bastardos Inglórios
Alguma dúvida? Já falei que é a oitava maravilha do mundo. Então o que você tá fazendo aí que ainda não viu?

Abraços a todos e Feliz 2010!

quarta-feira, dezembro 23, 2009

AC/DC – Assisti Caras que Detonam pra Cacete

Tinha prometido um post sobre as desventuras do show de Angus e cia., mas na verdade, não teve muita surtação, portanto, sem muita história para contar. Teve, é claro, uma das melhores bandas em atividade no planeta mostrando porque É uma das melhores bandas em atividade no planeta.

É trem do tamanho de um prédio de quatro andares que irrompe palco adentro, uma vagaba de plástico com melões gigantescos que cavalga o mesmo trem, Angus solando a dois metros ACIMA de minha pessoa, acenando pra mim e jogando papelzinho pro povo (era seda – definitivamente, eles conhecem seu público-alvo)...

E um devastador repertório, não indicado para amantes do indie rock sensível ou emos. Ali é “rock, mulé e cerveja” – e flertações teatrais com o capeta, como qualquer descendente da cruza de Robert Johnson com os Rolling Stones da fase de 67 a 72 que se preze pode fazer.

Confere:

01. Rock N Roll Train


02. Hell Ain't A Bad Place To Be
03. Back In Black
04. Big Jack
05. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
06. Shot Down In Flames
07. Thunderstruck


08. Black Ice
09. The Jack
10. Hells Bells
11. Shoot To Thrill
12. War Machine
13. Dog Eat Dog
14. You Shook Me All Night Long


15. T.N.T.
16. Whole Lotta Rosie


17. Let There Be Rock
18. Highway To Hell
19. For Those About To Rock (We Salute You)

Ah, sim, por mais que Brian Johnson se esforce e realmente seja um grande frontman (orra, o cara tem a idade do meu pai!), o verdadeiro showman é Angus. Afinal, o cara faz um bunda-lelê e é ovacionado pelo estádio inteiro. Isso sem falar no quanto ele toca. Como diria William Miller, seu som de guitarra é “incindiário”.

They shook me all night long.

domingo, dezembro 20, 2009

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Aviso aos Navegantes

Por conta de uma inflamação no braço esquerdo, estou maneirando nos updates. Mas já-já saio do estaleiro e conto tudo sobre o show do AC/DC e o do Ultraje que rolou ontem no Memorial da América Latina.

Abs a todos.

sábado, dezembro 05, 2009

segunda-feira, novembro 23, 2009

Sobre o Bugre

Sábado, o Bugre subiu.

Não foi com uma partida magistral, muito pelo contrário. Perdeu pro Bahia, mas os adversários diretos pela vaga também se estreparam. Gostei que foi assim. Ajuda a não maquiar os problemas do time, não há aquela empolgação de torcida e diretoria achando que os “heróis do acesso” podem encarar uma série A do Brasileiro. Aliás, o Guarani já precisa se reforçar, visando o acesso à primeira divisão do Paulista.

Quer dizer que não há mérito algum? Claro que há. Vadão realizou um quase milagre, reunindo um catado de jogadores e transformando numa equipe competitiva. O “enxadrista” (como dizia o falecido Brasil de Oliveira) com suas mini-metas sacudiram o ambiente bugrino, que nos últimos anos parecia com um paciente vivendo por aparelhos.

Mais do que isso. Quando o Palmeiras demitiu Luxemburgo e ouviu um “vou pensar”do Muricy, Belluzzo e sua turma vieram atrás do técnico bugrino, oferecendo mundos e fundos. Ao que Osvaldo Alvarez respondeu: obrigado, mas não, obrigado. Sinal de que a) Vadão não é burro de se meter numa roubada dessas; b) O técnico bugrino mostrou ser uma pessoa correta e honrada, que não abandona o barco ao ver um mero punhado de verdinhas acenadas em sua direção, coisa que anda em falta no meio; c) Ao que pese a desconfiança de grande parte da torcida, aparentemente, com essa atitude do Vadão, demonstra-se que realmente há um planejamento por parte da diretoria bugrina.

Não vou ficar aqui tecendo loas ao Leonel. Mesmo porque soaria muito suspeito isso, tendo em vista o fato de meu pai, nos áureos tempos de Rádio Cultura, ter freqüentado a casa dele, ido em jantares, etc. Mas devo dizer que acredito ser o melhor presidente que o Guarani já teve desde... Leonel Martins de Oliveira.

O dever nosso como torcedor é ficar em cima, cobrar. Espero que a diretoria não fique tentada a fazer uma prática comum no futebol de comprar torcida organizada com ingressos, a fim de ter seu exército exclusivo. O exército bugrino é dentro de campo. Ou então ocorre como já aconteceu com vários times. Lembram do Romário jogando no ventilador o porquê da torcida do Vasco xingar o time?

Espero também que a imprensa de Campinas seja mais ativa, apontando falhas quando ocorram, mas também sem procurar pelo em ovo. Afinal, muitos foram lenientes em relação aos desmandos do Beto. E a esperança de melhoras nublou a visão de muitos, jornalistas e torcedores – minha inclusive, em relação à administração Lourencetti.

Pode ter muita gente da imprensa campineira que ser ler isso vai querer me bater, mas tem que fazer um mea culpa. Afinal, a omissão em relação aos dirigentes de Guarani e Ponte é uma das grandes razões pela qual passaram a cobrir série B e C nos últimos anos.

Enfim, espero que a subida seja mesmo um sinal de que as coisas finalmente mudaram pelos lados do Brinco. Como torcedor, ficarei de olho. Como filho e irmão de jornalistas, espero atitude por parte da imprensa. Como neto de conselheiro e jogador, hoje, volto a ter orgulho do meu Bugre.

E quanto aos “irmãos”, boa sorte. Estaremos esperando por vocês em 2011.

A não ser que queiram dançar outra valsa.

sábado, novembro 21, 2009

Acalento

E de repente, lá estava eu:
Um sofá desconhecido em uma sala desconhecida.
Deitado, escarrapachado, gato em banho de sol.
A TV ligada, não reconheço nada.
Seu pai e sua mãe, olhos que rejeitam os raios catódicos.
Agora sei onde estou. Mas esse lugar nunca foi assim.
Porém, agora é.
Você.
Você também nunca foi assim. Frágil na frente de todos.
Dúvidas, anseios, inseguranças, poucos viam. E a sós.
Porém, agora você também é.
Assumo o que foi meu papel solitário, sem pensar.
Ou penso? Sim. Em você.
Em cada lágrima que você segura,
Em cada choro contido,
Na tristeza que é te ver assim,
No desespero que a possibilidade de fracasso proporciona,
Naquilo tudo que não digo, mas sentimos.
Puxo você para perto, sua cabeça no meu ombro.
Sem palavras, apenas uma carícia.
Um beijo na tua testa.
Que ampara tua queda.
Que recobra suas forças.
Ainda triste, porém melhor.
O que você era, agora não é mais.
Algo novo você é.
Sua mãe nos olha. E compreende.
Não você. Mas eu.
Ela não mais se preocupa.
Seu sorriso direto para mim traz um senso de responsabilidade, uma missão, meu destino.
Que aceito.
Olho de volta para sua cabeça em meu ombro.
Você levanta um pouco e sorri para mim.
Então...
...acordo.

segunda-feira, novembro 16, 2009

"We came, we saw, we KICKED HIS ASS!!!"

Alguém aí já acordou com estranhos barulhos durante a noite?

Já sentiu temor em sótãos ou porões?

Já sonhou um dia em carregar um acelerador nuclear de partículas não-registrado em suas costas?

Se a resposta for “sim”, faça como eu e jogue com os profissionais:



Ontem acabei de fechar esse jogo. Um dos videogames mais divertidos que já tive o prazer de jogar. É curtinho, descomplicado, mas Super Mario Bros também, ué.

A verdadeira graça está no quanto é DIVERTIDO passar algumas horas na frente da TV enquanto a história se desenrola. Sim, porque quem escreveu o roteiro disso foram os mesmos que escreveram os roteiros dos filmes, Dan Aykroyd e Harold Ramis, também conhecidos como Drs. Ray Stantz e Egon Spengler. E além desses dois gênios, Bill Murray também participa, dublando o jogo inteiro. Sim, Ernie Hudson (o Winston) também tá lá.

E ainda tem o Max Von Sydow soltando algumas frases num Easter Egg.

Bom, ontem, quando escutei a frase “we eat gods for breakfast”, surtei de tanto rir. As reações entre os personagens, as gozações, tudo do mesmo jeito como nos filmes.

Só que agora, eu realizava o sonho de moleque de caçar fantasmas. Com direito a ser “geleiado” pelo Geléia.

****

Porque vocês sabem, às vezes dá merda, alguém tem que lidar com isso e quem vocês vão chamar?



"We´re ready to believe you!"

sábado, novembro 14, 2009

Férias, até agora...

Feito

* Show do Faith no More
* Busão pra Campinas
* Consulta com médico - resultado: fazer regime e exercícios
* Renovação do RG - vem por Sedex
* Pepinos que aparecem
* Marcar prova para renovar CNH - faço terça
* Tosar a crina
* Dentista
* Ir no Penido - descobri que tenho um calázio no olho e que preciso marcar outra consulta E cirurgia



A Fazer

* Estudar para prova
* Tentar programar o controle remoto universal
* Conseguir levar meu irmão para ver Bastardos
* Fazer a prova
* Busão para Sampa
* Buscar passaporte
* Limpar o apartamento



Sendo feito durante todo esse tempo:

*assistir filmes pendentes
- O Galante Mr. Deeds
- Matadores de Vampiras Lésbicas
- Do Mundo Nada Se Leva
- Louca Obsessão
+ outros


Remorsos

* Não ter conseguido a renovação da CNH mais cedo
* Não ser possível participar da oficina do Chris Duvoort na AIC
* Não conseguir cirurgia para retirada do calázio imediatamente



Quem disse que férias é pra descansar?

terça-feira, novembro 10, 2009

Rock, Suor, Poeira e Muuuuita Presepada!

Sábado, dia 7, enquanto indies e emos babavam na franja, chupavam sorvetes, passeavam de montanha-russa e apanhavam dos seguranças no Planeta Terra, eu tava no Maquinária.

Sim, amiguinhos, lá fui eu bater cabeça ao som de bandas fudidasbagarai... se você estivesse em 95.

Não, nada contra esse revival, afinal realizei o antigo projeto de ver um show do Faith No More. Mas é meio triste constatar que poucas bandas atuais me empolgam do jeito que o FNM, Red Hot, Pearl Jam faziam – e ainda fazem.

Enfim, fui saltitante, feliz e pimpão, tal qual um hobbit, para a Chácara do Jockey... minha Mordor particular. O lugar é longe, gente. Muito longe. Na vez do Radiohead eu tava de carona e mesmo assim foi tenso. Agora tava só eu e eu apenas. Táxi foi a solução encontrada, mas digamos que não fiquei muito feliz de torrar os olhos da cara pra me deslocar até lá.

Chego na bagaça e o Nação Zumbi já tava lá moendo Manguetown. Gozado, nunca fui muito fã da banda, tenho o primeiro e só. Mas me diverti, as músicas funcionam, o groove é bacana e o Lúcio Maia é um puta dum guitarrista – e sabe disso, haja visto a performance guitar hero que ele tava dando no palco. Pena que ainda tava vazio o lugar, eles mereciam mais.

Meia hora de intervalo, uma cerveja pra aliviar o sol de rachar coco e eis que me entra o Sepultura. Também não sou fã dos caras, esse estilo de vocal nunca me pegou, embora o instrumental seja cabuloso. E quando o Derrick berrou “RUN FOR TERRITORY!!!”, me lembrei da Ivete Sangalo.

Explico: eu tava encostado na grade que separava a pista vip da área onde nós, pobres mortais (ênfase em POBRES) nos encontrávamos. E o pessoal que tava ali decidiu fazer uma mega roda de pogo. Correndo e se estapeando feito malucos mesmo.

Tá, as meninas que tão lendo isso não devem tá entendendo nada. Desencanem. Só quem tem testosterona correndo nas veias e sua sangue manja do que tô falando.

Só que ali, naquele ponto, tava um chão de terra batida. Resultado?

POEEEEIRAAAA!!! POEEEEIRAAAA!!! LE-VAN-TOU POEEEEIRAAAA!!!

(O Predador falou “puta poeira do caralho” num português límpido e claro. Perde apenas pro do Mike Patton)

E no momento que descobri como um figurante do filme “A Múmia” deve ter se sentido, eis que me deparo com a pessoa mais macha daquele forfé todo:

Uma menina de uns 15 a 17 anos kicking serious ass!

Sério, a mina tava toda lanhada, com hematoma, escoriações, sangrando.... e tocando o terror pra cima daqueles marmanjos.

Bom, pra não dizer que fiquei olhando pro show do Sepultura apenas com cara de “ahn?”, esgoelei em Roots. Porque Roots, meus amigos, é Roots. Bloody Roots.

Mais meia hora, mais cerveja, e vem o Deftones. Poderia nem ter vindo, já que é tão chato quanto ficar assistindo alguém jogar Wii. Fora que eles processam tanto o som, que na hora de equalizar vira uma maçaroca horrenda e baixa. Num dá.

Show seguinte: Jane´s Addiction. E aí começaram as presepadas.

Tudo porque o Perry Farrell (vocalista da banda, inventor do Lollapallooza e cruza do Victor Fasano com o Dinho Ouro-Preto) me entra naquele puta calor que tava às 7 da noite do horário de verão com um macacão de lamê preto e púrpura com umas lantejoulas e purpurinas. O bicho tava suando mais que tampa de marmita. Fora que a porra da roupa do maluco ao final do show já tinha aberto tudo embaixo das axilas – o popular “suvacu”.

Adiciona isso à birita que ele tava entornando constantemente durante o show (o que fez ele tomar três capotes durante uma mesma música) e o fato de que ninguém da banda vai com a cara um do outro.

Eis que surgem então duas dançarinas meio geishas, meio demônios protagonizando um patético, e por isso mesmo hilariante, festival de insinuações sexuais. Ah, sim, uma das dançarinas é a SRA. FARRELL. Tipo, o cara é cafetão da própria mulher.

Bom, no meio de todo esse pandemônio, ele decide ainda tirar uma com a cara do Dave Navarro – também conhecido como “o-freak-que-come-a-Carmen-Electra-e-quase-me-fez-odiar-Red-Hot”.

Imagina um cara marrento. Agora imagina esse cara marrento com o senso de humor do Senhor Saraiva do Zorra Total. Era mais ou menos o mood do Sr. Navarro naquela noite. Lembrando, ele detesta o vocalista.

Aí surge o seguinte diálogo de Perry Farrell (alteradaço pelo vinho de quinta que tava ingerindo):

“Gente. Todo mundo sofre. Vocês acham que nós não sofremos? Pois nós sofremos. Olhe Dave. Vocês olham para ele. Esses braços perfeitos. Esse peito perfeito. Ele é lindo. Pois é, ele também sofre.”

Enquanto eu me contorcia no chão empoeirado de tanto rir, imaginava o Dave no backstage, “tua arma foi o microfone, a minha vai ser a guitarra”, enquanto cabongava sem dó o lazarento.

Enfim, um som muito viajandão. Até demais pro meu gosto. Fora que Been Caught Stealing tava irreconhecível.

Enfim, Faith.

E esse foi muito bom. Mas muito bom MESMO!

A banda tocando pra cacete, inclusive o guitarrista novo que já foi da banda do Ozzy.

E a performance escalafobeticamente freak do Sr. Michael Patton, provando definitivamente que ele sim é o cara.

Cantava como se estivesse em um cabaré, total latin lover. Música seguinte se esgoelava e berrava. Depois segurava o facho. Aí tossia e simulava sua morte por engasgamento. Pulava, babava, espumava. Enlouquecia.

E brindava-nos com isso aqui:

1.Reunited (Peaches & Herb cover)
2.From Out of Nowhere
3.Be Aggressive
4.Caffeine
5.Evidence (em português e dedicada a Zé do Caixão)
6.Surprise! You're Dead!
7.Last Cup of Sorrow
8.Ricochet
9.Easy (Commodores cover)
10.Epic
11.Midlife Crisis
12.Caralho Voador
13.The Gentle Art of Making Enemies
14.King for a Day
15.Ashes to Ashes
16.Just a Man
Encore:
17.Chariots Of Fire/Stripsearch
18.We Care a Lot
Encore 2:
19.Theme from Scarface/This Guy's in Love with You (Burt Bacharach cover)
20.Digging the Grave

Só mesmo Patton para num festival (e numa banda também) marcado pelo heavy metal, cantar Commodores e Burt Bacharach e sair com vida e aplaudido por todos.

O ensandecido ainda me pula do palco, treta com os seguranças, cai de bunda no chão, levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima e leva o microfone pra todo mundo da área vip, especialmente as moçoilas, berrarem a plenos pulmões a singela expressão “Porra, Caralho!”, culminando tudo com um malho num cara que tava ali.

No bis, dedicou o show ao Palmeiras (Palmeiras? Deve ser influência do João Gordo e dos Irmãos Cavalera, só pode) e ainda me fez bater cabeça ao som de Giorgio Moroder, o rei da disco-farofa (e compositor do tema de Scarface).

Fim de show, só me restou enfrentar uma hora e meia de bumba + metrô para chegar em casa. Exausto, dolorido, empoeirado.

Mas com sentimento de dever cumprido.

Lemão, Miquê, Zé e Demônio, as cervejas que virei ali dediquei a vocês.

E que venha AC/DC!

PS: Devo admitir que o show do Iggy no PT deve ter sido foda. O problema era a fauna ali presente.

quinta-feira, novembro 05, 2009

Top

Terça estava conversando com Mário, Douglinha e Guilherme. Chope vai, chope vem, o Gui solta a lista Top Ten de filmes dele.

Ok, muito já se foi dito sobre o quão ridículo é o hábito de se fazer listas. Pombas, o Nick Hornby basicamente escreveu dois tratados sobre isso (Alta Fidelidade e 31 Songs). Mas não podemos negar que também é bastante divertido. Principalmente quando aparecem aqueles maletas sem alça mal comidos que decidem subir no caixotinho de goiabada Cascão (sim, tô roubando isso do Jabor) e pregar aos quatro ventos sua superioridade moral e intelectual sobre nós, pobres mortais, baseando-se em nossas pífias escolhas. Aparentemente eles ficam muito putos quando ignoramos suas diarréias verbais.

O legal desse tipo de lista é que mostra muito da pessoa. A lista do Gui é a cara dele.

Bom, eu soltei a minha lá no bar. Mas algo ficou me pentelhando demais. Nos 10 filmes, não tinha um do Kubrick. E ele faz parte da minha santíssima trindade cinematográfica (os outros são Spielberg e Scorsese). Um dos motivos é que não consigo escolher qual filme dele é o melhor – entre 5!

De maneiras que: (pausa dramática)

Resolvi colocar aqui uma lista com os 20 filmes que mais me influenciam. À exceção do primeiro, ela não está em ordem de preferência e não possui comentário algum. Prefiro que vocês assistam pra entender o porquê dessas escolhas. Também não quero que concordem comigo, a lista é minha e minha somente.

Espero que realmente tenha a minha cara e isso não seja motivo para me trancafiar no Juqueri.

1. ET – Steven Spielberg – Obra-prima, cada enquadramento, cada plano, as decisões de filmar no nível dos olhos das crianças. Disney com Capra. John Williams realizando mais uma obra que o coloca entre os maiores compositores da história. E se você não chora no momento em que a flor murcha, nem na hora da despedida, você não tem coração.

2. Bastardos Inglórios – Quentin Tarantino
3. Os Bons Companheiros – Martin Scorsese
4. Caçadores da Arca Perdida – Steven Spielberg
5. Cassino – Martin Scorsese
6. De Volta para o Futuro – Robert Zemeckis
7. 2001 – Stanley Kubrick
8. Dr. Fantástico – Stanley Kubrick
9. Era Uma Vez no Oeste – Sergio Leone
10. Os Goonies – Richard Donner
11. Gremlins – Joe Dante
12. Guerra nas Estrelas – George Lucas
13. O Iluminado – Stanley Kubrick
14. O Império Contra-Ataca – Irwin Kershner
15. Indiana Jones e a Última Cruzada – Steven Spielberg
16. Laranja Mecânica – Stanley Kubrick
17. Lawrence da Arábia – David Lean
18. Nascido para Matar – Stanley Kubrick
19. O Poderoso Chefão – Francis Ford Coppola
20. Superman – Richard Donner
21. Tubarão – Steven Spielberg

Menti, pus 21 filmes. Mas não dava pra tirar nenhum daqui, sério. Agora, se quiserem comentar, à vontade. Troco idéias numa boa. Poderia ficar horas e horas falando sobre esses filmes – e de outros também.

Agora, se vier menosprezando e fazendo pregação, ah, vai dar, vai. E com força.

Seu mal comido.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Teenage Zombies e a Misteriosa Ilha de Lost

31 de outubro. All Hallows Eve. Halloween. Dia das Bruxas. Whatever.

Estava eu em uma sessão especial de filmes organizada entre o pessoal da AIC. Eu, Renato, Érico, Cris e Bettina vendo filmes de terror. Viramos a madrugada vendo coisas abomináveis – em todos os sentidos.

4 horas, só tinha eu e Renato, o resto tava muito cansado pra tanta papagaiada. Escolhemos fechar o ciclo com Teenage Zombies. Na caixa tava escrito que era um clássico zumbi-cult, seja lá o que isso significa.

O filme se desenrola na minha frente e eu não consigo acreditar no que estou vendo. Sabe aqueles filmes Z dos anos 50, com personagens sofrendo mutações por causa de energia nuclear ou devido aos experimentos de um cientista maluco, quase sempre trabalhando pros russos? Então, esse era com cientista.

Agora mistura essa desgraça com filmes da Turma da Praia, tipo Frankie Avalon e Annette Funnicello. Tire as músicas. E substitua os QIs dos adolescentes desses filmes pelos de adolescentes protagonistas de filmes de TV da Disney dos anos 50 dividido pelo de crianças de filmes educativos para escola dessa mesma década. Entendeu o quanto são estupidamente burros os heróis dessa porcaria?

Qual não é minha surpresa que essa indigna pérola possui subtextos velados que dão indícios para decifrar um dos maiores mistérios que assolam a mente ocidental: “afinal, qualé a de Lost?”

Checa só:

1) Os manés vão parar em uma ilha que ninguém tinha visto antes e que de repente ninguém consegue achar de novo e mais tarde consegue novamente. Se o filme tivesse mais 5 minutos, com certeza a gente ia saber que ela muda de lugar.

2) Eles rodam a ilha sem achar ninguém. Quando voltam pro ponto de partida, ohhhh, surpresa geral, o barco deles tinha sumido. Claro, foram “Os Outros” – embora não sejam citados dessa maneira.

3) “Os Outros” aprisionam nossos heróis. Devo atentar aqui para a comprovação da tese evolutiva de Darwin. Em Lost, as jaulas são mais rústicas mas seguram personagens por 3 meses. Aqui, apesar das barras de ferro e cadeados, não agüentam 3 minutos.

4) Adivinha qual a tentativa criada para fugir da tal ilha? Isso mesmo: uma balsa!

5) Tem um casalzinho no mundo real que decide achar a ilha para salvar os amigos. ProtoJack e ProtoKate.

6) Um barco que aparece em determinado momento do filme tem uns números muito estranhos inscritos em sua lateral. Se não forem os números de Lost, com certeza a dízima periódica de seu log é “4815162342”.

7) Tudo faz parte de uma conspiração mundial, envolvendo inclusive pessoas até então supostamente alheias a tudo isso.

8) E claro, tem um animal nada a ver largado pela ilha. No caso, como o orçamento era baixo, pra não dizer paupérrimo – os produtores devem ter roubado uma cesta de coleta de uma igreja -, o bicho em questão era um gorila. Aliás, um cara com uma fantasia de gorila. Pois é, ao menos a ABC tem grana.

Obviamente o sono e o impacto de tamanha descoberta me privaram de realizar uma investigação mais a fundo. E, sinceramente, não estou preparado para voltar tão cedo a enfrentar esse liquidificador cerebral. Até mesmo o masoquismo tem limites.

Caso alguém tenha a coragem, fica o desafio.

Agora, certeza absoluta que até o final da série o Santoro retorna como zumbi. E a última cena vai ser do Jack, Kate, Sawyer e o gordinho praticando esqui aquático.

Ou cavalgando.

terça-feira, outubro 27, 2009

"Acho que acabo de fazer minha obra-prima..."

Já faz um tempo que eu tava querendo falar sobre isso: Bastardos Inglórios é um filme do caralho.
Sim, essa é a definição exata. Um filme do caralho. Qualquer outra não serviria para expressar a avassaladora experiência catártica que é assisti-lo. Sabe aquele filme que não dá pra ver na TV, que precisa de uma enorme tela de cinema? Pois é.
É lindo, maravilhosamente bem fotografado pelo Bob Richardson, com atuações incríveis de todo o elenco, a começar pelo Christopher Weltz. Mas também é necessário louvar Melanie Laurent e, por incrível que pareça, Diane Krüger. Bom, o Tarantino consegue arrancar atuação até do Eli Roth.
Outro dia estava conversando via Facebook com o Adami e o Ebert, nosso professor de fotografia, sobre como a guinada cartunesca nos últimos filmes do Tarantino, por mais divertido que tenha deixado os filmes, diluiu a relevância dos acontecimentos mostrados na tela. Tipo, no Cães de Aluguel, eu me importo com o Tim Roth agonizando o filme inteiro. Nos últimos filmes, eu tava pouco me lixando pra quem se ferrava.
Porém em Bastardos, a coisa muda. Gente morre. E você se importa muito.
Tem também gente que morre e você nem liga. Ou melhor, você realiza um bar mitzvah de alegre.
Além disso, tem o melhor jogo pra se fazer em roda de bebedeira, o melhor uso de Putting Out The Fire do David Bowie e a ressurreição de uma arte esquecida: cenas pivotais feitas enquanto se come. Quentin andou assistindo muito Hitchcock, né? E a julgar pela cena inicial, muito Sergio Leone. Bem como Rastros de Ódio.
Mas o mais importante desse filme é sua mensagem. A força do cinema. Ele emociona. Nos faz refletir. Nos faz chorar. Nos inspira. Mas também pode ser usado para manipular, para apoiar as causas mais imundas.
O cinema tem o poder de escrever a história. E às vezes, até de reescrevê-la.
Enfim, Tarantino conseguiu. Com esse filme, ele tá lá, junto com os grandes. Com Leone, Carpenter, Ford, Kurosawa, Spielberg, Lean, Hitchcock, Scott, Kubrick, Scorsese.
E com o Robert Aldrich de Doze Condenados.
Bom, vai lá e assiste ao filme.

terça-feira, outubro 20, 2009

Pedido de Desculpas, uma Desavergonhada Auto-Promoção ou Pimpin' My e-books

Ok, vou usar este post aqui pra vender meu peixe. Afinal, se a gente não acreditar em nós mesmos, quem vai?

Antes de mais nada, queria fazer uma confissão a todos que visitam este blog. Desculpem-me, mas...

EU OS TRAÍ!

Sim, sim, é verdade. Com outros.

Nesse tempo que andei sumido, escrevi ocasionalmente para outros sites. Sim, sei que muitos de vocês suspeitavam, alguns até sabiam. E pior: digo de antemão que gostei da experiência. Foi... diferente!

A primeira vez foi para o MojoBooks. Inclusive até relatei isso num post anterior.

Bom, para quem não conhece, a Mojo é uma idéia bacana de uns caras mais bacanas ainda (certo Delfin, Danilo?). Escrever um conto baseado em uma música ou um livro baseado em um álbum. Música + Literatura. Groovy, como diria Ben Fong-Torres em Quase Famosos.

No caso em questão, adaptei um texto que tinha escrito para teatro e transformei em um roteiro de cinema. O pessoal de lá gostou e publicou.



O curioso é que realmente estava escutando esse clássico do Johnny Thunders enquanto escrevia.

Bom, como a experiência foi interessante, decidi escrever para eles novamente. Dessa vez utilizando como referência o clássico imortalizado pelo Rei em sua primeira gravação.



Feliz com o resultado, fiquei meio que viciado. Queria achar um assunto que fosse bem legal de escrever. E a inspiração veio um dia que saí tarde do trampo e acabei pegando um ônibus até a Sé. Vi uma cena ali e PIMBA! Bati uma foto. E lá mesmo, caiu a ficha: essa foto é o clímax! Tem que estar lá. Até a idéia de qual música utilizar veio.



Bom, logo depois, escrevi mais um texto, Man On The Moon, que acabou rejeitado, se vocês se lembram desse post aqui, pela minha grande estupidez. Tudo bem, publiquei aqui mesmo e boa.

Mas aí o povo do Frankenstória, outro bando de gente mais do que bacana, pediu pra ver o texto e acabou postando. E pediram para que eu também contribuísse com o site deles. Levei a sério e prometi um texto exclusivo.

Porém, antes disso, ajudei essa turma com um texto colaborativo chamado eu.com. O quinto capítulo é meu (ok, com uma ou outra inserção do Gui, necessárias para que ele possa finalizar a história - estou no aguardo).

A verdade é que tem mais texto meu prestes a pintar num dos dois sites. Fora meus roteiros (sim, estou relendo alguns e me preparando). Fora um projeto que estava realizando como hobby faz dois anos mas decidi levar à sério agora.

Sim, estou traindo vocês.

Mas, sinceramente, gostaria de continuar recebendo a visita de vocês. Comentários também.

Só que tenho que fazer por merecer. Portanto, chega de vagabundagem, Marcelo, e vâmo trabalhá!

Meu compromisso com vocês: updates constantes. E exclusivos.

Espero que curtam e possam perdoar minhas eventuais puladas de cerca.

sábado, outubro 10, 2009

Lineway To Hell ou O Dia em que Seremos Todos Idiotas

Eu sou um idiota. Se você tem o costume de ler este blog, está cansado de saber disso.
O problema é que eu tenho o péssimo hábito de esquecer que sou um idiota. E, por causa disso, acabo entrando em altas roubadas.
A mais recente aconteceu no dia 1º. Estava eu contente e empolgado porque iria comprar o ingresso pro show do AC/DC (dia 27/11 no Morumbi). “Ah, tudo bem, vou pegar uma filinha e boa, vai ser como da vez que comprei o ingresso do REM, perco só o horário de almoço”.
Pois bem. Só que o local não era a Via Funchal. Era o Citibank Hall. E aí começou o meu calvário.
O local era cheio de meia-horas pra venda do maldito ingresso. Tinha só um caixa. Que era uma mocinha lerda de dar dó. Fora que havia a possibilidade de comprar até 8(!!!) ingressos por pessoa, o que deve ter feito a alegria dos cambistas.
E pra completar, a fila reuniu a maior disposição de filhosdaputa/m2 que a cidade de São Paulo já teve o (des)prazer de testemunhar.
O tempo comendo, a fila se arrastando e uma dona me pede pra segurar o lugar dela ATRÁS de mim enquanto ela ia buscar a filha na escola. Tudo bem, acho que a consideração pelos outros é o que torna a vida suportável, não é mesmo?
Meia hora depois, consegui avançar três míseros passinhos. A dona volta com a filha. Aceno pra ela, as duas voltam ao LUGAR ORIGINAL. Dez minutos, o filho dela, o real interessado no ingresso, chega. A mãe e a filha vazam e ele fica. Até aí, tudo bem.
O tempo passa, já tinha perdido duas horas na fila e finalmente fico próximo ao caixa. Aí descubro o porquê da demora. Celulares.
Sim, amigos. Celulares. Esse maldito aparelho fazia com que verdadeiros débeis mentais parassem na boca do caixa e ficassem ligando pros 150 amigos que tinham perguntando se iam no show ou não.
CARALHO!!! Ninguém lê jornal, não? Os preços tão na internet tb. E PORQUE NÃO FIZERAM ESSA PORRA DE LIGAÇÃO ENQUANTO AINDA ESTAVAM NA PORRA DA FILA???????
Naquele específico momento, estavam três playboys de 40 anos ligando pra fulano, sicrano e beltrano. E comprando ingressos a conta-gotas. E FODENDO COM O TEMPO DE TODO MUNDO!!!! “Ah, mais dois então!” FILHOSDAPUTA!!!!
Como se não bastasse isso, lembram do moleque que ficou no lugar da mãe? Que era pra trás? Pois é, aí chegam 5 amiguinhas dele. Que também queriam ingressos. E todos com extrema pressa. Claro, superurgente ir pro shopping ou jogar videogame ou ver DVD na casa de seilaquem... Eu apenas já tava duas horas atrasado no trampo. Mas isso não é importante, certo?
Bom, o que esses representantes do futuro fazem? Ligam pra vovozinha do moleque. Ela aparece com mais uma amiga. E exige atendimento preferencial. Pra comprar 10 ingressos!!!!!
Aí não guentei. Desculpa, mas é muito pra minha cabeça. Comecei a berrar. O povo que tava na fila vendo a pataquada acompanhou. Obviamente, já tinha notado que não ia adiantar muita coisa. O pessoal da casa tava mais do que louco pra desovar os ingressos e qualquer piti que eu desse só ia fazer a gente perder mais tempo.
Desse modo, restou-me apenas uma única alternativa. A avacalhação. Eu não ia conseguir botar ordem na coisa. Mas nada podia me impedir de deixar as véias, o moleque e as amigas extremamente putos.
(Vejam, não sou contra atendimento preferencial. Uma senhora de 60 anos pra cima realmente tem que ser atendida antes. Mas essa situação era ridícula. Tá que ela ia assistir o show do AC/DC. Arrã. Sei. Olha, se vendessem exclusivamente um ingresso no atendimento preferencial, com COR DIFERENTE E NOMINAL AO PORTADOR, beleza. Afinal, um moleque de 15 anos não ia poder zanzar com um ingresso para maiores de 60 e fim de jogo. Mas aquilo era desfaçatez pura.)
Sendo assim, realizei os atos que se seguem:
- intimei as senhoras a desfiar o repertório da banda em questão (“vai, véia, canta as músicas!!! Manda um Hells Bells aí!”)
- apontei a incongruência das mesmas em ir assistir ao show, relatando os já conhecidos pontos-chaves de um show de Angus Young e seus faceiros coleguinhas (“claro, com certeza ela tá doida pra ver a mega-boneca inflável que surge em Whole Lotta Rosie ou então vai ter um orgasmo quando o Angus entra com os chifres do capeta em Highway To Hell. Isso pra não dizer quando rola deles mandarem umas strippers pro palco” – orgulho em me dizer que naquele momento a velhinha olhou hipertorto pro neto)
- questionei o gosto musical delas (“vocês vão vender ingresso pra elas??? Meu, tá na cara que elas não gostam de AC/DC!!!! Elas gostam de Victor e Léo, porra!!!”)
- e por último, intimei o neto (“você vai tá na pista?? Eu também!!”- fazendo o indefectível gesto de um punho esmurrando a palma da outra mão, o sinal universal que significa “vou te cobrir de porrada” ou, como Samuel L. Jackson diria em um filme do Tarantino, “I will go medieval on your ass!!!”)
O povo da fila que tinha se fudido que nem eu tava entortando de tanto rir. Tinha um lá que berrou “meu, cê tá brigando com um século de história!!” O caso é que as véias, o neto e as amigas picaram a mula rapidinho. E meia hora depois, eu finalmente conseguir comprar o meu ingresso.
Mas precisava ser tão complicado? E precisava ser de um jeito que acentuasse o quanto sou desprezível?
Oh, well, it’s a long way to the top if you wanna rock’n’roll.
PS: Antes que me acusem de insensibilidade e escrotidão, coisa que não nego, quero apenas frisar que senhoras de 60 anos de idade, por default, são senhoras de 60 anos de idade. Mas quando agem dessa maneira pra lá de canalha, desculpem, a gentileza foi pra vala. Só posso chamar de VÉIAS!

domingo, setembro 27, 2009

âpi dêite

Apenas um post rápido pra dizer que estou trabalhando em uma maneira para deixar este espaço mais atualizado...

Cross your fingers and wish me luck!

quinta-feira, agosto 13, 2009

O Centésimo Post (ou "O Hômi na Lua")

Tsc.
Andei relegando esse blog às traças. Andei pensando mesmo se continuava ou acabava de vez com esse canto. Nada de interessante surgia, parecia que tinha voltado aos velhos tempos de quando montei esse cantinho nos longínquos idos de 2005.
Mas decidi continuar. De alguma forma, TINHA que continuar.
Aí bato o olho e vejo que já tinha feito 99 posts. Sendo este o número 100, tinha que ser especial. Tinha que significar alguma coisa. Bobeira minha, eu sei, mas encasquetei com isso. E quem me conhece sabe que sou mais teimoso que a mãe da mula.
Recentemente, andei escrevendo alguns textos pra Mojo Books. Um deles, na verdade, era um texto que fiz pra Van utilizar na sua aula de teatro. Acabou que ela não precisou dele e eu enviei pra Mojo. Que publicou a criança.
Bom, uns 40 dias atrás, acabei escrevendo uma crônica. A inspiração, algo ruim que aconteceu na vida de uma pessoa querida. Vendo o jeito que ela estava, fiquei BEM pra baixo. Quando dei por mim, o texto já estava digitado.
Mandei pro pessoal da Mojo. Apesar de não ter muito a ver com a letra da música, tinha a ver com o mood.
Asininamente, não notei que Man On The Moon já tinha sido utilizada. Com isso, o texto acabou sendo recusado. Sim, pisei na graxa mesmo.
Mas talvez tenha sido melhor assim. Porque esse texto é mais pessoal. Tem mais jeitão desse meu blog. Melancólico, triste. Não que eu seja assim, sorumbático, o tempo todo. Mas a vida, de vez em quando, dá uma dessas com a gente.
Bom, sem mais delongas, segue o texto. Mas, por favor, escute a música apenas DEPOIS de ler. Faz mais sentido como trilha sonora...



Man On The Moon

(esse é pra tu, brucutu!)

E aí ela me fez chorar.

Não porque tenha feito algo de ruim ou sido sacana, não. Acho que ela nunca faria isso, ao menos não comigo.

Compartilhar almas, você sabe o que é? Porque casais compartilham vidas, irmãos também. Amigos? Em alguns momentos, sim. Mas, almas? Isso é raro. É coisa de sexto sentido. Pensar no outro e o outro aparecer. Saber exatamente o que ele ou ela está sentindo. Pressentimentos. Um caso de sintonia fina, mesma freqüência.

Vai daí que aqui estou eu, no meu cubículo, e ela solta a bomba. Eu, que vinha me sentindo mal não sei porque, passo a entender.

E toca a pensar no que fazer. Sugerir algo, alguma atividade? Não, astral nenhum.

Um filme, um livro, uma música, é engraçado como a arte pode ser tão efêmera frente a um real sentimento humano. Tudo vira forçação de barra. Sem noçãozismo. O cotidiano que demanda absurdamente da nossa vida se desmorona quando ela se impõe.

Resta o papo de sempre. E me pergunto, esse sou eu mesmo falando? É isso mesmo o que sou, brega assim? Ou o quê?

Queria dizer algo mais? Sim. Algo que não apenas a fizesse melhor, mas que também me definisse de uma vez por todas como pessoa.

Mas isso sou eu me iludindo. Ela tem uma perfeita definição de mim como pessoa. Sei que isso também é uma ilusão, um show que talvez eu apresente especialmente só pra ela. Mas a impressão que ela tem de mim é algo muito mais humano do que eu poderia pensar em ser. Afinal, passamos a vida inteira buscando uma definição pessoal, sem conseguir. Os outros nos definem. Nós apenas somos.

Enquanto isso, ela está ruim, num lugar ruim.

Olho para a TV. Buzz Aldrin está lá, dizendo que nunca viu algo tão desolador quanto a superfície da lua. Talvez ele esteja certo. Mas, no momento, o lugar tem forte competição.

Porque ao menos lá em cima ninguém pode ouvir você chorar.

http://www.youtube.com/watch?v=1hKSYgOGtos

sábado, abril 11, 2009

sexta-feira, abril 10, 2009

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Se Raul Seixas tivesse um Play 2

GTA

"Eu que já andei
Pelos quatro cantos de Liberty City
Barbarizando
Foi justamente em San Andreas
Que Sweet me falou"

Às vezes você me pergunta
Por que sou tão procurado
Apenas roubei 20 casas
Dei tecos nos manos do bairro

Você que dá tiro agora
Se borra e vaza ao me ver
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou te estrunchar...

Eu faço você ver estrelas
Eu pincho teu corpo no ar
Metralho e dou fim na tua vida
Com um carro vou te atropelar...

Eu racho muringa com taco
Te esfrego os miolo no chão
Eu varo trabalhador
Eu sou, eu fui, tu sifu..

Gta! Gta! Gta!Gta! Gta!

Eu sou o seu homicídio
120 na contra-mão
Dou faca no olho e dou tiro
Sou jurado pelos negão...

Incêndio sou eu quem acende
Eu sou a AK que dispara
Te jogo da beira do abismo
Eu sou o tudo, você, nada...

Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu toco o terror na terra
no fogo, na água e no ar...

Você me vê nesse dia
E sabe que chegou seu fim
Mas saiba que eu varo você
Pra você não vará mim...

Das balas eu sou a metranca
A 12 do matador
O IML tem seu nome
Do napalm eu sou o odor...

Eu sou o atropelo
Em San Andreas, no mundo
Da sua mãe sou carrasco
Esgarço, regaço, teu fundo...

Gta! Gta! Gta!Gta! Gta!

Eu sou o pente do rifle
Eu róbo até avião
Te ranco os zóio e te cego
E de puta sou cafetão...

Euuuuuu!
Mas eu sou o pior que uma íngua
Deschavo mãe, pai e avô
Bazuca é tudo em que creio
De início, eu racho teu meio
De início, eu racho teu meio
Euuuuu de início
Te racho us meio
Euuuuu de início
Te racho us meio

terça-feira, janeiro 20, 2009

terça-feira, janeiro 06, 2009

Perca Peso, Pergunte-me Como

Nessa virada de ano, prometi a mim mesmo – e a outros – que iria perder peso. Tô medonhamente gordo, recuperei os quilos que perdi em 2005.

De posse das informações necessárias para deixar esta forma rotunda pra trás, comecei HOJE o regime. E vou tentar deixar aqui a quantas anda o progresso dessa empreitada. Mesmo porque, desse jeito volto a atualizar esse blog.

Almoço de hoje – salada de alface e repolho, com molho de queijo e alho frito em cima; fatias de blanquet de peru; enroladinho de queijo e presunto; pedaços de alcatra e maminha; 1 Fanta Light; 1 bananinha sem açúcar; 1 barrinha de banana (único crime do dia, essa tinha crosta de chocolate)

Durante o dia, altas doses de Nescafé Vanilla – preciso ver se vai açúcar na composição, caso positivo, vou procurar outro tipo de café pra beber.

Preciso também fazer exercício e isso vai ser difícil. Detesto “cadimias”, prefiro andar, ver a paisagem, mas pra isso preciso também de tempo.

Dizem que “tempo é você quem faz”. Ah, disso eu DUVIDO!!!

quinta-feira, janeiro 01, 2009

TOP 10

Faz tempo q não escrevo. Sem tempo e sem assunto. Pra quê encher o saco de vocês então?

Quer uma prova de que tô sem papo?

Aqui vai a famigerada lista dos 10 filmes de 2008

10. O Incrível Hulk
Edward Norton carrega o filme nas costas. Basicamente ele declama seu amor a Bill Bixby e à série de TV (veja quando ele diz para Lou Ferrigno “You are the MAN!” – ele REALMENTE quis dizer aquilo). Ed vira Bruce Banner, de uma maneira parecida com que Robert Downey Jr fez em outro filme esse ano... Ah, sim! Cenas de ação legais. E se embora perdemos um pouco da poesia, da visão do Ang Lee e daquela edição fantástica, ao menos o Verdão agora não enfrenta aqueles poodles deprimentes.

9. Rebobine, Por Favor
Uma carta de amor ao cinema, às fitas de vídeo e à inocência de quando assistimos nossos primeiros filmes nessa mídia. Impagável o conceito de “noite americana” de Jack Black e Mos Def. E só sendo muito tapado pra não lembrar do tema principal de Ghostbusters. Gondry acerta de novo!

8. O Gângster
Um filme de máfia na mão de Ridley Scott vira um SENHOR filme de máfia. Ponha na mistura ainda Denzel Washington e Russell Crowe e o que temos? Um dos cinco melhores filmes do inglês. Quer dizer, era, até ele cometer seu quinto melhor filme este ano também – mais pra frente nesta mesma lista. Ah, os 30 primeiros segundos já dizem tudo e mostram ao que o filme veio. Denzel toca o terror!

7. Wall-E
Como não se apaixonar por esse robozinho que mais parece uma mistura de um Transformer com o ET e o Charlie Chaplin? E quando ele tenta pegar na mãozinha da EVA? E a baratinha, sua única companheira? E os 30 primeiros minutos sem fala? Um dos melhores da Pixar, o que diz MUITO!

6. Rede de Mentiras
Pois é, como tava falando, Ridley Scott conseguiu se superar e fez um filme ainda melhor que o Gângster. Um thriller de espionagem no Oriente Médio. Explosões como nunca vi filmadas antes, uma outra ótima atuação do Di Caprio... e Russell Crowe (GORDO!!!) dando show. Mas Mark Strong deixa ambos no chinelo como o chefe de segurança. Atenção: quem não gosta de ver sangue, prepare-se, cenas de atordoar. Já quem odeia o Di Caprio – sadismo mode on!

5. Homem de Ferro
Mais um filme pra entrar na história com um dos melhores de quadrinhos. Não levava fé que o Ultimate Fighting Champion do Friends conseguisse segurar a bronca. Mas o Jon Favreau segurou. E contou com uma “pequeeeena” ajuda de Robert Downey Jr. O caboclo VIROU o Tony Stark. Esqueçam todas as outras pessoas que estavam cotadas pra esse papel nos últimos 20 anos (Newman, Cruise). Downey É o Homem de Ferro. E Nick Fury... Bem, não vamos estragar o VERDADEIRO final, né? Resumindo, esse filme tem seguramente uma das melhores atuações de Downey Jr, só perdendo pra Chaplin e pra...

4. Trovão Tropical
Nojento, degradante, insensível e absurdo. Privado de todos os 4S – sensibilidade, sofisticação, senso e SUTILEZA! Por isso mesmo, O FILME MAIS ENGRAÇADO EM ERAS!!!! Downey Jr arrasa e dá um show como Kirk Lazarus o astro loiro australiano multivencedor da Academia que faz um negro em um filme. Ele é o cara que faz o cara que tá disfarçado como outro cara. Ah, e Ben Stiller, além de dirigir, também atua e faz seu papel mais engraçado desde Com a Bola Toda. E tem também um ator que faz o executivo do estúdio... bom, não vamos estragar essa surpresa também, afinal ele apenas é um ÁS INDOMÁVEL que vive DIAS DE TROVÃO e participa de NEGÓCIOS ARRISCADOS para ver A COR DO DINHEIRO. Veja esse filme!!!

3. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Indy se superou desta vez. Na escala Indiana Jones de Absurdos, sendo 10 pular de um avião usando apenas um bote inflável, na sequência inicial ele alcançou... uns 15!!!!!!!!!! Mas foi muito bom ver Harrison Ford espancando e apanhando. A volta de Marion também rendeu bons momentos. Senti que o Spielberg tava meio enferrujado em relação a cenas de ação. Mas ele enferrujado é melhor que 90% do povo.

2. Batman – O Cavaleiro das Trevas
O. QUE. FOI. ESSA. MERDA? O Begins sempre achei bom, mas meio ensebado. Agora esse... Superou Batman do Tim Burton e Homem-Aranha 2. Claro, não supera o Superman do Donner, mas aí é querer demais. Heath Ledger dá um show como Coringa e Christopher Nolan faz o mesmo no roteiro e na direção. Kudos.

1. O Poderoso Chefão
Pois é. Vi no cinema. Obviamente poucos filmes poderiam ser melhor que esse (ET, Star Wars original, Império, Caçadores, Última Cruzada, Bons Companheiros e acabou). Na tela grande você vê todas as nuances do Brando e aí você finalmente entende porque ele foi o melhor. Na tela grande, quando Al Pacino vai matar Solozzo o olhar dele entra em pânico. Na tela grande, a cena do cavalo preenche o quadro. Na tela grande é FODA!

domingo, setembro 07, 2008

...e então voltei pra AIC!

That´s right!

E já com projeto estourando aí.

Filmo daqui uma semana - no dia 14.

AIC - last season?

segunda-feira, junho 30, 2008

Ela roubou meu ombro esquerdo

Ela roubou meu ombro esquerdo
Tomou posse, reinvidicou direitos
Disse que era apenas para ter um porto seguro
Quando se arrependesse de seus feitos

Ela roubou meu ombro esquerdo
Proibiu o uso dele por qualquer outra pessoa
Acha que a exclusividade dele lhe faz melhor
Principalmente depois que a tratam como coisa à toa.

Ela roubou meu ombro esquerdo
Quando lhe ofereci em um dia, bem cedo
Um lugar para molhar com lágrimas
E ali, sem máscaras, expor seus medos

Ela roubou meu ombro esquerdo
Não para ser usado a toda hora
Mas sim quando necessita
Pois quando seu coração encolhe
E de tão atormentada sua alma aflora
Digo “Vem cá, Rê, não fica aflita!”

sexta-feira, maio 02, 2008

Mega Momento da Semana

Ficar no cinema depois de todos os créditos de Homem de Ferro rolarem e presenciar a cena MAIS LEGAL EVER!!!

Tanto que o cinema explodiu em aplausos e gritos de euforia.

Como diria B.A. Baraccus – o grande Mr. T –, “I pity the fool who didn´t stay to see that”!

quarta-feira, abril 30, 2008

Explicação

Andei sumido, eu sei. Larguei este blog às traças.

Desculpa? Várias, começando pelo fato de que minha atual residência paulistana não possui internet.

Quer mais? Tô numa correria desgraçada. Pra se ter uma idéia, tem uns 7 DVDs na minha estante a serem assistidos. E nunca dá tempo.

Uma das causas de meu tempo escasso foi o fato de ter arregaçado meu OUTRO joelho, num vexatório capote que tomei na escadaria do metrô. Ainda estou em processo de recuperação.

Mas sempre existem boas notícias, certo?

Nesse tempo que andei sumido do blog, várias coisas aconteceram – e os relatos irão aparecer aqui, eu prometo.

Rápido resumo: conheci pessoalmente a Joo e o Fred e eles me apresentaram ao Finnegan´s; participei de mais um filme, agora como assistente de direção do Sertório; fui na Star Wars Expo (mas é claaaaro); marquei presença no aniversário da Ari; paguei altos micos e dei muita risada na Virada Cultural, com direito a videozinho da Ju e ao encontro meu com o pessoal da lista do Ultraje – E COM O ULTRAJE!

Mas sabem? A correria tem nome. Chama-se (arrã, limpando a garganta) “Emprego Novo”.

E sim, tá bem legal.

Muito em breve eu volto. E com os relatos dessas e de outras peripécias.

Agora dexeu ir que vou ver Homem de Ferro.

Bye.

sexta-feira, março 14, 2008

Conforme a banda toca...

(Pensamentos aleatórios causados por canções)

*****

Lembro de você dizendo o quanto adora essa música. Que nunca foi muito vidrada na banda, mas sempre gostou dessa. E aí começava a cantar, adoravelmente desafinada.


*****

Cantar baladas melosas de compositora profissional significa que você e sua banda se venderam ou apenas que conforme você envelhece, seus próprios gostos mudam?
E se for isso, o que será de nós, fãs? Ficaremos uns velhos bobos ou velhos, acharemos que éramos bobos?

*****

(ATENÇÃO: A PRÓXIMA PALAVRA É PRA SER DITA DE BOCA CHEIA)

PUTAQUIPARIU! Esses caras tocam pra caralho!

*****

Damn you, Dave Grohl!!!

*****

Adoro o backing vocal ao vivo de Brain Damage, aquelas negonas fazendo "uôu-uôu-uôôu"…

*****

Será que tô pagando os pecados referentes ao vídeo do Carlinhos? Vou queimar no inferno por aquilo? Mas era uma piada PEDINDO pra ser feita! E ficou bom, pô!!!

*****

Soa muita presunção "try to fix you"?

*****

Se acertei com alguma pessoa, foi com o baixinho. Digamos que ele é um modelo mais avançado, com upgrades, sem meus bugs.

*****

Foi. Fica por lá. Cure-se. E não venha mais tentar a alma!
Porque quanto mais me dava raiva, também me odiava por não conseguir aguentar.
Até tretar com o Gandhi. Minto. Até fazer o Gandhi tretar.

*****

O tempo pode curar tudo. Mas cicatrizes ficam e saudade sempre bate.

*****

O pensamento anterior ainda é válido. A não ser se for a versão do Camisa de Vênus.

*****

Éramos quatro aquele dia, mas eu só tinha olhos pra você. Sua cabeça encostada na minha, eu segurando sua mãozinha. "Eu fico com você, ok?" "Tem alguma dúvida?"

*****

Pai, Mãe e eu em um balanço em Jurumirim.

*****

Joy, Má, Rê e Van num comercial de shampoo.

*****

Sabe o que é gostar, mas não ter nada marcante associado a?

*****

Fim do dia. E do playlist também.

terça-feira, março 11, 2008

Hot Summer Nights

Só pode ser o calor. Só pode.

-.-.-.-.-.-.

Então foi assim: estava eu bem mal (mal com L, tá dona Renata? Eu não estava me sentindo bem, pronto!) ontem à noite. Culpa desse calor do cão lazarento.

Subi toooooda a Casa Branca até a Paulista, comi um Subway na faixa lá – atendente morfética não me escutou BERRANDO pra ela NÃO colocar no forno o sanduba, mas ok. Aproveitei pra tomar um Tylenol (visto que Aspirina pra mim é refrigerante) acompanhado de Coca-Cola e Kuat.
Peguei o metrô. Aquele bafo na estação tava me fazendo virar do avesso. Catei o transporte na Consolação e após inúmeras (2, vá lá) baldeações - lendo o premonitório Coelho Vermelho do Tom Clancy all the way-, eis-me na Marechal Deodoro.
Acabei indo na Lan pra ver se tinha algum e-mail e acabei batendo papo com a Má. Essa distração já diminuiu minha dor de cabeça uns 80%. Saí de lá outro.
Parei na esfiharia em frente de casa. Raquel, Be e Renato tavam lá. Papo vai, papo vem, mostrei pra eles minha teoria de que Cloverfield foi inteiramente gravado numa mesa de bar, realizando o mesmo com meu celular. Fazer filme, se for ver, às vezes é fácil, néam?

5 segundos de sorrisinho cínico.

Fui pra casa renovado, uma outra pessoa, tava bala mesmo! Depois de secar o psicopata, ops, o psiquiatra do BBB, o Neto foi jogar (olha a premonição aí de novo) Scarface. Viciei o cara. Tony Montana rules!
Foi aí que….

-.-.-.-.-.-.

BUUUUUUUMMMMM!!!!!

- Porra, ma que merda foi essa?
- Forte, né?
- Bujão de gás!
- Putz!
- Vê aí!
- Tô vendo nada não. Vou ver na janela do quarto.

PÁ! PÁ!

- Caralho, é tiro!
- Orra!
- Acho que é ali, na empresa de carro-forte!
- Onde?
- Ali, porra!
- Num tô vendo nada!

PARAPAPAPAPAPAPA!!!!!

- Bicho, metralhadora!
- Caceta, eu não fico perto da janela não!
- Tá se borrando, hein?
- Com a minha sorte, levo uma bala perdida pro meio da testa!
- Magrão, se você tomar um tiro daqui de cima vindo dessa puta distância, é que era tua hora. Aí nem se agachando, capaz da bala ricochetear na lâmpada e te acertar.
- Pior que eu quero ver essa merda. Só não quero tomar tiro.

(Silêncio)

- Parou!
- Olha lá os caras capando o gado. Meu, que porrada de carro.
- E nem tão correndo, tão na calma.
- É, mas chegando ali embaixo, vai cada um prum canto e some na Marginal.
- …
- Ó os carinhas ali no estacionamento agachados.
- Coitados…
- Devem tá com o cu piscando!
- E os caras do posto em frente?
- Puta vida!

Momentos depois…

- Os hôme só chegaram agora?
- Taquipariu!
- Agora não pega nem gripe!
- Taquipariu!
- Carro de bombeiro, resgate… Será que tá pegando fogo?
- Taquipariu!
- Os burrão estouraram o lugar e deram de cara com os seguranças. Se fuderam!

-.-.-.-.-

Meia hora depois, nada. O Neto voltou a jogar e eu fui ver Run Fatboy Run. Como se fosse a coisa mais normal do mundo ter a Faixa de Gaza do lado de casa.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Ela gosta de Guerra nas Estrelas

Devido ao FuckFest de Matt & Ben, posto com um dia de atraso esse singelo, peculiar e adorável videozinho.

Segunda-feira o Blue Bus apresentou algo que deveria constar de todo guia para educar crianças. Sei que os meus filhos serão criados dessa maneira.

Palmas para o papai que aprendeu com Yoda que é necessário iniciar os pequerruchos desde cedo nos mistérios da Força.



Não sei quanto a vocês, mas esse vídeo sempre me faz sorrir.

:-)


PS: Cuidado com Darth Vader. “He’ll get ya!”

terça-feira, fevereiro 26, 2008

These two are their publicists' nightmare!

Antes de mais nada, um aviso: o post que eu IA colocar aqui hoje era uma das coisas mais miguxas e fofas que já vi em minha vida. Vocês, meninas, iam amar. Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, os assuntos de estado devem dar preferência aos assuntos de estado (sim, roubei essa do Mel Brooks).

Trombei com isso no Aint-It-Cool e ia mandar para os amigos do Jesus, Tô Boba. Daí pensei “to hell with them, essa TEM que estar no meu blog!”

Vocês já ouviram falar na expressão gringa “a publicist nightmare”? Geralmente refere-se a pessoas que, contrariando todos os conselhos de seus assessores, não medem esforços para causar. Tipo o Keith Richards, quando declarou que cheirou o próprio pai, lembram?

Ok. Hold that thought (a expressão, não o maluco cheirando seu progenitor).

Jimmy Kimmel e Sarah Silverman são dois comediantes/namorados com uma certa reputação nos “iuéssei”. Ele, inclusive, tem seu próprio talk show, Jimmy Kimmel Live - nominho criatiiiivo…

Vai daí que num belo dia, Jimmy encasqueta de entrevistar Sarah. E ela aproveita para fazer um singelo clipezinho onde confessa uma ligeeeira escorregadela. Sabe, algo mini mesmo. Uma bobagenzinha de nada. Vejam vocês:



Tal humilhação em rede mundial, tendo em vista que o video vazou no YouTube, levou Jimmy a executar sua vingança. Nos dois!



Esses dois são pesadelos ambulantes para seus assessores de imprensa. E óbvio que não estou falando de Jimmy e Sarah. Cara, eles não perdoaram nem o Indiana Jones.

*****

Não contente com isso, Kevin Smith – que já trabalhou com esses dois manés em uma porrada de filme, inclusive produzindo aquele lá, com o Mork, que os dois roteiristas ganharam o Oscar – decidiu que não podia ficar de fora dessa suruba. E pra promover seu novo filme, Zack & Miri Make a Porno, com Elizabeth Banks e Seth “Ligeiramente Grávidos” Rogen, o Sr. Smith nos traz, uh, ISSO:

*****

Não, eu NÃO estou comendo nenhum desses caras!

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

O Senhor dos Anéis - Versão Estendida, Ampliada, Comentada e em Slow-Mo

Imagina O Senhor dos Anéis. Os três filmes juntos. Imagina o tempo que tudo isso dura. Imagina quanto estafante foi a jornada para Frodo, o Hobbit-with-a-mission.
Agora imagina que lá pelas tantas, tipo, faltando 1/4 pra terminar a caminhada, ele tromba com um velhinho, todo maltrapilho, carcomido pelo tempo. Pra variar só um pouquinho, Frodo, o boquirroto, abre o bico mais uma vez (repare como ele, numa missão supostamente secreta, entrega pra todo mundo que encontra qual o propósito dele andar feito um camelo por um lugarzinho tão tranquilo quanto o Babilônia quando venta forte) e pergunta ao velho onde fica Mordor.
É então que o bom velhinho (não, não AQUELE) diz as imortais palavras:
“Mordor? Mas peraí, Mordor fica praquele outro lado lá!”
A câmera desafasta deles e sem corte percorre a direção COMPLETAMENTE OPOSTA à de onde eles estão, mostrando que eles iam ter que andar no mínimo o triplo da quilometragem.
Ok, Peter Jackson ia faturar mais um porrilhão de $$$$ só com os dois filmes que ele iria fazer a mais, só pelo fato daquele anão burro ter errado a porra do caminho.

*****

Imaginaram tudo isso?
Então tente cancelar seu serviço de TV a cabo + internet pra você ver que existem coisas muito mais demoradas e estafantes.

*****

Resumo? Hoje eu me senti o Sam tendo que acompanhar aquele gnomo filhadaputa por todo aquele caminho lazarento.
E o maldito ainda faz questão de ERRAR A MERDA!!!!

*****

Skavurska? Skavurska é a excelentíssima senhora sua mãe, seu corno!

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Analise isso: Cremogema


Pois é. Cremogema. Aquele mingau de araruta mais conhecido também como baba de amido de milho.

Alguém aí já saboreu essa delicioooosa iguaria? Hein, hein? É tipo, um muco visguento gelado que escorre goela abaixo com gostinho de baunilha - e soca açucar nas quiança, né?

Mas o que mais me impressiona não é o fato de alguém em sã consciência ingerir esse… alimento, digamos. Eu mesmo já perdi as contas de quantas vezes comi esse bagulho. Aliás, depois de um tempo na geladeira, a superfície do bicho vira uma capa plástica tão resistente quanto o emblema do Super-Homem que é jogado nos kryptonianos de Superman 2 (o original). Imagina essa merda na sua garganta. Prova de que quem ingenuamente pensa em deglutir isso é um suicida em potencial.

O que me deixa mais abobado é isso aqui, ó:

Crem, cremo, cremo, Cremogema!
É a coisa mais gostosa desse mundo
Eu esqueço minha boneca
Eu esqueço a minha bola
quando tomo

quando tomo

quando tomo

quando tomo

Crem, cremo, cremo, Cremogema

Tem um gosto que a gente gosta muito

A mamãe quer sempre o melhor pra gente

Crem, cremo, cremo, Cremogema!
Bom Demais!


Atente para como eles vendem a bagaça. Analise linha-a-linha.


1) Cremogema: A coisa mais gostosa desse mundo.

Olha a megalomania do esquema! A COISA MAIS GOSTOSA DESSE MUNDO!!!
Picanha maturada na manteiga? Não!
Pavê da minha vó? Nem!

Brigadeirão? No!

Sexo tântrico com duas virgens ninfomaníacas depravadas no cio? Pffftt!

Cremogema. Isso sim é A COISA MAIS GOSTOSA DESSE MUNDO! Insuperável!
Ah, sim, detalhe para “A COISA”. Talvez pra diminuir a arrogância de achar que nada neste planeta consegue ser mais gostoso que Cremogema, num exercício de humildade a musiquinha se refere ao produto como “A COISA”.
Porra! A COISA???? Não tinha algo mais pejorativo não? Tipo, “O TRECO”?
A Coisa pra mim ou era um quadro do TV Pirata ou um filme Z dos anos 80 onde o pessoal sorvia uma geleca pálida e nojenta que começava a te consumir por dentro e…
Opa!

2) Cremogema causa Alzheimer precoce
Ignoremos a esquizofrenia inicial de ser a coisa mais gostosa desse mundo. Mesmo porque sendo impossível entrar em qualquer categoria de alimento, além de desafiar a morfologia moderna a definir a qual reino pertence – Mineral? Animal? Vegetal? -, somente chamando de coisa seria possível exemplificá-la.

Porém, Cremogema indubitavelmente (gostaram? Hein, hein, hein?) possui uma qualidade deveras alarmante.

É de minha total convicção que este produto foi inicialmente concebido como parte do arsenal bacteriológico do exército norte-americano e trazido para o Brasil para testes a fim de se estudar detalhadamente a extensão dos danos causados em uma determinada população X. X no caso, significando nós!

Aparentemente foi detectado que pessoas que ingerem tal substância desenvolvem uma patologia específica conhecida pelos estudiosos do latim como “babanojentus esquecitorium” ou Alzheimer-precoce-causado-pela-ingestão-de-composto-de-resina-sintética-com-papa-de-amido-também-conhecida-como-Cremogema.

Para que Cremogema não fosse acusado de propaganda enganosa, a solução foi inserir no jingle exatamente os sintomas que o suposto alimento causa nos pacientes, isto é, consumidores:


Eu esqueço minha boneca
Eu esqueço a minha bola
quando tomo

quando tomo
quando tomo
quando tomo

Pra completar, admite-se que quem toma, TOMA!

3) O jingle de Cremogema é a resposta à incrível pérola do cancioneiro popular “Churrasco de Mãe”


A mamãe quer sempre o melhor pra gente


Depois de constatado tudo isso, só mesmo caindo nas mãos de uma psicopata com uma recaída tardia de tendências abortivas pode explicar que a mamãe acha Cremogema o melhor. A não ser se for pra calafetar parede. “Melhor? Essa vaca quer é fuder com a gente!”


4) A cereja do bolo (neste caso, o chute nos bagos)


Bom Demais!


Não é apenas bom. É BOM DEMAIS!

Não sei quanto a vocês, mas letras garrafais me assustam. Profundamente.
O pior é que, além de ser de uma arrogância megalomaníaca (novamente), também é uma declaração de que o efeito final do Cremogema é deixar a pessoa totalmente maluca.
Claro, comendo essa merda provavelmente você assina o seu atestado de insanidade. Você não só passa a fazer e falar bobagem como também a acreditar na existência de coisas como o ET de Varginha e nas desculpas pro dinheiro na cueca.

Ai, ai. Cremogema.
E pior que tem muito neguinho por aí que come essa coisa.
Vide eu.