Chôse du Locke 2.0

Quarta-feira, Dezembro 23, 2009

AC/DC – Assisti Caras que Detonam pra Cacete

Tinha prometido um post sobre as desventuras do show de Angus e cia., mas na verdade, não teve muita surtação, portanto, sem muita história para contar. Teve, é claro, uma das melhores bandas em atividade no planeta mostrando porque É uma das melhores bandas em atividade no planeta.

É trem do tamanho de um prédio de quatro andares que irrompe palco adentro, uma vagaba de plástico com melões gigantescos que cavalga o mesmo trem, Angus solando a dois metros ACIMA de minha pessoa, acenando pra mim e jogando papelzinho pro povo (era seda – definitivamente, eles conhecem seu público-alvo)...

E um devastador repertório, não indicado para amantes do indie rock sensível ou emos. Ali é “rock, mulé e cerveja” – e flertações teatrais com o capeta, como qualquer descendente da cruza de Robert Johnson com os Rolling Stones da fase de 67 a 72 que se preze pode fazer.

Confere:

01. Rock N Roll Train


02. Hell Ain't A Bad Place To Be
03. Back In Black
04. Big Jack
05. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
06. Shot Down In Flames
07. Thunderstruck


08. Black Ice
09. The Jack
10. Hells Bells
11. Shoot To Thrill
12. War Machine
13. Dog Eat Dog
14. You Shook Me All Night Long


15. T.N.T.
16. Whole Lotta Rosie


17. Let There Be Rock
18. Highway To Hell
19. For Those About To Rock (We Salute You)

Ah, sim, por mais que Brian Johnson se esforce e realmente seja um grande frontman (orra, o cara tem a idade do meu pai!), o verdadeiro showman é Angus. Afinal, o cara faz um bunda-lelê e é ovacionado pelo estádio inteiro. Isso sem falar no quanto ele toca. Como diria William Miller, seu som de guitarra é “incindiário”.

They shook me all night long.

Domingo, Dezembro 20, 2009

É Oficial: tô com bursite!

Mas tô voltando...

Segunda-feira, Dezembro 07, 2009

Aviso aos Navegantes

Por conta de uma inflamação no braço esquerdo, estou maneirando nos updates. Mas já-já saio do estaleiro e conto tudo sobre o show do AC/DC e o do Ultraje que rolou ontem no Memorial da América Latina.

Abs a todos.

Sábado, Dezembro 05, 2009

EU TAVA LÁ!!!

Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Sobre o Bugre

Sábado, o Bugre subiu.

Não foi com uma partida magistral, muito pelo contrário. Perdeu pro Bahia, mas os adversários diretos pela vaga também se estreparam. Gostei que foi assim. Ajuda a não maquiar os problemas do time, não há aquela empolgação de torcida e diretoria achando que os “heróis do acesso” podem encarar uma série A do Brasileiro. Aliás, o Guarani já precisa se reforçar, visando o acesso à primeira divisão do Paulista.

Quer dizer que não há mérito algum? Claro que há. Vadão realizou um quase milagre, reunindo um catado de jogadores e transformando numa equipe competitiva. O “enxadrista” (como dizia o falecido Brasil de Oliveira) com suas mini-metas sacudiram o ambiente bugrino, que nos últimos anos parecia com um paciente vivendo por aparelhos.

Mais do que isso. Quando o Palmeiras demitiu Luxemburgo e ouviu um “vou pensar”do Muricy, Belluzzo e sua turma vieram atrás do técnico bugrino, oferecendo mundos e fundos. Ao que Osvaldo Alvarez respondeu: obrigado, mas não, obrigado. Sinal de que a) Vadão não é burro de se meter numa roubada dessas; b) O técnico bugrino mostrou ser uma pessoa correta e honrada, que não abandona o barco ao ver um mero punhado de verdinhas acenadas em sua direção, coisa que anda em falta no meio; c) Ao que pese a desconfiança de grande parte da torcida, aparentemente, com essa atitude do Vadão, demonstra-se que realmente há um planejamento por parte da diretoria bugrina.

Não vou ficar aqui tecendo loas ao Leonel. Mesmo porque soaria muito suspeito isso, tendo em vista o fato de meu pai, nos áureos tempos de Rádio Cultura, ter freqüentado a casa dele, ido em jantares, etc. Mas devo dizer que acredito ser o melhor presidente que o Guarani já teve desde... Leonel Martins de Oliveira.

O dever nosso como torcedor é ficar em cima, cobrar. Espero que a diretoria não fique tentada a fazer uma prática comum no futebol de comprar torcida organizada com ingressos, a fim de ter seu exército exclusivo. O exército bugrino é dentro de campo. Ou então ocorre como já aconteceu com vários times. Lembram do Romário jogando no ventilador o porquê da torcida do Vasco xingar o time?

Espero também que a imprensa de Campinas seja mais ativa, apontando falhas quando ocorram, mas também sem procurar pelo em ovo. Afinal, muitos foram lenientes em relação aos desmandos do Beto. E a esperança de melhoras nublou a visão de muitos, jornalistas e torcedores – minha inclusive, em relação à administração Lourencetti.

Pode ter muita gente da imprensa campineira que ser ler isso vai querer me bater, mas tem que fazer um mea culpa. Afinal, a omissão em relação aos dirigentes de Guarani e Ponte é uma das grandes razões pela qual passaram a cobrir série B e C nos últimos anos.

Enfim, espero que a subida seja mesmo um sinal de que as coisas finalmente mudaram pelos lados do Brinco. Como torcedor, ficarei de olho. Como filho e irmão de jornalistas, espero atitude por parte da imprensa. Como neto de conselheiro e jogador, hoje, volto a ter orgulho do meu Bugre.

E quanto aos “irmãos”, boa sorte. Estaremos esperando por vocês em 2011.

A não ser que queiram dançar outra valsa.

Sábado, Novembro 21, 2009

Acalento

E de repente, lá estava eu:
Um sofá desconhecido em uma sala desconhecida.
Deitado, escarrapachado, gato em banho de sol.
A TV ligada, não reconheço nada.
Seu pai e sua mãe, olhos que rejeitam os raios catódicos.
Agora sei onde estou. Mas esse lugar nunca foi assim.
Porém, agora é.
Você.
Você também nunca foi assim. Frágil na frente de todos.
Dúvidas, anseios, inseguranças, poucos viam. E a sós.
Porém, agora você também é.
Assumo o que foi meu papel solitário, sem pensar.
Ou penso? Sim. Em você.
Em cada lágrima que você segura,
Em cada choro contido,
Na tristeza que é te ver assim,
No desespero que a possibilidade de fracasso proporciona,
Naquilo tudo que não digo, mas sentimos.
Puxo você para perto, sua cabeça no meu ombro.
Sem palavras, apenas uma carícia.
Um beijo na tua testa.
Que ampara tua queda.
Que recobra suas forças.
Ainda triste, porém melhor.
O que você era, agora não é mais.
Algo novo você é.
Sua mãe nos olha. E compreende.
Não você. Mas eu.
Ela não mais se preocupa.
Seu sorriso direto para mim traz um senso de responsabilidade, uma missão, meu destino.
Que aceito.
Olho de volta para sua cabeça em meu ombro.
Você levanta um pouco e sorri para mim.
Então...
...acordo.

Segunda-feira, Novembro 16, 2009

"We came, we saw, we KICKED HIS ASS!!!"

Alguém aí já acordou com estranhos barulhos durante a noite?

Já sentiu temor em sótãos ou porões?

Já sonhou um dia em carregar um acelerador nuclear de partículas não-registrado em suas costas?

Se a resposta for “sim”, faça como eu e jogue com os profissionais:



Ontem acabei de fechar esse jogo. Um dos videogames mais divertidos que já tive o prazer de jogar. É curtinho, descomplicado, mas Super Mario Bros também, ué.

A verdadeira graça está no quanto é DIVERTIDO passar algumas horas na frente da TV enquanto a história se desenrola. Sim, porque quem escreveu o roteiro disso foram os mesmos que escreveram os roteiros dos filmes, Dan Aykroyd e Harold Ramis, também conhecidos como Drs. Ray Stantz e Egon Spengler. E além desses dois gênios, Bill Murray também participa, dublando o jogo inteiro. Sim, Ernie Hudson (o Winston) também tá lá.

E ainda tem o Max Von Sydow soltando algumas frases num Easter Egg.

Bom, ontem, quando escutei a frase “we eat gods for breakfast”, surtei de tanto rir. As reações entre os personagens, as gozações, tudo do mesmo jeito como nos filmes.

Só que agora, eu realizava o sonho de moleque de caçar fantasmas. Com direito a ser “geleiado” pelo Geléia.

****

Porque vocês sabem, às vezes dá merda, alguém tem que lidar com isso e quem vocês vão chamar?



"We´re ready to believe you!"

Sábado, Novembro 14, 2009

Férias, até agora...

Feito

* Show do Faith no More
* Busão pra Campinas
* Consulta com médico - resultado: fazer regime e exercícios
* Renovação do RG - vem por Sedex
* Pepinos que aparecem
* Marcar prova para renovar CNH - faço terça
* Tosar a crina
* Dentista
* Ir no Penido - descobri que tenho um calázio no olho e que preciso marcar outra consulta E cirurgia



A Fazer

* Estudar para prova
* Tentar programar o controle remoto universal
* Conseguir levar meu irmão para ver Bastardos
* Fazer a prova
* Busão para Sampa
* Buscar passaporte
* Limpar o apartamento



Sendo feito durante todo esse tempo:

*assistir filmes pendentes
- O Galante Mr. Deeds
- Matadores de Vampiras Lésbicas
- Do Mundo Nada Se Leva
- Louca Obsessão
+ outros


Remorsos

* Não ter conseguido a renovação da CNH mais cedo
* Não ser possível participar da oficina do Chris Duvoort na AIC
* Não conseguir cirurgia para retirada do calázio imediatamente



Quem disse que férias é pra descansar?

Terça-feira, Novembro 10, 2009

Rock, Suor, Poeira e Muuuuita Presepada!

Sábado, dia 7, enquanto indies e emos babavam na franja, chupavam sorvetes, passeavam de montanha-russa e apanhavam dos seguranças no Planeta Terra, eu tava no Maquinária.

Sim, amiguinhos, lá fui eu bater cabeça ao som de bandas fudidasbagarai... se você estivesse em 95.

Não, nada contra esse revival, afinal realizei o antigo projeto de ver um show do Faith No More. Mas é meio triste constatar que poucas bandas atuais me empolgam do jeito que o FNM, Red Hot, Pearl Jam faziam – e ainda fazem.

Enfim, fui saltitante, feliz e pimpão, tal qual um hobbit, para a Chácara do Jockey... minha Mordor particular. O lugar é longe, gente. Muito longe. Na vez do Radiohead eu tava de carona e mesmo assim foi tenso. Agora tava só eu e eu apenas. Táxi foi a solução encontrada, mas digamos que não fiquei muito feliz de torrar os olhos da cara pra me deslocar até lá.

Chego na bagaça e o Nação Zumbi já tava lá moendo Manguetown. Gozado, nunca fui muito fã da banda, tenho o primeiro e só. Mas me diverti, as músicas funcionam, o groove é bacana e o Lúcio Maia é um puta dum guitarrista – e sabe disso, haja visto a performance guitar hero que ele tava dando no palco. Pena que ainda tava vazio o lugar, eles mereciam mais.

Meia hora de intervalo, uma cerveja pra aliviar o sol de rachar coco e eis que me entra o Sepultura. Também não sou fã dos caras, esse estilo de vocal nunca me pegou, embora o instrumental seja cabuloso. E quando o Derrick berrou “RUN FOR TERRITORY!!!”, me lembrei da Ivete Sangalo.

Explico: eu tava encostado na grade que separava a pista vip da área onde nós, pobres mortais (ênfase em POBRES) nos encontrávamos. E o pessoal que tava ali decidiu fazer uma mega roda de pogo. Correndo e se estapeando feito malucos mesmo.

Tá, as meninas que tão lendo isso não devem tá entendendo nada. Desencanem. Só quem tem testosterona correndo nas veias e sua sangue manja do que tô falando.

Só que ali, naquele ponto, tava um chão de terra batida. Resultado?

POEEEEIRAAAA!!! POEEEEIRAAAA!!! LE-VAN-TOU POEEEEIRAAAA!!!

(O Predador falou “puta poeira do caralho” num português límpido e claro. Perde apenas pro do Mike Patton)

E no momento que descobri como um figurante do filme “A Múmia” deve ter se sentido, eis que me deparo com a pessoa mais macha daquele forfé todo:

Uma menina de uns 15 a 17 anos kicking serious ass!

Sério, a mina tava toda lanhada, com hematoma, escoriações, sangrando.... e tocando o terror pra cima daqueles marmanjos.

Bom, pra não dizer que fiquei olhando pro show do Sepultura apenas com cara de “ahn?”, esgoelei em Roots. Porque Roots, meus amigos, é Roots. Bloody Roots.

Mais meia hora, mais cerveja, e vem o Deftones. Poderia nem ter vindo, já que é tão chato quanto ficar assistindo alguém jogar Wii. Fora que eles processam tanto o som, que na hora de equalizar vira uma maçaroca horrenda e baixa. Num dá.

Show seguinte: Jane´s Addiction. E aí começaram as presepadas.

Tudo porque o Perry Farrell (vocalista da banda, inventor do Lollapallooza e cruza do Victor Fasano com o Dinho Ouro-Preto) me entra naquele puta calor que tava às 7 da noite do horário de verão com um macacão de lamê preto e púrpura com umas lantejoulas e purpurinas. O bicho tava suando mais que tampa de marmita. Fora que a porra da roupa do maluco ao final do show já tinha aberto tudo embaixo das axilas – o popular “suvacu”.

Adiciona isso à birita que ele tava entornando constantemente durante o show (o que fez ele tomar três capotes durante uma mesma música) e o fato de que ninguém da banda vai com a cara um do outro.

Eis que surgem então duas dançarinas meio geishas, meio demônios protagonizando um patético, e por isso mesmo hilariante, festival de insinuações sexuais. Ah, sim, uma das dançarinas é a SRA. FARRELL. Tipo, o cara é cafetão da própria mulher.

Bom, no meio de todo esse pandemônio, ele decide ainda tirar uma com a cara do Dave Navarro – também conhecido como “o-freak-que-come-a-Carmen-Electra-e-quase-me-fez-odiar-Red-Hot”.

Imagina um cara marrento. Agora imagina esse cara marrento com o senso de humor do Senhor Saraiva do Zorra Total. Era mais ou menos o mood do Sr. Navarro naquela noite. Lembrando, ele detesta o vocalista.

Aí surge o seguinte diálogo de Perry Farrell (alteradaço pelo vinho de quinta que tava ingerindo):

“Gente. Todo mundo sofre. Vocês acham que nós não sofremos? Pois nós sofremos. Olhe Dave. Vocês olham para ele. Esses braços perfeitos. Esse peito perfeito. Ele é lindo. Pois é, ele também sofre.”

Enquanto eu me contorcia no chão empoeirado de tanto rir, imaginava o Dave no backstage, “tua arma foi o microfone, a minha vai ser a guitarra”, enquanto cabongava sem dó o lazarento.

Enfim, um som muito viajandão. Até demais pro meu gosto. Fora que Been Caught Stealing tava irreconhecível.

Enfim, Faith.

E esse foi muito bom. Mas muito bom MESMO!

A banda tocando pra cacete, inclusive o guitarrista novo que já foi da banda do Ozzy.

E a performance escalafobeticamente freak do Sr. Michael Patton, provando definitivamente que ele sim é o cara.

Cantava como se estivesse em um cabaré, total latin lover. Música seguinte se esgoelava e berrava. Depois segurava o facho. Aí tossia e simulava sua morte por engasgamento. Pulava, babava, espumava. Enlouquecia.

E brindava-nos com isso aqui:

1.Reunited (Peaches & Herb cover)
2.From Out of Nowhere
3.Be Aggressive
4.Caffeine
5.Evidence (em português e dedicada a Zé do Caixão)
6.Surprise! You're Dead!
7.Last Cup of Sorrow
8.Ricochet
9.Easy (Commodores cover)
10.Epic
11.Midlife Crisis
12.Caralho Voador
13.The Gentle Art of Making Enemies
14.King for a Day
15.Ashes to Ashes
16.Just a Man
Encore:
17.Chariots Of Fire/Stripsearch
18.We Care a Lot
Encore 2:
19.Theme from Scarface/This Guy's in Love with You (Burt Bacharach cover)
20.Digging the Grave

Só mesmo Patton para num festival (e numa banda também) marcado pelo heavy metal, cantar Commodores e Burt Bacharach e sair com vida e aplaudido por todos.

O ensandecido ainda me pula do palco, treta com os seguranças, cai de bunda no chão, levanta, sacode a poeira, dá a volta por cima e leva o microfone pra todo mundo da área vip, especialmente as moçoilas, berrarem a plenos pulmões a singela expressão “Porra, Caralho!”, culminando tudo com um malho num cara que tava ali.

No bis, dedicou o show ao Palmeiras (Palmeiras? Deve ser influência do João Gordo e dos Irmãos Cavalera, só pode) e ainda me fez bater cabeça ao som de Giorgio Moroder, o rei da disco-farofa (e compositor do tema de Scarface).

Fim de show, só me restou enfrentar uma hora e meia de bumba + metrô para chegar em casa. Exausto, dolorido, empoeirado.

Mas com sentimento de dever cumprido.

Lemão, Miquê, Zé e Demônio, as cervejas que virei ali dediquei a vocês.

E que venha AC/DC!

PS: Devo admitir que o show do Iggy no PT deve ter sido foda. O problema era a fauna ali presente.

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Top

Terça estava conversando com Mário, Douglinha e Guilherme. Chope vai, chope vem, o Gui solta a lista Top Ten de filmes dele.

Ok, muito já se foi dito sobre o quão ridículo é o hábito de se fazer listas. Pombas, o Nick Hornby basicamente escreveu dois tratados sobre isso (Alta Fidelidade e 31 Songs). Mas não podemos negar que também é bastante divertido. Principalmente quando aparecem aqueles maletas sem alça mal comidos que decidem subir no caixotinho de goiabada Cascão (sim, tô roubando isso do Jabor) e pregar aos quatro ventos sua superioridade moral e intelectual sobre nós, pobres mortais, baseando-se em nossas pífias escolhas. Aparentemente eles ficam muito putos quando ignoramos suas diarréias verbais.

O legal desse tipo de lista é que mostra muito da pessoa. A lista do Gui é a cara dele.

Bom, eu soltei a minha lá no bar. Mas algo ficou me pentelhando demais. Nos 10 filmes, não tinha um do Kubrick. E ele faz parte da minha santíssima trindade cinematográfica (os outros são Spielberg e Scorsese). Um dos motivos é que não consigo escolher qual filme dele é o melhor – entre 5!

De maneiras que: (pausa dramática)

Resolvi colocar aqui uma lista com os 20 filmes que mais me influenciam. À exceção do primeiro, ela não está em ordem de preferência e não possui comentário algum. Prefiro que vocês assistam pra entender o porquê dessas escolhas. Também não quero que concordem comigo, a lista é minha e minha somente.

Espero que realmente tenha a minha cara e isso não seja motivo para me trancafiar no Juqueri.

1. ET – Steven Spielberg – Obra-prima, cada enquadramento, cada plano, as decisões de filmar no nível dos olhos das crianças. Disney com Capra. John Williams realizando mais uma obra que o coloca entre os maiores compositores da história. E se você não chora no momento em que a flor murcha, nem na hora da despedida, você não tem coração.

2. Bastardos Inglórios – Quentin Tarantino
3. Os Bons Companheiros – Martin Scorsese
4. Caçadores da Arca Perdida – Steven Spielberg
5. Cassino – Martin Scorsese
6. De Volta para o Futuro – Robert Zemeckis
7. 2001 – Stanley Kubrick
8. Dr. Fantástico – Stanley Kubrick
9. Era Uma Vez no Oeste – Sergio Leone
10. Os Goonies – Richard Donner
11. Gremlins – Joe Dante
12. Guerra nas Estrelas – George Lucas
13. O Iluminado – Stanley Kubrick
14. O Império Contra-Ataca – Irwin Kershner
15. Indiana Jones e a Última Cruzada – Steven Spielberg
16. Laranja Mecânica – Stanley Kubrick
17. Lawrence da Arábia – David Lean
18. Nascido para Matar – Stanley Kubrick
19. O Poderoso Chefão – Francis Ford Coppola
20. Superman – Richard Donner
21. Tubarão – Steven Spielberg

Menti, pus 21 filmes. Mas não dava pra tirar nenhum daqui, sério. Agora, se quiserem comentar, à vontade. Troco idéias numa boa. Poderia ficar horas e horas falando sobre esses filmes – e de outros também.

Agora, se vier menosprezando e fazendo pregação, ah, vai dar, vai. E com força.

Seu mal comido.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Teenage Zombies e a Misteriosa Ilha de Lost

31 de outubro. All Hallows Eve. Halloween. Dia das Bruxas. Whatever.

Estava eu em uma sessão especial de filmes organizada entre o pessoal da AIC. Eu, Renato, Érico, Cris e Bettina vendo filmes de terror. Viramos a madrugada vendo coisas abomináveis – em todos os sentidos.

4 horas, só tinha eu e Renato, o resto tava muito cansado pra tanta papagaiada. Escolhemos fechar o ciclo com Teenage Zombies. Na caixa tava escrito que era um clássico zumbi-cult, seja lá o que isso significa.

O filme se desenrola na minha frente e eu não consigo acreditar no que estou vendo. Sabe aqueles filmes Z dos anos 50, com personagens sofrendo mutações por causa de energia nuclear ou devido aos experimentos de um cientista maluco, quase sempre trabalhando pros russos? Então, esse era com cientista.

Agora mistura essa desgraça com filmes da Turma da Praia, tipo Frankie Avalon e Annette Funnicello. Tire as músicas. E substitua os QIs dos adolescentes desses filmes pelos de adolescentes protagonistas de filmes de TV da Disney dos anos 50 dividido pelo de crianças de filmes educativos para escola dessa mesma década. Entendeu o quanto são estupidamente burros os heróis dessa porcaria?

Qual não é minha surpresa que essa indigna pérola possui subtextos velados que dão indícios para decifrar um dos maiores mistérios que assolam a mente ocidental: “afinal, qualé a de Lost?”

Checa só:

1) Os manés vão parar em uma ilha que ninguém tinha visto antes e que de repente ninguém consegue achar de novo e mais tarde consegue novamente. Se o filme tivesse mais 5 minutos, com certeza a gente ia saber que ela muda de lugar.

2) Eles rodam a ilha sem achar ninguém. Quando voltam pro ponto de partida, ohhhh, surpresa geral, o barco deles tinha sumido. Claro, foram “Os Outros” – embora não sejam citados dessa maneira.

3) “Os Outros” aprisionam nossos heróis. Devo atentar aqui para a comprovação da tese evolutiva de Darwin. Em Lost, as jaulas são mais rústicas mas seguram personagens por 3 meses. Aqui, apesar das barras de ferro e cadeados, não agüentam 3 minutos.

4) Adivinha qual a tentativa criada para fugir da tal ilha? Isso mesmo: uma balsa!

5) Tem um casalzinho no mundo real que decide achar a ilha para salvar os amigos. ProtoJack e ProtoKate.

6) Um barco que aparece em determinado momento do filme tem uns números muito estranhos inscritos em sua lateral. Se não forem os números de Lost, com certeza a dízima periódica de seu log é “4815162342”.

7) Tudo faz parte de uma conspiração mundial, envolvendo inclusive pessoas até então supostamente alheias a tudo isso.

8) E claro, tem um animal nada a ver largado pela ilha. No caso, como o orçamento era baixo, pra não dizer paupérrimo – os produtores devem ter roubado uma cesta de coleta de uma igreja -, o bicho em questão era um gorila. Aliás, um cara com uma fantasia de gorila. Pois é, ao menos a ABC tem grana.

Obviamente o sono e o impacto de tamanha descoberta me privaram de realizar uma investigação mais a fundo. E, sinceramente, não estou preparado para voltar tão cedo a enfrentar esse liquidificador cerebral. Até mesmo o masoquismo tem limites.

Caso alguém tenha a coragem, fica o desafio.

Agora, certeza absoluta que até o final da série o Santoro retorna como zumbi. E a última cena vai ser do Jack, Kate, Sawyer e o gordinho praticando esqui aquático.

Ou cavalgando.

Terça-feira, Outubro 27, 2009

"Acho que acabo de fazer minha obra-prima..."

Já faz um tempo que eu tava querendo falar sobre isso: Bastardos Inglórios é um filme do caralho.
Sim, essa é a definição exata. Um filme do caralho. Qualquer outra não serviria para expressar a avassaladora experiência catártica que é assisti-lo. Sabe aquele filme que não dá pra ver na TV, que precisa de uma enorme tela de cinema? Pois é.
É lindo, maravilhosamente bem fotografado pelo Bob Richardson, com atuações incríveis de todo o elenco, a começar pelo Christopher Weltz. Mas também é necessário louvar Melanie Laurent e, por incrível que pareça, Diane Krüger. Bom, o Tarantino consegue arrancar atuação até do Eli Roth.
Outro dia estava conversando via Facebook com o Adami e o Ebert, nosso professor de fotografia, sobre como a guinada cartunesca nos últimos filmes do Tarantino, por mais divertido que tenha deixado os filmes, diluiu a relevância dos acontecimentos mostrados na tela. Tipo, no Cães de Aluguel, eu me importo com o Tim Roth agonizando o filme inteiro. Nos últimos filmes, eu tava pouco me lixando pra quem se ferrava.
Porém em Bastardos, a coisa muda. Gente morre. E você se importa muito.
Tem também gente que morre e você nem liga. Ou melhor, você realiza um bar mitzvah de alegre.
Além disso, tem o melhor jogo pra se fazer em roda de bebedeira, o melhor uso de Putting Out The Fire do David Bowie e a ressurreição de uma arte esquecida: cenas pivotais feitas enquanto se come. Quentin andou assistindo muito Hitchcock, né? E a julgar pela cena inicial, muito Sergio Leone. Bem como Rastros de Ódio.
Mas o mais importante desse filme é sua mensagem. A força do cinema. Ele emociona. Nos faz refletir. Nos faz chorar. Nos inspira. Mas também pode ser usado para manipular, para apoiar as causas mais imundas.
O cinema tem o poder de escrever a história. E às vezes, até de reescrevê-la.
Enfim, Tarantino conseguiu. Com esse filme, ele tá lá, junto com os grandes. Com Leone, Carpenter, Ford, Kurosawa, Spielberg, Lean, Hitchcock, Scott, Kubrick, Scorsese.
E com o Robert Aldrich de Doze Condenados.
Bom, vai lá e assiste ao filme.

Terça-feira, Outubro 20, 2009

Pedido de Desculpas, uma Desavergonhada Auto-Promoção ou Pimpin' My e-books

Ok, vou usar este post aqui pra vender meu peixe. Afinal, se a gente não acreditar em nós mesmos, quem vai?

Antes de mais nada, queria fazer uma confissão a todos que visitam este blog. Desculpem-me, mas...

EU OS TRAÍ!

Sim, sim, é verdade. Com outros.

Nesse tempo que andei sumido, escrevi ocasionalmente para outros sites. Sim, sei que muitos de vocês suspeitavam, alguns até sabiam. E pior: digo de antemão que gostei da experiência. Foi... diferente!

A primeira vez foi para o MojoBooks. Inclusive até relatei isso num post anterior.

Bom, para quem não conhece, a Mojo é uma idéia bacana de uns caras mais bacanas ainda (certo Delfin, Danilo?). Escrever um conto baseado em uma música ou um livro baseado em um álbum. Música + Literatura. Groovy, como diria Ben Fong-Torres em Quase Famosos.

No caso em questão, adaptei um texto que tinha escrito para teatro e transformei em um roteiro de cinema. O pessoal de lá gostou e publicou.



O curioso é que realmente estava escutando esse clássico do Johnny Thunders enquanto escrevia.

Bom, como a experiência foi interessante, decidi escrever para eles novamente. Dessa vez utilizando como referência o clássico imortalizado pelo Rei em sua primeira gravação.



Feliz com o resultado, fiquei meio que viciado. Queria achar um assunto que fosse bem legal de escrever. E a inspiração veio um dia que saí tarde do trampo e acabei pegando um ônibus até a Sé. Vi uma cena ali e PIMBA! Bati uma foto. E lá mesmo, caiu a ficha: essa foto é o clímax! Tem que estar lá. Até a idéia de qual música utilizar veio.



Bom, logo depois, escrevi mais um texto, Man On The Moon, que acabou rejeitado, se vocês se lembram desse post aqui, pela minha grande estupidez. Tudo bem, publiquei aqui mesmo e boa.

Mas aí o povo do Frankenstória, outro bando de gente mais do que bacana, pediu pra ver o texto e acabou postando. E pediram para que eu também contribuísse com o site deles. Levei a sério e prometi um texto exclusivo.

Porém, antes disso, ajudei essa turma com um texto colaborativo chamado eu.com. O quinto capítulo é meu (ok, com uma ou outra inserção do Gui, necessárias para que ele possa finalizar a história - estou no aguardo).

A verdade é que tem mais texto meu prestes a pintar num dos dois sites. Fora meus roteiros (sim, estou relendo alguns e me preparando). Fora um projeto que estava realizando como hobby faz dois anos mas decidi levar à sério agora.

Sim, estou traindo vocês.

Mas, sinceramente, gostaria de continuar recebendo a visita de vocês. Comentários também.

Só que tenho que fazer por merecer. Portanto, chega de vagabundagem, Marcelo, e vâmo trabalhá!

Meu compromisso com vocês: updates constantes. E exclusivos.

Espero que curtam e possam perdoar minhas eventuais puladas de cerca.

Sábado, Outubro 10, 2009

Lineway To Hell ou O Dia em que Seremos Todos Idiotas

Eu sou um idiota. Se você tem o costume de ler este blog, está cansado de saber disso.
O problema é que eu tenho o péssimo hábito de esquecer que sou um idiota. E, por causa disso, acabo entrando em altas roubadas.
A mais recente aconteceu no dia 1º. Estava eu contente e empolgado porque iria comprar o ingresso pro show do AC/DC (dia 27/11 no Morumbi). “Ah, tudo bem, vou pegar uma filinha e boa, vai ser como da vez que comprei o ingresso do REM, perco só o horário de almoço”.
Pois bem. Só que o local não era a Via Funchal. Era o Citibank Hall. E aí começou o meu calvário.
O local era cheio de meia-horas pra venda do maldito ingresso. Tinha só um caixa. Que era uma mocinha lerda de dar dó. Fora que havia a possibilidade de comprar até 8(!!!) ingressos por pessoa, o que deve ter feito a alegria dos cambistas.
E pra completar, a fila reuniu a maior disposição de filhosdaputa/m2 que a cidade de São Paulo já teve o (des)prazer de testemunhar.
O tempo comendo, a fila se arrastando e uma dona me pede pra segurar o lugar dela ATRÁS de mim enquanto ela ia buscar a filha na escola. Tudo bem, acho que a consideração pelos outros é o que torna a vida suportável, não é mesmo?
Meia hora depois, consegui avançar três míseros passinhos. A dona volta com a filha. Aceno pra ela, as duas voltam ao LUGAR ORIGINAL. Dez minutos, o filho dela, o real interessado no ingresso, chega. A mãe e a filha vazam e ele fica. Até aí, tudo bem.
O tempo passa, já tinha perdido duas horas na fila e finalmente fico próximo ao caixa. Aí descubro o porquê da demora. Celulares.
Sim, amigos. Celulares. Esse maldito aparelho fazia com que verdadeiros débeis mentais parassem na boca do caixa e ficassem ligando pros 150 amigos que tinham perguntando se iam no show ou não.
CARALHO!!! Ninguém lê jornal, não? Os preços tão na internet tb. E PORQUE NÃO FIZERAM ESSA PORRA DE LIGAÇÃO ENQUANTO AINDA ESTAVAM NA PORRA DA FILA???????
Naquele específico momento, estavam três playboys de 40 anos ligando pra fulano, sicrano e beltrano. E comprando ingressos a conta-gotas. E FODENDO COM O TEMPO DE TODO MUNDO!!!! “Ah, mais dois então!” FILHOSDAPUTA!!!!
Como se não bastasse isso, lembram do moleque que ficou no lugar da mãe? Que era pra trás? Pois é, aí chegam 5 amiguinhas dele. Que também queriam ingressos. E todos com extrema pressa. Claro, superurgente ir pro shopping ou jogar videogame ou ver DVD na casa de seilaquem... Eu apenas já tava duas horas atrasado no trampo. Mas isso não é importante, certo?
Bom, o que esses representantes do futuro fazem? Ligam pra vovozinha do moleque. Ela aparece com mais uma amiga. E exige atendimento preferencial. Pra comprar 10 ingressos!!!!!
Aí não guentei. Desculpa, mas é muito pra minha cabeça. Comecei a berrar. O povo que tava na fila vendo a pataquada acompanhou. Obviamente, já tinha notado que não ia adiantar muita coisa. O pessoal da casa tava mais do que louco pra desovar os ingressos e qualquer piti que eu desse só ia fazer a gente perder mais tempo.
Desse modo, restou-me apenas uma única alternativa. A avacalhação. Eu não ia conseguir botar ordem na coisa. Mas nada podia me impedir de deixar as véias, o moleque e as amigas extremamente putos.
(Vejam, não sou contra atendimento preferencial. Uma senhora de 60 anos pra cima realmente tem que ser atendida antes. Mas essa situação era ridícula. Tá que ela ia assistir o show do AC/DC. Arrã. Sei. Olha, se vendessem exclusivamente um ingresso no atendimento preferencial, com COR DIFERENTE E NOMINAL AO PORTADOR, beleza. Afinal, um moleque de 15 anos não ia poder zanzar com um ingresso para maiores de 60 e fim de jogo. Mas aquilo era desfaçatez pura.)
Sendo assim, realizei os atos que se seguem:
- intimei as senhoras a desfiar o repertório da banda em questão (“vai, véia, canta as músicas!!! Manda um Hells Bells aí!”)
- apontei a incongruência das mesmas em ir assistir ao show, relatando os já conhecidos pontos-chaves de um show de Angus Young e seus faceiros coleguinhas (“claro, com certeza ela tá doida pra ver a mega-boneca inflável que surge em Whole Lotta Rosie ou então vai ter um orgasmo quando o Angus entra com os chifres do capeta em Highway To Hell. Isso pra não dizer quando rola deles mandarem umas strippers pro palco” – orgulho em me dizer que naquele momento a velhinha olhou hipertorto pro neto)
- questionei o gosto musical delas (“vocês vão vender ingresso pra elas??? Meu, tá na cara que elas não gostam de AC/DC!!!! Elas gostam de Victor e Léo, porra!!!”)
- e por último, intimei o neto (“você vai tá na pista?? Eu também!!”- fazendo o indefectível gesto de um punho esmurrando a palma da outra mão, o sinal universal que significa “vou te cobrir de porrada” ou, como Samuel L. Jackson diria em um filme do Tarantino, “I will go medieval on your ass!!!”)
O povo da fila que tinha se fudido que nem eu tava entortando de tanto rir. Tinha um lá que berrou “meu, cê tá brigando com um século de história!!” O caso é que as véias, o neto e as amigas picaram a mula rapidinho. E meia hora depois, eu finalmente conseguir comprar o meu ingresso.
Mas precisava ser tão complicado? E precisava ser de um jeito que acentuasse o quanto sou desprezível?
Oh, well, it’s a long way to the top if you wanna rock’n’roll.
PS: Antes que me acusem de insensibilidade e escrotidão, coisa que não nego, quero apenas frisar que senhoras de 60 anos de idade, por default, são senhoras de 60 anos de idade. Mas quando agem dessa maneira pra lá de canalha, desculpem, a gentileza foi pra vala. Só posso chamar de VÉIAS!

Domingo, Setembro 27, 2009

âpi dêite

Apenas um post rápido pra dizer que estou trabalhando em uma maneira para deixar este espaço mais atualizado...

Cross your fingers and wish me luck!

Quinta-feira, Agosto 13, 2009

O Centésimo Post (ou "O Hômi na Lua")

Tsc.
Andei relegando esse blog às traças. Andei pensando mesmo se continuava ou acabava de vez com esse canto. Nada de interessante surgia, parecia que tinha voltado aos velhos tempos de quando montei esse cantinho nos longínquos idos de 2005.
Mas decidi continuar. De alguma forma, TINHA que continuar.
Aí bato o olho e vejo que já tinha feito 99 posts. Sendo este o número 100, tinha que ser especial. Tinha que significar alguma coisa. Bobeira minha, eu sei, mas encasquetei com isso. E quem me conhece sabe que sou mais teimoso que a mãe da mula.
Recentemente, andei escrevendo alguns textos pra Mojo Books. Um deles, na verdade, era um texto que fiz pra Van utilizar na sua aula de teatro. Acabou que ela não precisou dele e eu enviei pra Mojo. Que publicou a criança.
Bom, uns 40 dias atrás, acabei escrevendo uma crônica. A inspiração, algo ruim que aconteceu na vida de uma pessoa querida. Vendo o jeito que ela estava, fiquei BEM pra baixo. Quando dei por mim, o texto já estava digitado.
Mandei pro pessoal da Mojo. Apesar de não ter muito a ver com a letra da música, tinha a ver com o mood.
Asininamente, não notei que Man On The Moon já tinha sido utilizada. Com isso, o texto acabou sendo recusado. Sim, pisei na graxa mesmo.
Mas talvez tenha sido melhor assim. Porque esse texto é mais pessoal. Tem mais jeitão desse meu blog. Melancólico, triste. Não que eu seja assim, sorumbático, o tempo todo. Mas a vida, de vez em quando, dá uma dessas com a gente.
Bom, sem mais delongas, segue o texto. Mas, por favor, escute a música apenas DEPOIS de ler. Faz mais sentido como trilha sonora...



Man On The Moon

(esse é pra tu, brucutu!)

E aí ela me fez chorar.

Não porque tenha feito algo de ruim ou sido sacana, não. Acho que ela nunca faria isso, ao menos não comigo.

Compartilhar almas, você sabe o que é? Porque casais compartilham vidas, irmãos também. Amigos? Em alguns momentos, sim. Mas, almas? Isso é raro. É coisa de sexto sentido. Pensar no outro e o outro aparecer. Saber exatamente o que ele ou ela está sentindo. Pressentimentos. Um caso de sintonia fina, mesma freqüência.

Vai daí que aqui estou eu, no meu cubículo, e ela solta a bomba. Eu, que vinha me sentindo mal não sei porque, passo a entender.

E toca a pensar no que fazer. Sugerir algo, alguma atividade? Não, astral nenhum.

Um filme, um livro, uma música, é engraçado como a arte pode ser tão efêmera frente a um real sentimento humano. Tudo vira forçação de barra. Sem noçãozismo. O cotidiano que demanda absurdamente da nossa vida se desmorona quando ela se impõe.

Resta o papo de sempre. E me pergunto, esse sou eu mesmo falando? É isso mesmo o que sou, brega assim? Ou o quê?

Queria dizer algo mais? Sim. Algo que não apenas a fizesse melhor, mas que também me definisse de uma vez por todas como pessoa.

Mas isso sou eu me iludindo. Ela tem uma perfeita definição de mim como pessoa. Sei que isso também é uma ilusão, um show que talvez eu apresente especialmente só pra ela. Mas a impressão que ela tem de mim é algo muito mais humano do que eu poderia pensar em ser. Afinal, passamos a vida inteira buscando uma definição pessoal, sem conseguir. Os outros nos definem. Nós apenas somos.

Enquanto isso, ela está ruim, num lugar ruim.

Olho para a TV. Buzz Aldrin está lá, dizendo que nunca viu algo tão desolador quanto a superfície da lua. Talvez ele esteja certo. Mas, no momento, o lugar tem forte competição.

Porque ao menos lá em cima ninguém pode ouvir você chorar.

http://www.youtube.com/watch?v=1hKSYgOGtos

Sábado, Abril 11, 2009


Ultraje%20a%20rigor
Quantcast

Sexta-feira, Abril 10, 2009


Ultraje%20a%20rigorQuantcast

Segunda-feira, Janeiro 26, 2009

Se Raul Seixas tivesse um Play 2

GTA

"Eu que já andei
Pelos quatro cantos de Liberty City
Barbarizando
Foi justamente em San Andreas
Que Sweet me falou"

Às vezes você me pergunta
Por que sou tão procurado
Apenas roubei 20 casas
Dei tecos nos manos do bairro

Você que dá tiro agora
Se borra e vaza ao me ver
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou te estrunchar...

Eu faço você ver estrelas
Eu pincho teu corpo no ar
Metralho e dou fim na tua vida
Com um carro vou te atropelar...

Eu racho muringa com taco
Te esfrego os miolo no chão
Eu varo trabalhador
Eu sou, eu fui, tu sifu..

Gta! Gta! Gta!Gta! Gta!

Eu sou o seu homicídio
120 na contra-mão
Dou faca no olho e dou tiro
Sou jurado pelos negão...

Incêndio sou eu quem acende
Eu sou a AK que dispara
Te jogo da beira do abismo
Eu sou o tudo, você, nada...

Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu toco o terror na terra
no fogo, na água e no ar...

Você me vê nesse dia
E sabe que chegou seu fim
Mas saiba que eu varo você
Pra você não vará mim...

Das balas eu sou a metranca
A 12 do matador
O IML tem seu nome
Do napalm eu sou o odor...

Eu sou o atropelo
Em San Andreas, no mundo
Da sua mãe sou carrasco
Esgarço, regaço, teu fundo...

Gta! Gta! Gta!Gta! Gta!

Eu sou o pente do rifle
Eu róbo até avião
Te ranco os zóio e te cego
E de puta sou cafetão...

Euuuuuu!
Mas eu sou o pior que uma íngua
Deschavo mãe, pai e avô
Bazuca é tudo em que creio
De início, eu racho teu meio
De início, eu racho teu meio
Euuuuu de início
Te racho us meio
Euuuuu de início
Te racho us meio

Terça-feira, Janeiro 20, 2009

Watchmen Widget

Terça-feira, Janeiro 06, 2009

Perca Peso, Pergunte-me Como

Nessa virada de ano, prometi a mim mesmo – e a outros – que iria perder peso. Tô medonhamente gordo, recuperei os quilos que perdi em 2005.

De posse das informações necessárias para deixar esta forma rotunda pra trás, comecei HOJE o regime. E vou tentar deixar aqui a quantas anda o progresso dessa empreitada. Mesmo porque, desse jeito volto a atualizar esse blog.

Almoço de hoje – salada de alface e repolho, com molho de queijo e alho frito em cima; fatias de blanquet de peru; enroladinho de queijo e presunto; pedaços de alcatra e maminha; 1 Fanta Light; 1 bananinha sem açúcar; 1 barrinha de banana (único crime do dia, essa tinha crosta de chocolate)

Durante o dia, altas doses de Nescafé Vanilla – preciso ver se vai açúcar na composição, caso positivo, vou procurar outro tipo de café pra beber.

Preciso também fazer exercício e isso vai ser difícil. Detesto “cadimias”, prefiro andar, ver a paisagem, mas pra isso preciso também de tempo.

Dizem que “tempo é você quem faz”. Ah, disso eu DUVIDO!!!

Quinta-feira, Janeiro 01, 2009

TOP 10

Faz tempo q não escrevo. Sem tempo e sem assunto. Pra quê encher o saco de vocês então?

Quer uma prova de que tô sem papo?

Aqui vai a famigerada lista dos 10 filmes de 2008

10. O Incrível Hulk
Edward Norton carrega o filme nas costas. Basicamente ele declama seu amor a Bill Bixby e à série de TV (veja quando ele diz para Lou Ferrigno “You are the MAN!” – ele REALMENTE quis dizer aquilo). Ed vira Bruce Banner, de uma maneira parecida com que Robert Downey Jr fez em outro filme esse ano... Ah, sim! Cenas de ação legais. E se embora perdemos um pouco da poesia, da visão do Ang Lee e daquela edição fantástica, ao menos o Verdão agora não enfrenta aqueles poodles deprimentes.

9. Rebobine, Por Favor
Uma carta de amor ao cinema, às fitas de vídeo e à inocência de quando assistimos nossos primeiros filmes nessa mídia. Impagável o conceito de “noite americana” de Jack Black e Mos Def. E só sendo muito tapado pra não lembrar do tema principal de Ghostbusters. Gondry acerta de novo!

8. O Gângster
Um filme de máfia na mão de Ridley Scott vira um SENHOR filme de máfia. Ponha na mistura ainda Denzel Washington e Russell Crowe e o que temos? Um dos cinco melhores filmes do inglês. Quer dizer, era, até ele cometer seu quinto melhor filme este ano também – mais pra frente nesta mesma lista. Ah, os 30 primeiros segundos já dizem tudo e mostram ao que o filme veio. Denzel toca o terror!

7. Wall-E
Como não se apaixonar por esse robozinho que mais parece uma mistura de um Transformer com o ET e o Charlie Chaplin? E quando ele tenta pegar na mãozinha da EVA? E a baratinha, sua única companheira? E os 30 primeiros minutos sem fala? Um dos melhores da Pixar, o que diz MUITO!

6. Rede de Mentiras
Pois é, como tava falando, Ridley Scott conseguiu se superar e fez um filme ainda melhor que o Gângster. Um thriller de espionagem no Oriente Médio. Explosões como nunca vi filmadas antes, uma outra ótima atuação do Di Caprio... e Russell Crowe (GORDO!!!) dando show. Mas Mark Strong deixa ambos no chinelo como o chefe de segurança. Atenção: quem não gosta de ver sangue, prepare-se, cenas de atordoar. Já quem odeia o Di Caprio – sadismo mode on!

5. Homem de Ferro
Mais um filme pra entrar na história com um dos melhores de quadrinhos. Não levava fé que o Ultimate Fighting Champion do Friends conseguisse segurar a bronca. Mas o Jon Favreau segurou. E contou com uma “pequeeeena” ajuda de Robert Downey Jr. O caboclo VIROU o Tony Stark. Esqueçam todas as outras pessoas que estavam cotadas pra esse papel nos últimos 20 anos (Newman, Cruise). Downey É o Homem de Ferro. E Nick Fury... Bem, não vamos estragar o VERDADEIRO final, né? Resumindo, esse filme tem seguramente uma das melhores atuações de Downey Jr, só perdendo pra Chaplin e pra...

4. Trovão Tropical
Nojento, degradante, insensível e absurdo. Privado de todos os 4S – sensibilidade, sofisticação, senso e SUTILEZA! Por isso mesmo, O FILME MAIS ENGRAÇADO EM ERAS!!!! Downey Jr arrasa e dá um show como Kirk Lazarus o astro loiro australiano multivencedor da Academia que faz um negro em um filme. Ele é o cara que faz o cara que tá disfarçado como outro cara. Ah, e Ben Stiller, além de dirigir, também atua e faz seu papel mais engraçado desde Com a Bola Toda. E tem também um ator que faz o executivo do estúdio... bom, não vamos estragar essa surpresa também, afinal ele apenas é um ÁS INDOMÁVEL que vive DIAS DE TROVÃO e participa de NEGÓCIOS ARRISCADOS para ver A COR DO DINHEIRO. Veja esse filme!!!

3. Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal
Indy se superou desta vez. Na escala Indiana Jones de Absurdos, sendo 10 pular de um avião usando apenas um bote inflável, na sequência inicial ele alcançou... uns 15!!!!!!!!!! Mas foi muito bom ver Harrison Ford espancando e apanhando. A volta de Marion também rendeu bons momentos. Senti que o Spielberg tava meio enferrujado em relação a cenas de ação. Mas ele enferrujado é melhor que 90% do povo.

2. Batman – O Cavaleiro das Trevas
O. QUE. FOI. ESSA. MERDA? O Begins sempre achei bom, mas meio ensebado. Agora esse... Superou Batman do Tim Burton e Homem-Aranha 2. Claro, não supera o Superman do Donner, mas aí é querer demais. Heath Ledger dá um show como Coringa e Christopher Nolan faz o mesmo no roteiro e na direção. Kudos.

1. O Poderoso Chefão
Pois é. Vi no cinema. Obviamente poucos filmes poderiam ser melhor que esse (ET, Star Wars original, Império, Caçadores, Última Cruzada, Bons Companheiros e acabou). Na tela grande você vê todas as nuances do Brando e aí você finalmente entende porque ele foi o melhor. Na tela grande, quando Al Pacino vai matar Solozzo o olhar dele entra em pânico. Na tela grande, a cena do cavalo preenche o quadro. Na tela grande é FODA!

Domingo, Setembro 07, 2008

...e então voltei pra AIC!

That´s right!

E já com projeto estourando aí.

Filmo daqui uma semana - no dia 14.

AIC - last season?

Segunda-feira, Junho 30, 2008

Ela roubou meu ombro esquerdo

Ela roubou meu ombro esquerdo
Tomou posse, reinvidicou direitos
Disse que era apenas para ter um porto seguro
Quando se arrependesse de seus feitos

Ela roubou meu ombro esquerdo
Proibiu o uso dele por qualquer outra pessoa
Acha que a exclusividade dele lhe faz melhor
Principalmente depois que a tratam como coisa à toa.

Ela roubou meu ombro esquerdo
Quando lhe ofereci em um dia, bem cedo
Um lugar para molhar com lágrimas
E ali, sem máscaras, expor seus medos

Ela roubou meu ombro esquerdo
Não para ser usado a toda hora
Mas sim quando necessita
Pois quando seu coração encolhe
E de tão atormentada sua alma aflora
Digo “Vem cá, Rê, não fica aflita!”

Sexta-feira, Maio 02, 2008

Mega Momento da Semana

Ficar no cinema depois de todos os créditos de Homem de Ferro rolarem e presenciar a cena MAIS LEGAL EVER!!!

Tanto que o cinema explodiu em aplausos e gritos de euforia.

Como diria B.A. Baraccus – o grande Mr. T –, “I pity the fool who didn´t stay to see that”!

Quarta-feira, Abril 30, 2008

Explicação

Andei sumido, eu sei. Larguei este blog às traças.

Desculpa? Várias, começando pelo fato de que minha atual residência paulistana não possui internet.

Quer mais? Tô numa correria desgraçada. Pra se ter uma idéia, tem uns 7 DVDs na minha estante a serem assistidos. E nunca dá tempo.

Uma das causas de meu tempo escasso foi o fato de ter arregaçado meu OUTRO joelho, num vexatório capote que tomei na escadaria do metrô. Ainda estou em processo de recuperação.

Mas sempre existem boas notícias, certo?

Nesse tempo que andei sumido do blog, várias coisas aconteceram – e os relatos irão aparecer aqui, eu prometo.

Rápido resumo: conheci pessoalmente a Joo e o Fred e eles me apresentaram ao Finnegan´s; participei de mais um filme, agora como assistente de direção do Sertório; fui na Star Wars Expo (mas é claaaaro); marquei presença no aniversário da Ari; paguei altos micos e dei muita risada na Virada Cultural, com direito a videozinho da Ju e ao encontro meu com o pessoal da lista do Ultraje – E COM O ULTRAJE!

Mas sabem? A correria tem nome. Chama-se (arrã, limpando a garganta) “Emprego Novo”.

E sim, tá bem legal.

Muito em breve eu volto. E com os relatos dessas e de outras peripécias.

Agora dexeu ir que vou ver Homem de Ferro.

Bye.

Sexta-feira, Março 14, 2008

Conforme a banda toca...

(Pensamentos aleatórios causados por canções)

*****

Lembro de você dizendo o quanto adora essa música. Que nunca foi muito vidrada na banda, mas sempre gostou dessa. E aí começava a cantar, adoravelmente desafinada.


*****

Cantar baladas melosas de compositora profissional significa que você e sua banda se venderam ou apenas que conforme você envelhece, seus próprios gostos mudam?
E se for isso, o que será de nós, fãs? Ficaremos uns velhos bobos ou velhos, acharemos que éramos bobos?

*****

(ATENÇÃO: A PRÓXIMA PALAVRA É PRA SER DITA DE BOCA CHEIA)

PUTAQUIPARIU! Esses caras tocam pra caralho!

*****

Damn you, Dave Grohl!!!

*****

Adoro o backing vocal ao vivo de Brain Damage, aquelas negonas fazendo "uôu-uôu-uôôu"…

*****

Será que tô pagando os pecados referentes ao vídeo do Carlinhos? Vou queimar no inferno por aquilo? Mas era uma piada PEDINDO pra ser feita! E ficou bom, pô!!!

*****

Soa muita presunção "try to fix you"?

*****

Se acertei com alguma pessoa, foi com o baixinho. Digamos que ele é um modelo mais avançado, com upgrades, sem meus bugs.

*****

Foi. Fica por lá. Cure-se. E não venha mais tentar a alma!
Porque quanto mais me dava raiva, também me odiava por não conseguir aguentar.
Até tretar com o Gandhi. Minto. Até fazer o Gandhi tretar.

*****

O tempo pode curar tudo. Mas cicatrizes ficam e saudade sempre bate.

*****

O pensamento anterior ainda é válido. A não ser se for a versão do Camisa de Vênus.

*****

Éramos quatro aquele dia, mas eu só tinha olhos pra você. Sua cabeça encostada na minha, eu segurando sua mãozinha. "Eu fico com você, ok?" "Tem alguma dúvida?"

*****

Pai, Mãe e eu em um balanço em Jurumirim.

*****

Joy, Má, Rê e Van num comercial de shampoo.

*****

Sabe o que é gostar, mas não ter nada marcante associado a?

*****

Fim do dia. E do playlist também.

Terça-feira, Março 11, 2008

Hot Summer Nights

Só pode ser o calor. Só pode.

-.-.-.-.-.-.

Então foi assim: estava eu bem mal (mal com L, tá dona Renata? Eu não estava me sentindo bem, pronto!) ontem à noite. Culpa desse calor do cão lazarento.

Subi toooooda a Casa Branca até a Paulista, comi um Subway na faixa lá – atendente morfética não me escutou BERRANDO pra ela NÃO colocar no forno o sanduba, mas ok. Aproveitei pra tomar um Tylenol (visto que Aspirina pra mim é refrigerante) acompanhado de Coca-Cola e Kuat.
Peguei o metrô. Aquele bafo na estação tava me fazendo virar do avesso. Catei o transporte na Consolação e após inúmeras (2, vá lá) baldeações - lendo o premonitório Coelho Vermelho do Tom Clancy all the way-, eis-me na Marechal Deodoro.
Acabei indo na Lan pra ver se tinha algum e-mail e acabei batendo papo com a Má. Essa distração já diminuiu minha dor de cabeça uns 80%. Saí de lá outro.
Parei na esfiharia em frente de casa. Raquel, Be e Renato tavam lá. Papo vai, papo vem, mostrei pra eles minha teoria de que Cloverfield foi inteiramente gravado numa mesa de bar, realizando o mesmo com meu celular. Fazer filme, se for ver, às vezes é fácil, néam?

5 segundos de sorrisinho cínico.

Fui pra casa renovado, uma outra pessoa, tava bala mesmo! Depois de secar o psicopata, ops, o psiquiatra do BBB, o Neto foi jogar (olha a premonição aí de novo) Scarface. Viciei o cara. Tony Montana rules!
Foi aí que….

-.-.-.-.-.-.

BUUUUUUUMMMMM!!!!!

- Porra, ma que merda foi essa?
- Forte, né?
- Bujão de gás!
- Putz!
- Vê aí!
- Tô vendo nada não. Vou ver na janela do quarto.

PÁ! PÁ!

- Caralho, é tiro!
- Orra!
- Acho que é ali, na empresa de carro-forte!
- Onde?
- Ali, porra!
- Num tô vendo nada!

PARAPAPAPAPAPAPA!!!!!

- Bicho, metralhadora!
- Caceta, eu não fico perto da janela não!
- Tá se borrando, hein?
- Com a minha sorte, levo uma bala perdida pro meio da testa!
- Magrão, se você tomar um tiro daqui de cima vindo dessa puta distância, é que era tua hora. Aí nem se agachando, capaz da bala ricochetear na lâmpada e te acertar.
- Pior que eu quero ver essa merda. Só não quero tomar tiro.

(Silêncio)

- Parou!
- Olha lá os caras capando o gado. Meu, que porrada de carro.
- E nem tão correndo, tão na calma.
- É, mas chegando ali embaixo, vai cada um prum canto e some na Marginal.
- …
- Ó os carinhas ali no estacionamento agachados.
- Coitados…
- Devem tá com o cu piscando!
- E os caras do posto em frente?
- Puta vida!

Momentos depois…

- Os hôme só chegaram agora?
- Taquipariu!
- Agora não pega nem gripe!
- Taquipariu!
- Carro de bombeiro, resgate… Será que tá pegando fogo?
- Taquipariu!
- Os burrão estouraram o lugar e deram de cara com os seguranças. Se fuderam!

-.-.-.-.-

Meia hora depois, nada. O Neto voltou a jogar e eu fui ver Run Fatboy Run. Como se fosse a coisa mais normal do mundo ter a Faixa de Gaza do lado de casa.

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008

Ela gosta de Guerra nas Estrelas

Devido ao FuckFest de Matt & Ben, posto com um dia de atraso esse singelo, peculiar e adorável videozinho.

Segunda-feira o Blue Bus apresentou algo que deveria constar de todo guia para educar crianças. Sei que os meus filhos serão criados dessa maneira.

Palmas para o papai que aprendeu com Yoda que é necessário iniciar os pequerruchos desde cedo nos mistérios da Força.



Não sei quanto a vocês, mas esse vídeo sempre me faz sorrir.

:-)


PS: Cuidado com Darth Vader. “He’ll get ya!”

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008

These two are their publicists' nightmare!

Antes de mais nada, um aviso: o post que eu IA colocar aqui hoje era uma das coisas mais miguxas e fofas que já vi em minha vida. Vocês, meninas, iam amar. Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, os assuntos de estado devem dar preferência aos assuntos de estado (sim, roubei essa do Mel Brooks).

Trombei com isso no Aint-It-Cool e ia mandar para os amigos do Jesus, Tô Boba. Daí pensei “to hell with them, essa TEM que estar no meu blog!”

Vocês já ouviram falar na expressão gringa “a publicist nightmare”? Geralmente refere-se a pessoas que, contrariando todos os conselhos de seus assessores, não medem esforços para causar. Tipo o Keith Richards, quando declarou que cheirou o próprio pai, lembram?

Ok. Hold that thought (a expressão, não o maluco cheirando seu progenitor).

Jimmy Kimmel e Sarah Silverman são dois comediantes/namorados com uma certa reputação nos “iuéssei”. Ele, inclusive, tem seu próprio talk show, Jimmy Kimmel Live - nominho criatiiiivo…

Vai daí que num belo dia, Jimmy encasqueta de entrevistar Sarah. E ela aproveita para fazer um singelo clipezinho onde confessa uma ligeeeira escorregadela. Sabe, algo mini mesmo. Uma bobagenzinha de nada. Vejam vocês:



Tal humilhação em rede mundial, tendo em vista que o video vazou no YouTube, levou Jimmy a executar sua vingança. Nos dois!



Esses dois são pesadelos ambulantes para seus assessores de imprensa. E óbvio que não estou falando de Jimmy e Sarah. Cara, eles não perdoaram nem o Indiana Jones.

*****

Não contente com isso, Kevin Smith – que já trabalhou com esses dois manés em uma porrada de filme, inclusive produzindo aquele lá, com o Mork, que os dois roteiristas ganharam o Oscar – decidiu que não podia ficar de fora dessa suruba. E pra promover seu novo filme, Zack & Miri Make a Porno, com Elizabeth Banks e Seth “Ligeiramente Grávidos” Rogen, o Sr. Smith nos traz, uh, ISSO:

*****

Não, eu NÃO estou comendo nenhum desses caras!

Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008

O Senhor dos Anéis - Versão Estendida, Ampliada, Comentada e em Slow-Mo

Imagina O Senhor dos Anéis. Os três filmes juntos. Imagina o tempo que tudo isso dura. Imagina quanto estafante foi a jornada para Frodo, o Hobbit-with-a-mission.
Agora imagina que lá pelas tantas, tipo, faltando 1/4 pra terminar a caminhada, ele tromba com um velhinho, todo maltrapilho, carcomido pelo tempo. Pra variar só um pouquinho, Frodo, o boquirroto, abre o bico mais uma vez (repare como ele, numa missão supostamente secreta, entrega pra todo mundo que encontra qual o propósito dele andar feito um camelo por um lugarzinho tão tranquilo quanto o Babilônia quando venta forte) e pergunta ao velho onde fica Mordor.
É então que o bom velhinho (não, não AQUELE) diz as imortais palavras:
“Mordor? Mas peraí, Mordor fica praquele outro lado lá!”
A câmera desafasta deles e sem corte percorre a direção COMPLETAMENTE OPOSTA à de onde eles estão, mostrando que eles iam ter que andar no mínimo o triplo da quilometragem.
Ok, Peter Jackson ia faturar mais um porrilhão de $$$$ só com os dois filmes que ele iria fazer a mais, só pelo fato daquele anão burro ter errado a porra do caminho.

*****

Imaginaram tudo isso?
Então tente cancelar seu serviço de TV a cabo + internet pra você ver que existem coisas muito mais demoradas e estafantes.

*****

Resumo? Hoje eu me senti o Sam tendo que acompanhar aquele gnomo filhadaputa por todo aquele caminho lazarento.
E o maldito ainda faz questão de ERRAR A MERDA!!!!

*****

Skavurska? Skavurska é a excelentíssima senhora sua mãe, seu corno!

Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008

Analise isso: Cremogema


Pois é. Cremogema. Aquele mingau de araruta mais conhecido também como baba de amido de milho.

Alguém aí já saboreu essa delicioooosa iguaria? Hein, hein? É tipo, um muco visguento gelado que escorre goela abaixo com gostinho de baunilha - e soca açucar nas quiança, né?

Mas o que mais me impressiona não é o fato de alguém em sã consciência ingerir esse… alimento, digamos. Eu mesmo já perdi as contas de quantas vezes comi esse bagulho. Aliás, depois de um tempo na geladeira, a superfície do bicho vira uma capa plástica tão resistente quanto o emblema do Super-Homem que é jogado nos kryptonianos de Superman 2 (o original). Imagina essa merda na sua garganta. Prova de que quem ingenuamente pensa em deglutir isso é um suicida em potencial.

O que me deixa mais abobado é isso aqui, ó:

Crem, cremo, cremo, Cremogema!
É a coisa mais gostosa desse mundo
Eu esqueço minha boneca
Eu esqueço a minha bola
quando tomo

quando tomo

quando tomo

quando tomo

Crem, cremo, cremo, Cremogema

Tem um gosto que a gente gosta muito

A mamãe quer sempre o melhor pra gente

Crem, cremo, cremo, Cremogema!
Bom Demais!


Atente para como eles vendem a bagaça. Analise linha-a-linha.


1) Cremogema: A coisa mais gostosa desse mundo.

Olha a megalomania do esquema! A COISA MAIS GOSTOSA DESSE MUNDO!!!
Picanha maturada na manteiga? Não!
Pavê da minha vó? Nem!

Brigadeirão? No!

Sexo tântrico com duas virgens ninfomaníacas depravadas no cio? Pffftt!

Cremogema. Isso sim é A COISA MAIS GOSTOSA DESSE MUNDO! Insuperável!
Ah, sim, detalhe para “A COISA”. Talvez pra diminuir a arrogância de achar que nada neste planeta consegue ser mais gostoso que Cremogema, num exercício de humildade a musiquinha se refere ao produto como “A COISA”.
Porra! A COISA???? Não tinha algo mais pejorativo não? Tipo, “O TRECO”?
A Coisa pra mim ou era um quadro do TV Pirata ou um filme Z dos anos 80 onde o pessoal sorvia uma geleca pálida e nojenta que começava a te consumir por dentro e…
Opa!

2) Cremogema causa Alzheimer precoce
Ignoremos a esquizofrenia inicial de ser a coisa mais gostosa desse mundo. Mesmo porque sendo impossível entrar em qualquer categoria de alimento, além de desafiar a morfologia moderna a definir a qual reino pertence – Mineral? Animal? Vegetal? -, somente chamando de coisa seria possível exemplificá-la.

Porém, Cremogema indubitavelmente (gostaram? Hein, hein, hein?) possui uma qualidade deveras alarmante.

É de minha total convicção que este produto foi inicialmente concebido como parte do arsenal bacteriológico do exército norte-americano e trazido para o Brasil para testes a fim de se estudar detalhadamente a extensão dos danos causados em uma determinada população X. X no caso, significando nós!

Aparentemente foi detectado que pessoas que ingerem tal substância desenvolvem uma patologia específica conhecida pelos estudiosos do latim como “babanojentus esquecitorium” ou Alzheimer-precoce-causado-pela-ingestão-de-composto-de-resina-sintética-com-papa-de-amido-também-conhecida-como-Cremogema.

Para que Cremogema não fosse acusado de propaganda enganosa, a solução foi inserir no jingle exatamente os sintomas que o suposto alimento causa nos pacientes, isto é, consumidores:


Eu esqueço minha boneca
Eu esqueço a minha bola
quando tomo

quando tomo
quando tomo
quando tomo

Pra completar, admite-se que quem toma, TOMA!

3) O jingle de Cremogema é a resposta à incrível pérola do cancioneiro popular “Churrasco de Mãe”


A mamãe quer sempre o melhor pra gente


Depois de constatado tudo isso, só mesmo caindo nas mãos de uma psicopata com uma recaída tardia de tendências abortivas pode explicar que a mamãe acha Cremogema o melhor. A não ser se for pra calafetar parede. “Melhor? Essa vaca quer é fuder com a gente!”


4) A cereja do bolo (neste caso, o chute nos bagos)


Bom Demais!


Não é apenas bom. É BOM DEMAIS!

Não sei quanto a vocês, mas letras garrafais me assustam. Profundamente.
O pior é que, além de ser de uma arrogância megalomaníaca (novamente), também é uma declaração de que o efeito final do Cremogema é deixar a pessoa totalmente maluca.
Claro, comendo essa merda provavelmente você assina o seu atestado de insanidade. Você não só passa a fazer e falar bobagem como também a acreditar na existência de coisas como o ET de Varginha e nas desculpas pro dinheiro na cueca.

Ai, ai. Cremogema.
E pior que tem muito neguinho por aí que come essa coisa.
Vide eu.

Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008

Antonio Silvio Carlos Lombardi de Abreu Calmon

- Então, meu irmão agora tá em Manaus estudando Medicina Tropical…
- Hein?
- Medicina Tropical.
- Medicina… Tropical?
- É. Medicina Tropical.
- Porra, isso parece nome de novela das sete!

-.-.-.-.-.-.-.

Foi o que bastou pra que eu surtasse e inventasse o conceito da “nova-novela-das-sete” Medicina Tropical.

Tô aqui imaginando uma novela onde o principal cenário se passa num posto médico à beira-mar (Ipanema, Leblon ou Copacabana… ou então lá na Barra mesmo). Os doutores atendendo de forma ULTRA-HIGIÊNICA, isto é, sem camisa. Obviamente ela teria que ser estrelada por tipos como Marcos Pasquim e Humberto Martins, com as participações óbvias de Nuno Leal Maia, Kadu Moliterno e Mário Gomes, acompanhados de uma porrada de molecada e ex-modelos/proto-atores. Muito surfe, ondas, areia e mulher bonita, incluindo aí a nova gostosa, quer dizer, vagaba, ops, sensação da vez.

Imagina o anúncio - com a locução do Dirceu Rabelo, lógico:

“Neste verão, esse posto vai ferver!”

Imagem do Humberto Martins prestes a encaçapar uma enfermeira gostosa dentro de uma ambulância. Aí ele fala naquela voz rouca de cafajeste: “Você não queria saber se a ambulância era confortável? Esse é o melhor jeito!”

Volta o Dirceu: “Doutor Ricardo, um médico que não mede esforços para salvar seus pacientes…”

Cena do HM, com uma mulher prestes a dar a luz no ambulatório e uma OUTRA enfermeira a seu lado. “A gente não tem tempo de levá-la para um ambulatório, ela vai ter que ter o filho aqui mesmo!” Assim que fala isso, ele parte para os procedimentos.

Corte já para ele com a criança ensaguentada nos braços. O Dirceu entra: “… e que adora (num tom bem sacana) suas enfermeiras!” Com a criança no colo, HM abate a segunda.

Dirceu: “Mas essa vida boa está ameaçada pela chegada de Coelho (óbvio, nome preparado para futuros trocadálios do carilho)…” Mostra o Pasquim e continua a locução. “… um jovem (HAHAHAHA!) enfermeiro que carrega um grande segredo”.

Pasquim peitando o HM. O MP solta a frase: “Você pode ser o bonzão aqui, mas eu sei o que tu fez pra ela!”

Óbvio, quando ele fala ela, corta para uma Priscila Fantim da vida, com cara de cu, segurando uma criança. Montagem mostrando uma PF mais segura de si e com uma prancha de surfe. Daí pra frente, uma série de montagens mostrando o resto do elenco, principalmente a parte jovem, com "muito-surfe-ondas-areia-e-mulher-bonita", com o devido close no fio dental estrategicamente incluso lááááá dentro da vagaranha, ops, sensação da vez.

Dirceu, para a nossa glória, solta a frase consagradora. “Vem aí, dirigida por Jorge Fernando (sempre ele!), a nova novela das sete – MEDICINA TROPICAL!” Acompanha uma música meio salsa/lambada/axé/rumba, provavelmente cantada pela Daniela Mercury, Ivete Sangalo ou um genérico da vida (Claudia Leitte?) e um logo breguérrimo do Hans Donner.

Plim-plim.

Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008

Pagando Dívidas

...e não é que descubro que o Reichenbach linkou este meu blogzinho mequetrefe no site dele???

Para quem não sabe, o Carlão Reichenbach é um dos mais importantes diretores de cinema em atividade no Brasil. Com obras como Anjos do Arrabalde, Alma Corsária e Dois Córregos, apenas para exemplificar, ele construiu um senhor currículo. Sem sombra de dúvida merecedor da Medalha de São Kodak por serviços prestados ao cinema.

Ano passado ele foi meu professor de gêneros cinematográficos. Se vocês acham que Tarantino conhece o cinema de todo o mundo, desculpem-me, ele perde do Carlão. Aliás, acho que só o Scorsese rivaliza com ele nesse quesito, em termos de conhecimento e paixão. Sim, porque ele não fica apenas nos hits. Ele pinça a fundo obras desconhecidas e analisa o talento de diversos diretores a partir de seus filmes mais obscuros. Fora que ele provou por A+B (com exemplos) porque Jerry Lewis é um gênio, calando a boca de meio mundo da classe.

Ele tá agora em fase de pós de Falsa Loura, seu novo longa com Cauã Reymond - uma grata surpresa, segundo ele canta pacas.

E organiza as sessões de cinema do Comodoro toda primeira quarta-feira do mês no CineSESC. O Reduto do Comodoro é o blog dele, onde (lá sim) você encontra tudo sobre cinema. O link tá aqui do lado. ---------->

Carlão, valeu a lembrança. Tô devendo uma visita à Sessão do Comodoro, eu sei. Quem sabe eu tomo vergonha na cara, deixo a preguiça de lado e passo pra te visitar, dar um abraço e ver um bom filme.

Abração.

PS: Finalmente vi Inimigo Público com o Jimmy Cagney, fantástico, principalmente o final. Aproveitei também e vi Sem Novidades no Front. Agora, como faço pra convencer neguinho a ver o genial Lawrence da Arábia? ;-)


Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008

Diálogo 24 Horas

"Puxa, de manhã eles estavam pensando no futuro juntos. Agora, ele é responsável por ter matado o marido e torturado o irmão dela!"

Totalmente crível, não? 

Ontem

Ontem eu fui chamado de lindo, tonto, fófi, engraçado, categórico, chocho e palhaço por algumas das meninas mais adoráveis, impagáveis, companheiras e lindas que conheço.

Ontem, após eu dizer que era um pintassilgo prestes a ser abatido por uma estilingada, a Ana disse que meu cérebro seria então estraçalhado e meus miolos retorcidos comidos por outros pintassilgos pois pareceriam minhocas. Logo depois, ela me mandou ler A Pro.

Ontem eu li A Pro. É uma das coisas mais depravadas que já vi, fruto da mente degenerada, doentia e anormal de Garth Ennis. E é por causa de sua mente degenerada, doentia e anormal que gostamos dele. Basta dizer que fui brindado com a causa mais ultrajante e hilária para um desastre aéreo.

Ontem eu bati um recorde e cravei 225 linhas de Gtalk com a Joo. Ao menos é o que tá lá registrado, eu que não sou louco de ficar contando.

Ontem eu lembrei da noite de segunda com a Má no Giovanetti. Será que a bolsa dela sobreviveu?

Ontem eu também me lembrei do almoço de terça no Dom Pedro com meu irmão. Tinha uma menininha com uns dois anos de idade que não parava de olhar pra mim e sorrir. Quando fui embora, ela ficou tristinha e perguntou "já vai?" com aquela doçura que sabemos que um dia tivemos mas nunca lembramos de ter tido. Ali, confesso, meu relógio biológico deu uns estalos.

Ontem foi a Rê quem disse "oi" pra mim e não o contrário.

Ontem a Beija-Flor foi campeã, o que significa que neste exato momento o Lemão deve tá abrindo um sorriso lá na Austrália. Se ele estivesse aqui, já ia ter ligado pra azucrinar este mangueirense que vos escreve, pra logo em seguida jogar na minha cara a situação lamentável do Guarani e contar vantagem daquela Pinguela pra qual ele torce.

Ontem fui no cinema e lá tive um transmimento de pensação com a Van. Antes eu ficava assustado, agora...

Ontem eu dei parabéns pra Ari por ter passado na Fuvest.

Ontem a Ju me contou sobre o seu Carnaval, o que acabou me levando a concluir oficialmente o que já era de conhecimento público: ela é impagável!

Ontem eu vivi tudo isso. Sem ter encontrado nenhuma dessas pessoas.

Ontem já é passado. Hoje já foi amanhã.

Mas somos nós que fazemos o nosso tempo.


PS: Digo e repito, a Ari e a Joo são as duas metades de uma síndrome de Super-Homem/Clark Kent. Uma nunca aparece quando a outra está online e depois vivem dizendo que se encontraram...

Sábado, Fevereiro 02, 2008

Menção Honrosa

Completando o post anterior:

Grindhouse
Não vi no cinema, mas se tivesse visto, ia ter sido sem dúvida o melhor filme do ano. Trailers falsos, nojeira, baixaria, o melhor acidente automobilístico já filmado pelo ser humano... Rodriguez + Tarantino - ´Nuff said!!

Sábado, Janeiro 19, 2008

Os 10 Filmes de 2007

10. Piratas do Caribe 3 – No Fim do Mundo
Johnny Depp imensamente multiplicado, todo mundo traindo todo mundo e um final romântico e triste ao mesmo tempo. E claro, Keira Knightley!

9. Harry Potter e a Ordem da Fênix
A aventura continua e fica cada vez mais dark. E quanto mais velho, mais aborrescente o personagem fica. Ê, mania de resolver tudo sozinho...

8. 300
THIS
IS
SPAAAARTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!
Tá certo, quando vi no trailer odiei. Pra mim, a seminal cena de Leônidas metendo literalmente o pé no peito do mensageiro persa poderia ser dita de forma menos gritada. Aliás, ele grita o filme inteiro. Mas, mesmo assim, acabou deixando sua marca. Zack Snyder melhorando a cada filme. Só vê se não vai estragar Watchmen.

7. 13 Homens e um Novo Segredo
Como fazer pra recuperar a franquia depois de um confuso segundo filme? Ora, trazer a história de volta pra Las Vegas e fazer o bando de Danny Ocean enfrentar Al Pacino. Simples assim.

6. Homem-Aranha 3
Pior que os dois primeiros, mas ainda assim, um filme divertido. O mundo odiou o Spider-Emo, mas a controversa dancinha foi um de um ridículo insano no estilo Sam Raimi. E o Peter mandando ver no jazz, embora completamente fora de sincronia com o mundo atual, tem muito o jeito Stan Lee de ser. Fora que a resolução do personagem de Harry Osborn me agradou.

5. Across The Universe
Maravilhoso. Fenomenal. Chapante. Cacildis. Incrível. Uau. Escolha seu adjetivo favorito, porque seja qual for, este filme merece. Destaque para os visuais incríveis de Julie Taymor (a coreografia dos jogadores de futebol americano em I Want To Hold Your Hand é cinema puro), as atuações carismáticas de Jim Sturgess, Joe Anderson e da maravilhosa Evan Rachel Wood e, é claro, as músicas de uma bandinha meio mequetrefe dos anos 60. Bônus: Bono. E Joe Cocker ao cubo.

4. Tropa de Elite
Ainda precisa falar alguma coisa, 06? Com quantos cabos de vassoura se faz um bom interrogatório, 06? Ta com medinho, é? Só porque além de ver no cinema viu a cópia pirata? Agora os produtores tiveram que sentar o dedo nessa porra e trocar o off inicial por um mais podrão e fora de espírito com o filme, seu fanfarrão! E essa troca ajudou a conquista da medalha de bronze para...

3. Duro de Matar 4.0
Bruce Willis está de volta. E dessa vez ele usa um carro pra derrubar um helicóptero e um caminhão pra acabar com um jato. E você acredita. Afinal, é John McClane. Yiippee-ki-yea, motherfucker! Ah, e se você conseguir deixar de prestar atenção na Mary Elizabeth Winstead (uma Lucy McClane tão escrota quanto o pai), vai notar a participação de Kevin Smith no filme. Aliás...

2. O Balconista 2
Agora sim passou oficialmente nos cinemas brasileiros. Fui ver de novo. Ainda segura muito bem. Continua maravilhoso. E seria de novo o melhor, não fosse uma certa família de Springfield.

1. Os Simpsons – O Filme
Hilário. Inteligente. Retardado ao talo. Crítico. Extremamente divertido. Homer Simpson. Bart Simpson. Vovô Simpson. Maggie “roubo todas as cena que apareço” Simpson. O porco-aranha. E... o Presidente (?) Arnold Schwarzenegger. Veja - O desafio de Homer para Bart! Veja - As premonições de vovô! Veja - Homer condenando uma cidade à morte certa. Veja – Um passeio de moto inesquecível! Veja – Um personagem morrendo e outro tomando uma decisão radical em seu estilo de vida! Veja – um astro de Hollywood vendendo porcaria na TV (e não é Troy McClure)! Veja este filme!

Sexta-feira, Janeiro 18, 2008

Ela não gosta de Guerra nas Estrelas

Ela não sabe quem é Darth Vader. Não se importa com as tribulações de Luke Skywalker. E tá pouco se lixando para a opressão do Império Galáctico.

Para ela, a discussão se Han Solo atirou antes ou depois não tem significado algum. O fato da Millenium Falcon ter feito a corrida de Kessel em menos de 12 parsecs não causa impressão.

O truque Jedi não é um recurso a ser usado com sabedoria. O sabre de luz não é uma arma elegante, para um futuro mais civilizado. Aventura, excitação, isso sim é o que ela busca.

O que é a cidade das nuvens para quem enfrenta a inversão térmica e as garoas paulistanas? Do que ter mais medo, do poderio arrasador de uma Estrela da Morte ou do trombadão que te assalta no farol?

Seu carro pode ser compacto, mas cabe muito mais gente que uma X-Wing e ainda tem computador de bordo, sem precisar acoplar uma unidade R2. Ela pode não ser fluente em mais de seis milhões de formas de comunicação, mas não vê necessidade em um andróide de protocolo. Basta a internet.

Ela não liga para nada que envolva Jedis, Siths, Império e Rebelião. Pra ela, isso tudo poderia queimar no inferno, um lugar que parece muito com Mustafar.

A ironia é que, embora não saiba, a Força está com ela.

Sempre.

Quinta-feira, Janeiro 17, 2008

Slacker-Boy (ou a razão pela qual não tenho postado)

“I hate everyone and everything seems stupid to me” – Randall Graves, Clerks II

Faz tempo que não tenho vindo aqui nesse meu cantinho. Aliás, faz favor, sobe os pés um pouquinho pra eu varrer a poeira. Iiiiisssoooo.

Cóf, cóf, cóf.

Ok, admito, andei negligenciando o blog. Aliás, andei (ou melhor, ando) negligente comigo mesmo. É neura pra lá, neura pra cá. Alguns dos visitantes devem estar sabendo disso. Outros não. O macaquinho que toca realejo na esquina deve tá tendo um faniquito agora.

Tendo em vista o presente estado mental, achei por bem não cansar ninguém com minhas agruras, meus devaneios e minhas piras. Melancolia não dá ibope, já dizia monsieur Herbêrt Viannà.

O problema é que tenho mania de pensar demais. E ao fazer isso, acabo tomando uma atitude what-me-worry em relação à vida, o universo e tudo mais.

Queria me importar mais com as coisas e também comigo, de verdade. Queria me importar com o planeta, com as criancinhas, com o social. Mas, verdade seja dita, não consigo. Isso tudo não me move. Claro, me sinto mal, vazio, porque o que parece tão importante, pra mim tanto faz como tanto fez. E não deveria ser assim.

A únicas coisas com as quais me importo (e muitos dizem que isso sempre foi meu erro) são as pessoas que me cercam. Parentes e amigos. No final, são eles que me definem. E que se tornam às vezes soluções e outras vezes causas de minhas angústias. *

O inferno são os outros, certo Jean-Paul?

* às vezes minhas angústias são causadas por imobiliárias mesmo...

Segunda-feira, Dezembro 03, 2007

Amor: este filhadaputa!

Para Eleanor.
E também para os outros integrantes da Lonely Hearts Club Band que existem mundo afora.

Meus quase inexistentes leitores - contando o macaquinho que toca realejo no Mercado Municipal -, perdoem-me o palavrão. Mas o que é uma palavra ofensiva quando ela, e apenas ela, pode exprimir toda a essência do que sentimos, do que pensamos em relação a algo ou alguém?

Conheci muita gente boa nesse mundo. Também conheci uma porrada de gente filhadaputa (será assim que tratarei o termo doravante). Veja, não é preciso ser um canalha degenerado no estilo Tony Montana pra ser um filhadaputa. Muitos até são pessoas, na maior parte do tempo, de boa índole. Outros são canalhas de carteirinha. E outros ainda, conseguem sê-lo temporariamente. Eu sei bem. Eu fui um.
Você pode ser filhadaputa em diversas situações. Você pode subornar ou aceitar ser subornado. Você pode traficar ou ser um drogado. Você pode roubar, matar, causar danos e prejuízos a Deus e meio mundo. Mas vamos ficar com o tipo mais recorrente de filhadaputa. Aquele que causa as cicatrizes mais profundas, visto que são feitas na alma.
O amor é um filhadaputa. Ele é sem-vergonha, baixo nível, cospe em todas as convenções e de quebra também na cara da Tia Sofia, desacorçoa a gente, tapeia, engana, rouba a nossa razão. E faz com que nos tornemos, cada um a seu jeito, um filhadaputa de marca maior.
Tem aquele que joga verde, diz que adora e coisa e tal. 171 básico pra levar a vítima em questão pra cama. E ela invariavelmente se rende. E sofre porque não aceita ter sido um one night stand.
Tem o tipo egocêntrico, que só se importa com os seus compromissos, as suas vontades e deixa a pessoa que ama sofrendo. E culpa a pessoa a cada reclamação, visto que admitir o erro seria se comprometer, admitir que erra e que seus compromissos não eram tão importantes. Uma parasitagem. Um vampirismo de alma.
Fora os loucos. Aqueles que surtam, ou como pretexto pra não se comprometerem demais, ou porque são realmente insanos.
Todos esses filhasdasputas se utilizam do amor – o filhadaputa mor – pra acabar com moral, ânimo, joie de vivre ou o que quer que valha de quem ama.
Amor, um filhadaputa. Realmente. Por causa dele existem ligações telefônicas no meio da noite, choros convulsivos, vexames inomináveis, hesitações condenáveis, intenções questionáveis, vingancinhas de meia-tigela, “te-odeios” e outros cortes profundos em nossa imortal e infindável chama.
Por causa dele, pessoas pensam, falam e cometem asneiras. Por causa dele nosso mundo acaba. Por causa dele, Tróia arde em chamas enquanto achamos que somos seres únicos (embora não tão únicos assim) que possuem o toque de Merdas onde, diferente do lendário monarca, tudo o que encostamos vira bosta.
Vendo assim, porque ainda damos trela a ele? Por que não existe escudo contra a flechada de Cupido? Por que nos deixamos enganar por este bandido?
Porque com ele existem surpresas floridas, sorrisos apaixonantes, toques, beijos, abraços, lençóis, roupas atiradas, mobília desarrumada, pervertidas transgressões a dois.
Porque amamos. Independente de quem amamos. E é quando conseguimos relevar todos os defeitos – que existem – da pessoa amada, quando amamos até mesmo por causa deles, é que, sim, passamos o recibo de nosso atestado de imbecilidade latente – ou arrogância suprema, achando que podemos modificar uma pessoa -, dizendo que amamos este filhadaputa objeto de nossa afeição.
E quando não dá?
Aí é hora de ser um pouquinho filhadaputa e partir pra outra. E voltarmos a ser imbecis.
Pois mais imbecil do que aquele que ama é quem nunca amou alguém na vida.

Segunda-feira, Novembro 12, 2007

A Trilha Sonora da Minha Vida - Parte 1 – 77-80

Vai aqui, sem nenhuma ordem particular, 20 músicas selecionadas (cabem num CD) que fizeram parte da minha vida no período 77-80, isto é, desde que eu nasci e morei no apartamento do Bonfim até me mudar pra Ricardo Tim. E sim, eu me lembro de escutar essas músicas nessa época. Aliás, é basicamente a ÚNICA coisa de que me lembro desse tempo.

1 – O Preto que Satisfaz – As Frenéticas
Abertura da novela Feijão Maravilha. Eu (minha mãe, na verdade) tinha o disco delas com essa música, durou um bom tempo, inclusive uns 5 na Ricardo Tim. Ainda sei a letra de cor.

2 – Pombo-Correio – Moraes Moreira
Tinha o Cara e Coração, mas destruí o dito logo que me mudei. Graças a Deus também tinha a faixa na coleção História da MPB da Abril (edição que reunia Raul, Novos Baianos e Moraes Moreira). Era trilha da seção de cartas do Jornal Hoje. Meu pai até hoje diz que eu adorava quando tocava. Também sei a letra de cor.

3 – Kid Cavaquinho – João Bosco
Lembro de olhar no apartamento o Caça À Raposa e ver ele tocando na vitrola, aquele logo da RCA rodando.

4 – Isn’t She Lovely? – Stevie Wonder
Do histórico Songs In The Key Of Love, álbum duplo que apareceu na casa da minha vó. Um dos meus tios tinha arrumado. Tinha um encarte lindo, marrom. Eu só colocava nessa música. Pena que sumiu.

5 – Fé – Roberto Carlos
Essa eu sei de quem é a culpa. Apesar de todo mundo pensar que é de um tio meu, minha memória me lembra de uma viagem que fiz com meus pais e dessa música moendo no toca-fitas. Ainda hoje uma das minhas preferidas do Rei. É gospel, eu sei. E daí?

6 – Stayin’ Alive – Bee Gees
Como todos daquela geração, meus pais tinham a trilha de “Embalos de Sábado À Noite”. Aliás, como esse disco ficava comigo o tempo todo, e eu acabava transformando em picadinhos de vinil, acho que meu velho acabou comprando a bagaça umas três vezes. Fora que ele ainda por cima gravou o lance em fitas de rolo que ficavam tocando na sala da casa.

7 – Águas de Março – Elis Regina e Tom Jobim
Minha mãe, fanzona de Elis. E o especial da Bandeirantes, com ela cantando (dublando) essa música com o Tom na TV do apartamento.

8 – História de uma Gata – Nara Leão
Da trilha d’Os Saltimbancos. Outro disco que meu pai teve que comprar umas três vezes. Aliás, foi o MEU primeiro disco. Comecei bem, com Chico. O segundo deve ter sido d’A Patotinha.

9 – O Leaozinho – Caetano Veloso
Adorava essa música no apartamento, continuei adorando quando fui pra casa e ainda adoro hoje. Minha mãe sempre tocava pra mim. O disco, Bicho, sobreviveu. Capa linda do Elifas Andreato.

10 – Negue – Maria Bethânia
Álibi era outro disco que ficava rodando toda tarde no apartamento (junto com Saltimbancos, o da samambaia do Chico e o Caça À Raposa). Durou um tempo em casa, mas na época do estúdio que meu pai montou no quintal, perdeu-se no limbo.

11 – Vai Levando – Tom Jobim, Miúcha e Chico Buarque
Disco que acredito não ter nem durado a etapa do apartamento. Lembro dessa música tocando, a capa do disco (amarronzada) na minha mão, com a letra atrás, eu na cozinha com minha mãe, ela preparando o almoço. Devia ter um, no máximo dois anos de idade.

12 – Dance on a Volcano – Genesis
Música que marcou o retorno do grupo, sem o Peter Gabriel e com o baterista, um qualquer aí chamado Phil Collins, assumindo os vocais. Tinha na casa da minha vó. Mais uma vez obra de algum dos meus tios. Por incrível que pareça, eu, pequenininho, curtia muito aquela introdução meio “fim do mundo” da música e depois aquele caos descontrolado lá pelo fim. Isso e aquele selo da Charisma Records com o Chapeleiro Louco e o design da capa do A Trick Of The Tail, amarelada, com desenhos meio sinistros, meio humorados.

13 – Não Chore Mais – Gilberto Gil
Som que marcou minha mudança pra Ricardo Tim. Foi a primeira música que me lembro de ter tocado lá. A gente ainda na sala, sem móveis, sem nada, junto com o filho do tio João e seus filhos, e o futuro ministro tocando no rádio. Anos mais tarde, eu, meu irmão e meu tio Marinho, na praia, vendo um vídeo do Bob Marley na praça. Quando começa a tocar isso, nós três emendamos o “ób-ób-servaanndo” do ilustríssimo baiano. Piada interna até hoje.

14 – Preta Pretinha – Novos Baianos
Outra que constava do História da MPB. Lembro de nós três, eu, meu pai e minha mãe, na sala da casa, o velho cantando “abre a porta e a janela e vem ver o sol bater” – que por sinal também tinha num comercial de TV com Tonico e Tinoco.

15 – Flying (Turning Round) – Chris DeBurgh
Tinha num LP especial da Ellus do meu tio Polo, na casa da minha outra avó. Toda vez que eu ia lá, enchia o saco dele pra rolar esse som.

16 – Chega Mais – Rita Lee
Meu primeiro contato com a Rita. Minha mãe e meu tio Marinho eram loucos por ela. Tanto que ambos compraram esse disco. Rolava direto em casa (inclusive na minha vitrolinha da Disney) e na casa da minha vó. Primeira faixa de um álbum que ainda tinha Papai Me Empresta o Carro, Doce Vampiro e Mania de Você.

17 – Lady Madonna – Lee Jackson
Melhor versão dessa música dos Beatles, tem uma pegada imbatível. Disco clássico que rolava na casa da minha vó direto. Lembro que a faixa 3, Bird Dance Beat, me dava um medão, com aquela voz estranha. Aí o disco sumiu. Apareceu no estúdio do meu velho, pra minha surpresa. Sumiu de novo. Encontrei num sebo do lado do Pio XII (pra espanto do Felipão que quase vomitou quando viu a capa daqueles caras estranhos, feios, colocando a mão em cima de uma montanha de frutas – puro trash vintage dos anos 70). E comprei agora a versão em CD, como citado neste post aqui.

18 – Balancê – Gal Costa
Tema do programa do Osmar e do Fausto no rádio. Lembro de escutar essa música até dizer chega (sendo que eu nunca disse, hehehe). E lembro que foi trilha sonora da primeira vez que visitei a Pousada da CESP em Jurumirim, eu sentado no parquinho e ela tocando no rádio que meu pai trazia a tiracolo. Ele e minha mãe cantando juntos.

19 – Dancing Days – As Frenéticas
Também tive esse disco delas, que durou mais ainda do que o outro. Lembro dele no apartamento (na sala e no escritório), na casa (no meu quarto) e de levar o dito pro Domba, pra casa da Aninha e da Tininha e pra aula de natação na Tigum. Hein?

20 – Menininha – Toquinho
Final do primeiro especial infantil da Globo, A Arca de Noé. Não me lembro de ter assistido no dia. Nem de quando ganhei o disco. Sei que ele surgiu do nada, pra que eu ficasse cantando junto as músicas que cantava na escola. Mais pra frente, com o advento do videocassete, meu pai gravou a reprise. Quer dizer, mais ou menos. Perdeu, sabe-se lá como, um belo pedaço do MEIO. Sim, gravou o início, passa duas músicas e de repente já surge o Ney Matogrosso, passa mais duas músicas e o “pequeno-pedaço-de-madeira” vem e encerra. Nice going, dad! O pior é que é nessas mancadas que acabo gostando ainda mais dele. A cara do sabe-tudo encabulado quando percebe que fez caquinha é priceless!

Quinta-feira, Novembro 08, 2007

Daqui para a balada II

(originalmente escrito como uma resposta a um texto que a Pri me enviou)

Seria um sinal de intelijumência o fato de que, tal e qual a Marina Lima, eu topo todas? Balada, bar, churrasco, rastapé?

Seria deprimente admitir que eu me divirto com pouco?

Seria errado ponderar de que, às vezes, pizza em casa é preferível a certos lugares (tipo, uma sinuca homoerótica do inferno)?

Seria velhice ou cansaço ferrar no sono, não importando hora, lugar ou atividade, mesmo que seja jogando videogame, no Vegas ou na casa da Paraguaia?

Seria mau humor admitir que a simples convenção de se usar a expressão "reunião de diferentes TRIBOS" (sim, sublinhado, pois é assim que o termo sai das bocas, descerebradas, que insistem em divulgá-lo) é o bastante para esmagar meu testículo esquerdo?

Seria maldade falar mal - e com MUITO gosto - dos respectivos membros das respectivas TRIBOS que encontramos na balada?

Seria uma ida à balada uma expedição sociológica para se observar pela ducentésima vez as conhecidas "desconhecidas" maneiras de conjugar o verbo defecar de todas as maneiras possíveis e imagináveis?

Num mundo que exige uma posição final sobre cada grão de poeira cósmica que pousa na ponta de nosso nariz, fico com o paradoxo. Me irrita e me diverte. Fico fascinado. Acho abominável.

O que me resta é a companhia. De amigos, irmãos, mulheres, noivas, ilustres desconhecidos, desconhecidos ilustres.

E a total certeza de que ou a balada acaba comigo ou eu acabo com a balada. De preferência, ambas as alternativas.

E extremamente bem-acompanhado.

******

Agora deixa eu voltar ao trabalho que o sábado à noite está a duas noites de distância.

Domingo, Setembro 30, 2007

Campinas-São Paulo

- Putz, tô cuma vontade desgraçada de tomar um Chicabon!
- ...
- Ai não, não queria passar aqui de novo! Ter que dizer pra esse nego que ele não tem nada que eu queira!
- Pergunta se ele tem um Chicabon!

*****

- Casamento é como satélite: você tem o lançamento, bacana... e aí uma vez que ele entra em órbita geoestacionária... tipo, é isso...

*****

- Será que aqui tem Chicabon?
- Só parando pra ver.
- Mas e se não tiver?
- Aí a gente zarpa e procura um lugar que tenha, ué.
- Mas aí eu vou ficar puta da vida de ter parado e entrado lá dentro pra não ter o Chicabon...
- Tudo bem, vâmo fazer o seguinte: eu saio e vejo se tem. Aí eu te chamo, você entra e compra o Chicabon.
- Êba!
- Ok, vou lá e já volto.
- Corra, Bola, corra!

*****

- Tem?
- Tem. Aí, você não me viu gesticulando feito um asno no cio ali na janela?
- Não. Eu não te vi na janela. Você tava gesticulando pra mim?
- Não, prum pardal albino que tava no galho daquela árvore ali.

*****

- Como diria Nelson Rodrigues, na vida é preciso sorte em tudo, até pra tomar um Chicabon.
- Eu já atuei numa peça do Nelson Rodrigues com o Henri Castelli.

*****

- Olha, eu quero chegar vivo em casa e não dar com a napa no guincho desse caminhão aí em frente!

*****

- Desculpa, mas eu acho que matei a sua bolsa!

*****

- Vou usar isso como um bordão: toda vez que ocorre uma coisa estapafúrdia o personagem berra “MEEEEEEEEEEU DEEEEEEEEEEEEEUS!!!!!” Tipo quando ele vê uma véia-gorda-varizenta, toda adiposa, de biquininho-fio-dental, manja? Muito Zorra Total!
- Realmente.
- Aí ele berra que nem a gente sexta passada quando descobrimos que estávamos sem dinheiro pra pagar o pedágio.

*****

- Nossa, olha tudo escuro à nossa frente! Parece o céu de Mordor!!!

*****

- Ai, fiquei toda feliz lá. Vi até um vaga-lume!
- Ah, é?
- É! Vaga-lume é o must do rural!

*****

- Esse filhadaputa aqui atrás tá querendo comer meu cu!

*****

- AAAAAAAHHHH!
- !
- Desculpa, você se assustou?

*****
- Amanhã vejo se termino aquela birosca...
- O truvisco!
- Truvisco?
- Truvisco. Minha mãe que fala assim...
- Eu conhecia birosca, bagaça, breguete... mas truvisco?
- A coisa, ué.

*****

- Será que ela tem cecê?

Segunda-feira, Setembro 10, 2007

Um dia de William Miller (ou I’m with the band!)

Eu e o Demônio ficamos muito chegados em 92. Ele me apresentou duas coisas bacanas naquele ano: 1) Rock N’ Roll e 2) Como beber pacas. Não, não é aquele demônio, é O Demônio, batera, desenhista, skatista, metalhead, partyman e membro sênior da TR2 – A Nova Geração.
Naquele ano ele me ensinou tudo sobre Rush - com uma ajuda do Pezão e depois do Lu -, Ramones, Iron, Nirvana (que depois ele passou a ignorar, é verdade), Midnight Oil… e, por fim, sobre uma banda brasileira de heavy metal melódico chamada Viper.
O cara era extremamente alucinado. Tinha todos os discos em vinil e, para não gastá-los, gravou K7s dos mesmos para ficar escutando. Sim, era nesse grau a coisa.
Ele adorava principalmente o Theatre of Fate, principalmente devido ao vocalista, o André Mattos. Escutei na casa dele e realmente era muito bom.
O novo álbum, Evolution, apresentava uma pegada diferente e uma nova formação: o André tinha saído pra estudar música e o Pit, o baixista e letrista, encarava agora o microfone. O resultado era um disco muito bom, mas dava aquela saudade do cara que quase substituiu o Bruce Dickinson no Maiden.
O resultado de 92 – devido a vários outros motivos, diga-se – foi que bombamos. Aí fui pro Pio XII, onde meu amigo estudava. E aí foi uma festa. Total rock’n’roll. E claro, Viper era parte das nossas discussões. Aliás, o Demônio vivia desenhando o logo deles em tudo que era lugar. Em camisetas, nas paredes, em bancadas de classes. Pra onde quer que eu olhasse, eu via que ele tinha deixado sua marca – e da banda também!
O caderno do cara, por exemplo. Nas contracapas internas, desenhos de guerreiros medievais e as letras inteiras de At Least A Chance e A Cry From The Edge.
Mas o tempo passou. E com ele, nosso entusiasmo pela banda. Eles lançaram o Coma Rage e depois um disco em português. E sumiram. Ao mesmo tempo, o André lançou sua nova banda, o Angra, com dois discaços, Angels Cry e Holy Land. Mas depois do Fireworks, o tesão meu pela coisa também caiu. A verdade é que meu tesão pelo heavy caiu pacas – tirando o Accident of Birth do Bruce, nada chamou minha atenção, nem a volta do maluco pro Iron (Brave New World, êta disco chato).
Até que esse ano fui trabalhar numa agência de publicidade em Sampa. E qual não é minha surpresa que minha parceira de criação, a diretora de arte, é noiva do NOVO vocalista do Viper.
Péra um pouco. Eles voltaram?
É. Eles voltaram. Com disco novo e nova formação.
Claro que pra conseguir escutar o disco em primeira mão foi apenas um passo. E que puta disco! O melhor de 2007 até agora.
Ligo pro Demônio pra dar as notícias. E ele: “Ah, o Zé!”
Ele.
Conhecia.
O cara.
O que o Ricardo (o Zé) me confirma quando nos visita na agência.
Eu devia ter desconfiado.
Quinta passada a banda foi fazer um pocket show na Fnac da Paulista. E eu fui convidado. Com direito a furar fila e tudo.
O show foi rápido, algumas do álbum novo e outras dos antigos – incluindo Evolution com acompanhamento de Tic Tac.
Fui levado ao camarim. E lá tava o Yves (irmão do Pit, ex-guitarrista do Viper e agora no Capital).
E depois a banda me chamou pra ir com eles num barzinho da Vila Madalena.
Ok, eu, bebendo com a banda?
Enquanto tentava manter as aparências, pra não denotar a todos o quanto estava achando surreal a coisa, olho pro lado e vejo a… Valéria Monteiro.
Com a gente. Na mesma mesa.
Sim, amiguinhos. Ela me cumprimentou e me beijou. E eu, na minha. “Be cool, Marcelo”, a única coisa que passava pela minha cabeça.
E no final das contas, não é que consegui? Por incrível que pareça, não dei vexame, não falei merda e ainda tive uma noite extremamente agradável, com o pessoal da banda na verdade gostando da minha presença ali.
Mesmo assim, fiquei meio desconfiado. Eu não sou um cara legal assim, na verdade, sou o oposto. Fui pra casa matutando isso.
Até que cheguei em Campinas e um pacote com uma camisa enviada pelo Brad Meltzer – “escritor número 1 da lista do New York Times”, como diz a propaganda – estava em cima da minha cama.
Como diria David Mamet, as coisas mudam. E eu não sou mais o “uncool”. Ao menos por enquanto.

PS: Ah, sim! O Demônio mandou um abraço via SMS pra gente. E perguntou quando é que nós vamos sentar pra beber juntos. É, algumas coisas nunca mudam.

Domingo, Setembro 02, 2007

Rise of Marcelo Paradella

Ano passado, um dos exercícios na AIC foi fazer um auto-retrato, como o aluno se via.

Bom, este sou eu:


Quinta-feira, Agosto 30, 2007

Os melhores 90 minutos que eu passei numa sala escura neste ano

Terça-feira, Agosto 28, 2007

Esperando Deus...

Estava na missa. Freqüentava-a pensando que dessa forma conseguiria me reconciliar com a fé que possuía quando pequeno. Não apenas a fé no sentido religioso da palavra. Mas de crença, de acreditar em algo. Também procurava ali direção, algo para equilibrar seus pensamentos e focar em algum sentido, mesmo que tênue. Funcionava.
Olhava as pessoas, distintos membros da sociedade com as folhas de cânticos nas mãos. Senhorinhas de óculos e chapéus. Tiozinhos com boinas. Adolescentes e crianças trazidos pelos pais. Tudo muito uniforme. Tudo muito… classe média.
A igreja apresentava sinais de reforma. O reboco no teto. A primeira demão de tinta. Mesmo assim, não diminuia demais o requinte do local. Não elegante, mas ainda assim ligeiramente clássico.
O padre apresenta um companheiro da paróquia que iria ficar no confessionário durante toda a missa. Se assemelhava a alguém, mas não conseguia distinguir quem.
A primeira comoção se dá durante um salmo. A senhora ao lado pula e se remexe. Encosta-se com um ar de repugnância. Quando vê que está sendo observada, esboça um sorriso amarelo e sussura algo um tanto quanto insólito: “Tinha uma taturana aqui. Eu sem querer passei a mão nela!”
“Queimou?”, perguntei. Com a negativa, entendi que o problema era o nojo em si do bicho. Tudo bem. Perfeitamente normal.
Porém a senhora não achava isso. Seu asco em relação ao bicho fez com que alardeasse às outras pessoas em volta dela o que tinha acontecido. Até pra alertar outras mulheres presentes. Normal.
O alerta surtiu o efeito desejado. Uma jovem mãe a seu lado decide achar o inseto. Encontrando, utiliza o folheto da missa para pegá-lo. Levanta e sai. Enquanto ruma para a porta, um andarilho entra na igreja. Não muito sujo, mas sua aparência não engana.
A mulher volta e senta-se no banco. “Deixei ela lá fora no jardim.” Ao escutar essa frase, um momento de reflexão. Se fosse comigo, não teria pensado duas vezes em pisotear o bicho, espalhando suas minúsculas tripas no chão da igreja. Fico mal, pois aquela mulher acaba de me lembrar que, nesses tempos de consciência ecológica, existem alternativas mais humanas, mesmo para insetos. Basta pensar um pouco. Bom, isso é uma constante em minha vida. Normal.
Olhei para a frente. Percebi o andarilho ajoelhado na primeira fila da igreja. E então veio o anormal.
O padre tinha acabado de fazer seu sermão sobre fraternidade. Ia iniciar a Oração da Comunidade. E então o andarilho se levanta, invade o púlpito, com um ímpeto selvagem, mas não agressor, querendo discursar no microfone. A senhorinha da taturana sussura um “ai, meu Deus” de reprovação.
O andarilho não consegue ser contido e explica sua situação. Vindo de viagem do interior pra se tratar. Diabetes. Internação. Câncer. Ele não estava nada bem. Queria apenas um dinheiro pra inteirar a passagem pra voltar pra casa. Iria receber ao final da missa, na porta.
E chorou. Copiosamente.
Durante tudo isso, o olhar de descaso do padre e de membros da congregação. Queriam que aquele ser, aquele alienígena, sumisse dali o quanto antes. Como ousa nos lembrar que pobres e necessitados não são lendas urbanas? Como ousa nos pedir ajuda? Nossa contribuicão é na paróquia. Não para você, pobre. Tudo isso, mais o 58o. “ai, meu Deus” da senhora dos insetos.
E veio a coleta. Todos se comportaram como se nada tivesse ocorrido. Mesmo com o andarilho ainda na primeira fila ajoelhado, chorando e rezando.
Vieram os avisos. E o padre falando da reforma da paróquia. Valores, valores, valores. E o andarilho lá. Se eu me sentia humilhado com essa situação, não saberia conceber como ele se sentia.
Acaba a missa. Trombo com o padre do confessionário. Meu Deus, ele me lembra o Michael Bay! Que raios de igreja é essa onde quem escuta seus pecados é o diretor que promoveu a total profanação de corpos em Bad Boys 2?
Saio da igreja e o andarilho está lá, com sua mão estendida. Alguns jogam umas moedas sem nem mesmo olhar pra figura cansada e triste. Mesmo assim, ele agradece. A Deus.
E aí eu soube que a única pessoa que realmente tinha o direito de ter estado dentro daquela igreja era ele. Pois era a única pessoa dali que realmente tinha fé. Que realmente acreditava que valia mais que uma taturana.
Voltei pra casa um pouco mais velho. Mais sábio. Mais triste.
E com um pouco mais de fé.

Quinta-feira, Agosto 16, 2007

Sobre conversas, Orlando e torturas

E conversando com a Joo ontem à noite via MSN (não conhece a Joo? Shame on you!), descambamos para nossas reminiscências de viagem aos “istêites”.

-.-.-.-.-.-

Pausa para interlúdio.

Já repararam como o teor de uma conversa, seja online ou no gogó, muda de um momento pro outro? No caso, começou comigo agradecendo os agradecimentos, passou para interações sociais, descambou para as já citadas viagens e acabou com o envio do single novo do Foo Fighters – Dave Grohl is Rock’N’Roll!

Pronto. Fim do interlúdio.

-.-.-.-.-.-

Então, conversando sobre viagem aos EUA, descobri que coincidentemente estivemos em LA na mesma época. Se bobear, um passou pelo outro e simultaneamente reclamou com seus respectivos companheiros de viagem da “infestação de silvícolas tupiniquins por estas bandas”.
Como somos ultracools e descolados, obviamente que a conversa acabou resvalando no lugar mais ultracool e descolado do planeta: Orlando.
O quê, vai dizer que não é? Pobre! Especialmente de espírito.
Orlando é legal porque tem a International Drive, onde você anda às duas da madruga sem se preocupar.
A International Drive é legal porque tem três Ponderosas, um “All-You-Can-Eat Buffet”, isto é, você come feito um touro e paga o mesmo que aquela perua fresca sentada ao seu lado morreu por um pratinho de alface decorado com lascas de tomate.
O Ponderosa é legal porque um deles é de um irlandês doido por futebol (o verdadeiro, o nosso) que decorou todo o estabelecimento com flâmulas e camisetas – tinha do Manchester, Arsenal, só não tinha de time italiano, por que será? ;-)
O irlandês é legal porque no momento que descobriu que o clã Paradella era do Brasil, sentou na nossa mesa e ficou batendo papo conosco, liberando toda a Pepsi-Cola da casa pra gente. Tô devendo até hoje uma flâmula e uma camiseta do Bugrão pra ele pendurar na parede (é, eu NÃO sou legal).
Enfim, Orlando é legal. Tem um clima gostoso.
E tem a Disney e a Universal, óbvio.
Claro que a conversa de ontem acabou indo parar em nossas impressões sobre os brinquedos, lugares e restaurantes. Basicamente, um guia informal sobre o que aproveitar e o que passar batido. Aliás, quem tiver a oportunidade, visite a Main Street da Disney. Eu passaria o dia inteiro ali, vendo as lojas e degustando os sorvetes e sanduíches. A Joo também.
Falando em comida, também lembramos dos points bacanas pra comer, em especial o Express Backlot (ou Warehouse) na MGM, onde você enfrenta uma salsicha pornograficamente avantajada, com catchup e mostarda “a la vonté”.
Aí meu lado ruim apareceu. Em segundos deduzi que essa seria a tortura chinesa perfeita pra leninistas, marxistas e/ou trostskistas radicais. Imagina um riponga chulerento com aquela camisetinha Che Guevara (aliás, by Che, porque esse cidadão provavelmente tem um banheiro maior que a minha casa e apenas tá pagando uma de revoltadinho – os anos 60 tão mortos e BEM enterrados, my friend, graças ao bom Deus. Move forward, will ya?). Enfim, agora imagina o tipo algemado a um poste na Main Street, assistindo aos desfiles da Disney, escutando It’s A Small World After All 24/7 e, ao invés de pão e água, hambúrgueres, cachorros-quentes e batata frita, tudo regado a hectolitros de Coca-Cola.
Duvido que a Convenção de Genebra ia torrar o saco.

E dessa forma, esquizofrênica e incoerente, produzo mais um texto para meu blog.
C.q.d., certo, Joo?

Terça-feira, Agosto 14, 2007

Quem escreve a minha vida?

Já leu o conto O Processador de Textos dos Deuses? É do Stephen King e tem na coletânea Tripulação de Esqueletos. Conta a história de um cara que ganha um Processador de Textos que seu recém-falecido sobrinho montou. Só que o moleque era um gênio e tudo o que nosso herói escreve se transforma em realidade. Melhor: a tecla Delete realmente deleta da vida do cidadão tudo aquilo que o emputece. Tua mulher é uma vaca? Deletada. Teu chefe um sacana da porra? Del. Teu vizinho um mala-sem-alça? Basta clicar a famigerada tecla. Twilight Zone perde.
Vai daí que comecei a pensar sobre tudo aquilo que eu poderia deletar da minha vida e do meu passado. Como eu poderia reescrever a minha própria história de modo muito mais satisfatório (ao menos para mim).
De cara, arrancaria toda as gordurinhas extras que o regime-cão não conseguiu arrancar. A melhor lipo da história, instantânea e sem procedimentos anestésicos e invasivos. Aproveitaria também pra apagar uma minúscula, porém petulante, verruguinha que tenho na face, carinhosamente apelidada de “DeNiro”.
Feito isso, partiria pro que realmente interessa. Manés decididos a me cobrir de porrada? Não existem mais. Minha mãe? Ainda do meu lado. Meus amigos? Eu realmente poderia pagar uma de Russell Hammond em Quase Famosos e berrar de cima de um telhado que era um “golden god” (embora sem as drogas) e todos confirmariam para os céticos. Aliás, que céticos?
Minhas histórias seriam melhores. Todas as situações por que passei dariam certo. Saberia andar de bicicleta ao mesmo tempo que humilharia Tony Hawk a qualquer hora do dia. Kelly Slater e Tom Curren viriam me pedir encarecidamente que eu abandonasse o circuito para torná-lo mais competitivo. Eu, mestre de Pipeline, concordaria, magnânimo que sou.
Milhões e milhões de dólares seriam anonima e constantemente depositados em minha conta, permitindo-me realizar Sítio do Picapau Amarelo: O Filme – Reinações de Narizinho da maneira que Monteiro Lobato imaginou, isto é, contratando a Pixar ou o Weta pra fazer uma porra de sabugo de milho andar e falar (com a voz do André Valli, by the way), sem aqueles bonecos desengonçados que fatalmente vão acabar aparecendo quando um pau-mandado qualquer for contratado pela Globo pra levar a série – e não os livros – pro cinema.
Consertaria meus vacilos. Oportunidades não seriam mais desperdiçadas. Putting this way, Lemão não seria o ladies’ man da turma. Ok, pra ficar mais divertido, acho que rolaria uma saudável competição entre nós. Aproveitando, meu fígado iria tolerar muito mais álcool do que o usual.
Apagaria também minhas pequenas falhas de caráter e erros de julgamento que fizeram muito mal a mim e a outras pessoas. A vez que fui pego matando aula e acabei bombando? D-E…

Pára tudo. Esquece.

O Processador de Textos dos Deuses é bacana, é utópico. Mas também é a história de alguém que desistiu. De lutar. De pensar. De viver. Tua mulher é um saco? Show some backbone! Se nada dá certo, separa! Seu chefe? Sempre vai existir um emprego que tem um chefe legal, acredite se quiser. Aliás, porque não ser seu próprio chefe?
Você deve estar perguntando agora qual é a dessa súbita mudança de atitude. Pois é. O caso é que, após mudar todos esses fatos da minha vida, simplesmente não seria a “minha vida”! Que graça tem reescrever o passado e não ter vivido nada disso? Afinal, o que vivemos é aquilo que nos faz o que somos. Cada experiência nos transforma. Cada erro, um processo de aprendizagem. E nada, absolutamente nada, é por acaso.
Saca só: após bombar, perdi o respeito de minha família. Tive que ralar pra conquistar ele de novo. Também foi uma lição de humildade. E ao bombar, isso fez com que entrasse na PUC-Campinas em 96, ao invés de 95. Com isso, conheci Márcio e Eneida. Saindo da PUC, montamos a M3F (nunca sócio, mas sempre presente). E por causa da M3F, acabei fazendo amizades com diversas outras pessoas que ainda hoje significam muito pra mim – sim, Van e Joy, estou falando de vocês.
Aí eu vejo como sou fútil e superficial. Sabe, as coisas que mais desejamos, em geral, não são as que mais precisamos. Graças ao bom Deus que ainda consigo perceber isso. Acho que o Processador de Textos dos Deuses seria praticamente uma perda de tempo nas minhas mãos.
Praticamente.
Porque não abriria mão de ter minha mãe puxando minha orelha novamente. Nem de perder as gordurinhas extras. E muito menos de ter evitado aquele vacilo quando estava com aquela pessoa especial do meu lado.

-.-.-.-.-.-.-.

Continuando com o tema, na Academia (AIC – Academia Internacional de Cinema, e não um local qualquer que a gente vai suar sem sair do lugar) eu, Renato e Sertório temos uma “running gag”, a de que somos todos personagens de uma novelinha no estilo “Malhação”, chamada “AIC – A Série”.
Confesso que diversas vezes já me peguei pensando nisso durante minha vida acadêmica, especialmente quando entrei no Pio XII e tinha um cara na minha classe que era a fuça de um outro conhecido do Integral, porém comportamentos diferentes. Parecia que tinham contratado um mesmo ator pra fazer um novo papel.
Porém, na Academia a coisa evoluiu (ou fomos nós que involuímos, hein, hein?), assumindo proporções profissas… in our heads. Rediscussões de contratos, focus groups com o target desejado, necessidade de conflitos para a trama, essas eram as causas das mudanças que iam acontecendo, nossos destinos sendo escritos por uma equipe de roteiristas.
E o pior é que esses roteiristas não eram lá grande coisa, visto que os acontecimentos não eram críveis e as soluções às vezes exigiam um coelho saído da cartola para dar certo. Fora que esses deviam ser os roteiristas mais racistas da história, pois toda vez que rolava merda, sempre tinha um representante de uma “minoria” (ô termo pedante e escroto, viu?) protagonizando a treta. Incrível, nunca era um branquinho, loiro, de olhos azuis. Nããão, tinha que ser um gordo ou um japonês ou um gay ou um negro. ATENCÃO: NÃO ESTOU PREGANDO PRECONCEITO DE RAÇA! Aliás, acho que esses roteiristas deveriam ser demitidos pra evitar processos contra a TV que fatalmente está exibindo esse seriado. E, com certeza, esses cornos vão assar no mármore do inferno.
Anyway, a lógica do curso foi dividida em 4 temporadas, que delineamos e publico abaixo:

AIC – 1a. Temporada
Engloba o 1o. semestre de Filmworks. Numa maneira inovadora, a série é montada em dois ambientes, correndo em montagem paralela, focando a turma da manhã e a turma da noite, com abordagens diferentes para cada (aparentemente havia um racha entre produtores e roteiristas, só pode). Renato dramaticamente sai da manhã e vai pra noite, e assim se estabelecem modus operandi nas duas facções. Sertório, veterano do curso, realiza “Special Guest Appearances”.

AIC – 2a. Temporada
Uma reviravolta dá início ao 2o. semestre de Filmworks. Pesquisas realizadas comprovaram que o público ficou muito confuso com a linguagem de edição da 1a. temporada. Além disso, foi definido que com menos personagens e uma turma apenas, a série ficaria muito mais focada e econômica (metade dos roteiristas foram demitidos e alguns produtores voluntariamente abandonaram o barco). Com isso, metade dos alunos não retornam e todos passam a estudar à noite. Isso causa uma mudança brusca nas relações e no comportamento geral. Obviamente que os vagabundos roteiristas decidiram manter apenas os estereótipos, achando que poderiam lidar com essas histórias como se fosse receita de bolo. E realmente foi o que aconteceu. Destaque para o episódio final da temporada onde os alunos de um curta problemático ganham uma segunda chance devido à cessão de filmes por parte dos colegas e, no último momento, a decisão do dono da escola de custear do bolso a telecinagem. Mais deus ex-machina que isso, impossível. Também com base nas pesquisas, o personagem de Sertório (estranhamente, misticamente ou sei lá que –ente seja) passa a fazer parte da classe, e consequentemente do elenco fixo, tendo, em suas palavras, “não repetido, e sim REGREDIDO”.

AIC – 3a. Temporada
Aqui os roteiristas atingem um novo patamar de ruindade, muito pior do que a 6a. temporada de 24 Horas. Começa com alguns membros do elenco não renovando para essa temporada, o que faz com que novos personagens sejam escritos para suprirem as lacunas arquetípicas. Isto é, novos personagens, com os mesmos vícios dos antigos. E vejam vocês o grau de inventividade: eles apenas mudavam a raça ou a procedência do indivíduo, o comportamento e reações causadas eram os mesmos. Além disso, o mini-melodrama do início da temporada (o retorno de Paradella), as disfunções nos relacionamentos causados pela inserção de novos personagens e também por opções dos roteiristas preguiçosos, parecendo uma sitcom de quinta categoria.

Agora a 4a. e última temporada começou, sem Sertório e com Paradella fazendo esporádicas “Special Guest Appearances”. Stay tuned.

(Tô me sentindo o Doug Ross quando saiu do ER e voltou de surpresa em alguns episódios pra alavancar a audiência da série. George Clooney é bacana!)

Quarta-feira, Agosto 08, 2007

Tarantino's Mind

Sertório me mostrou ontem.

E o Dantas me cita hoje no comentário.

Acho que vale uma visita no blog dele pra ver o curta - e ler os outros textos lá!

Ao som de teclas sendo incessantemente digitadas em meu ambiente de trabalho - e Stuck in the Middle With You, do Stealers Wheel em meu cérebro.

Quarta-feira, Agosto 01, 2007

Como ser um DJ legal

Não importam o local, o tamanho ou as pessoas: toda festa necessita de um bom DJ. É ele uma das garantias de constante animação de sua festa. A outra é manter o álcool rolando.
Um bom DJ nem sempre precisa tocar os sucessos do momento. Se fosse assim, bastava queimar um CD. É preciso muito mais. É preciso tato, feeling, sutileza. É preciso gostar de música, de forma a conhecer exatamente qual a mais adequada para a situação daquele preciso happening (bailinho, festa junina, rastapé, whatever).
Se você vai ser DJ em uma festa, saiba que essa função é na verdade uma arte, uma ciência empírica, bem como uma bruta responsa. Está nas tuas mãos o destino dos casais ali presentes. Uma escolha errada e o mood vai pro saco, o cara descobre que a gata é uma recalcada psicótica, enquanto a mina dá uma olhada melhor no mocinho bonitinho com quem estava e repara que talvez ele não seja tão bonitinho quanto pensava. Na verdade ele é um mondrongo.
Já que é assim, apresento aqui alguns exemplos verídicos que visam elucidar as várias questões que tal tarefa apresenta.

1) Não é porque é do caralho que ela presta pra situação
Local: Garagem do Binhão, 1991
Djs: Eu e Zé
Música: Mary, Mary – Run-DMC
Situação: O som bombando e todo mundo sentado tomando Fanta. Uma das meninas toma coragem e vem chiar.
Ju: Essa música é muito chata!
Eu: E aí, Zé?
Zé: É Run-DMC… fazendo Monkees!
Eu: Eu sei… E aí?
Zé: (reflete um momento) Aumenta essa porra!
Resultado: Zé substituído pelo Pezão. O disco do Run-DMC nunca mais é tocado em festinhas.

2) Por mais triste que seja, a verdade é que Bon Jovi… funciona!

Local: Binhão, 91 / Alojamento do Mineirinho, 89 / qualquer bailinho ou festinha, seja de escola ou aniversário / bar com banda cover
Djs: vários
Músicas: Never Say Goodbye e I’ll Be There For You
Situação: As músicas podem ter mais de 20 anos, mas toda vez que toca uma delas, junta uma porção de casalzinho com brilho nos olhos e sacanagem na cabeça.
Resultado: No mínimo, “aquele” beijo. Isto é, caso não sejam atormentados no momento exato por algum imbecil que decidiu começar a brincadeira da vassoura.

3) Nunca largue o tableset nas mãos de outra pessoa.
Local: Garagem do Binhão, 1991
DJ: Lemão
Música: Knockin’ On Heaven’s Door – Guns N’ Roses
Situação: Logo nos primeiros acordes, todo mundo reconhece a canção. E olha fuzilando pra mim e pro Zé.
Lu: Porra, Guns?
Eu: Ai, catso.
Lu: Quem ficou tomando conta do som?
Eu: Lemão.
Lu: Ai, caralho.
Knockin’ rolando, o pessoal acabando com a Fanta. Chega o refrão. E Lemão tenta fazer um scratch.
Axl Rose: “Knock, knock, knockfjgshfgsjhfhsiehw-“
Todos: PORRA!!!
Resultado: Xingos e ameaças de morte. Francamente, scratch em Knockin’ On Heaven’s Door? Mas o pior estava ainda por vir…

4) Cuidados redobrados pra que o dono da festa não chegue perto da aparelhagem
Local:
Garagem do Binhão, 1991
DJ: Binhão
Música: (ver abaixo)
Situação: Após os vitupérios e interjeições desairosas, Lemão veio tomar satisfação.
Lemão: Que foi?
Lu: Porra, Lemão, tá foda, hein?
Lemão: Porra, tentei dar um efeito, ué..
Eu: Lemão.
Lemão: Num enche.
Eu: Lemão…
Lemão: Nem vem!
Eu: Lemão…
Lemão: Cacete, o quê?
Eu: Quem tá tomando conta do som?
Lemão: Ah, larguei o Binhão lá…
Saio correndo desesperado.
Lu: Que foi?
Eu: Meu, o Binhão.
Lu: E…?
Eu: Eu tenho que ir lá antes que ele bote aquela merda lá.
Lu: Que merda?
Então…
New Kids On The Block: Step-by-step, ooo, baby…
Eu: Essa!
Resultado: Basicamente a música serviu como uma forma de sinalizar a todos que a festa tinha ido pras picas. Em 30 minutos, 90% do público feminino tinha ido embora.

5) E daí se é gay? Girls love it!
Local: Binhão, 91 / Tim Festival, 05
DJ: Eu e Pezão / Eu e X (cantando a capella)
Música: A Little Respect - Erasure
Situação: Apenas toque essa música e veja os efeitos produzidos na mulherada.
Resultado: Imprevisível.

6) Sua mix-tape NÃO É trilha de festa
Local: Casa do Renato, Raquel, Luiz e Bettina, ontem à noite
DJ: Eu
Música: no momento em si, My Brave Face – Paul McCartney
Situação: “Parada, tira esse som que tá um saco!” “E ponho o quê, o seu dos Novos Baianos?”
Resultado: “Putz…”

Segunda-feira, Julho 30, 2007

Fatura de sexta cobrada no sábado

A receita:

9 graus de frio;

2 Cds do Lee Jackson;

1 DVD duplo com Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol;

3 Smirnoffs Ice;

1 entrada de semi-penetra em aniversário no O’Malley’s;

30 minutos de banda cover no mesmo local;

1 fuga para a Funhouse;

4 Bohemias;

1 shot de Jose Cuervo Gold com pimenta + sal na borda da mão + 1/2 limão;

1 jukebox travado em um CD do The Cure;

2.237.462 músicas seguidas do The Cure;

1 DJ que insistia em tocar…
1 porrada de som ruim que primeiro fez todo mundo cruzar os braços esperando pela próxima música e depois desinfetou a galera do lugar, deixando apenas…
1 bando de gato pingado pra testemunhar…
1 tiozinho com…
1 camiseta do Kiss (e do Gene Simmons, ainda por cima) e…
1 única guitarra para…
1 apresentação exclusiva – e não-realizada – do electro-rock vindo da Penha, o que só posso concluir que a bagaça deva se chamar ElectroPenha;

1 capote A-NI-MAL com o derrière após dar um jump totalmente desnecessário do palquinho da Funhouse.

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O resultado:

1 dor de cabeça féladaputa pelo resto do dia;

1 acolchoado traseiro dolorido;

Trauma pra vida inteira do The Cure;

1 tarde de sábado congelando em frente ao CPU, deprimido após assistir Antes do Amanhecer, mal-humorado devido ao frio e reclamando da vida no MSN, gastando os últimos cartuchos de paciência que alguém possivelmente possa ter para com a minha pessoa – tudo ao som do Lee Jackson tocando Elvis;

A descoberta de que semi-bêbado sou tão vexaminoso quanto minha versão extremamente breaca;

A constatação de que sóbrio sou um porre!

Sexta-feira, Julho 27, 2007

Um post extremamente nerd

Já vou começar fazendo uma pergunta: Existe um grau tolerável de nerdice?

Explico. Sábado passado fui ver Transformers. Queria muito ver, principalmente pelo diretor, Michael Bay. Nunca fui muito fã dos brinquedos, muito menos do desenho.

Vaí daí que eu deparo com uma porrada de neguinho da minha idade DOIDOS pelo filme. “Meu… é TRANSFOOOOORMERS!!!” Pois é. Eles falam exatamente assim. Você sente as letras garrafais, o “O” estendido e os (três) pontos de exclamação. Parece a porra dum mantra.

Fora o papinho desse povo. Não só sabem discorrer sobre os personagens principais, como também entendem todo o funcionamento interno de cada robô. Vejam bem, estou falando de pessoas que normalmente não conseguem trocar a porcaria de uma lâmpada, mas quando se trata de Transformers viram especialistas em física quântica.

Meu irmão alega que eu não posso falar muito, especialmente depois dele ter me visto em estado catatônico após ficar frente ao capacete do Darth Vader que reproduz sua voz como se fosse a do vilão. Mas quem não ficaria?

Na verdade, tô começando a duvidar dessa história de ser cool. Não existem pessoas cools. Todos, eu digo TO-DOS, temos o nosso lado babador de ovo, nem que seja um tiquinho. E geralmente é por alguma porcaria que significava muito na nossa infância. Chame de mito da adolescência prolongada, complexo de Peter Pan ou pura e simples imaturidade. Como diria Cazuza, todo mundo tem um ponto fraco, baby (podendo mesmo ser Moranguinho ou Meu Querido Pônei, believe you me).

O meu é esse aqui:

www.indianajones.com

Ok, vendo por esse lado, sou obrigado a dar um refresco aos “transformistas”.

Ou não.

Afinal, existe sim um grau tolerável de nerdice. O MEU!

-.-.-.-.-.-.

He’s back! E a Marion também!

Terça-feira, Julho 24, 2007

Novidade

Chupinhei o Mazzola e coloquei aqui ao lado uma lista de filmes que vi recentemente. Mas não basta chupinhar, tem que melhorar, certo? Então, além de links para suas respectivas páginas no IMDB, ainda pus minha avaliação pessoal ao lado.

5 asteriscos - Legal bagarai

4 asteriscos - Bacana

3 asteriscos - Beeeem... é.

2 asteriscos - Hunf

1 asterisco - Blergh

Nada - Mata! Mata! Mata!

Em breve, mais escritos, I kid you not.

Segunda-feira, Julho 23, 2007

These Days

Ok, andei sumido mesmo. Meu mood não estava dos melhores pra ficar postando aqui, a não ser que alguém aí tenha um prazer sado-masô em escutar uma série de ladainhas existenciais deprimentes-depressivas. Pois é, imaginei que não.

Nesse meio tempo, o mundo continuou a girar (felizmente ou infelizmente, ainda não cheguei a uma conclusão). O Pan começou e nosso líder tomou umas vaias pra cara – talvez sirva pra diminuir seu ego, mas eu duvide-o-dó. A gente ferrou os argentinos na Copa América, no handebol e na porrada. Mais um avião da TAM despencou, matando centenas de pessoas e deixando ainda mais criminosa essa crise aérea (não, Marta, não estou relaxando e muito menos gozando).

E meu irmão deu entrada na Unidade Coronariana do Samaritano. Na guia de internação, Infarto Agudo do Miocárdio. Posso surtar agora?



Graças a Deus, a Santa Rita (thanks, Van), às rezas de todos e – com toda a certeza – o braço Ciurria/Paradella “lá em cima”, o que se deu foi na verdade uma pericardite causada por uma gripe.

“O que é pericardite?”, vocês perguntam. Ora, apenas e tão somente uma mera inflamação da membrana que envolve o coração. Bico.

Deixando o cinismo de lado agora, foi uma canseira. Sim, fiquei preocupado, mesmo com o médico dizendo que isso era normal e não iria deixar seqüelas. Mas a cabeça não raciocina direito quando você só pode ver seu irmão por duas meia-horinhas durante o dia inteiro e não recebe nenhuma informação nova. E não ajuda nada ver seu pai, hipertenso e diabético, branco feito cera.

Enfim, agora o maninho tá em casa. De repouso até quarta. E contando pra todo mundo sobre a Dona Dirce, a véia que consegue ser expulsa de uma UTI. Agora a gente ri. Mas não foi nada engraçado.

-.-.-.-.-.-.-

E no meio de tudo isso, o pai da Ju morreu.

Aqui em Sampa, principalmente via MSN, acompanhei meio en passant a correria dos últimos meses.

Ju, já te disse antes, mas repito: o que precisar, liga! Não vai me atrapalhar, não vai ser incômodo, muito pelo contrário.

Beijos e força.

Sexta-feira, Junho 29, 2007

Adivinha quem tá de volta (dessa vez, pra valer)?



Finalmente estreou.

Eu já vi na Mostra
(e quem freqüenta este blog, sabe o quanto gostei dele).

Corram AGORA pro cinema? Aliás, o que vocês ainda estão fazendo sentados na frente do computador lendo isso aqui?

Terça-feira, Junho 19, 2007

Impsionante

E não é que teve um povo que foi?




Esquerda para a direita: Marcelo Henrique, Clarissa, Paula Candota, Eu, Gisela (segurando a filha da Candota), Chico, Lídia, Ju e sua pimpolha e Daniela Suniga.

Quinta-feira, Maio 31, 2007

A Morte de Marcelo Paradella

Lembram quando me mataram no Uruguai?

Pois é. Olha a merda que isso deu!!!

Investigación por muerte de policía da un giro inesperado
Se quiso hacer pasar por un suicidio. Siete personas, entre ellos dos policías y dos militares, declaran en el juzgado

Dos policías, un militar, un ex militar, dos prostitutas y una persona sin antecedentes penales declaraban ayer ante el juez Penal de 12do. Turno, Ricardo Vernazza y el fiscal Enrique Moller por la muerte del agente de la Seccional 17ma., Luis Paulo Fernández (24), ocurrida en mayo del 2003.

Tres meses antes de morir asesinado por sus compañeros de comisaría, Fernández comentó a su madre, Olga Bazzán que en la jurisdicción de dicha seccional funcionaba una mafia de policías, militares y delincuentes.

Esta gavilla estaba involucrada en tráfico de drogas, robos, contrabando, trata de blancas y desguace de autos robados en los barrios Gruta de Lourdes, Manga, Casavalle y Piedras Blancas.

"Mi hijo tenía los nombres de los policías corruptos en una agenda negra y en un diskette. Ese material desapareció de su casillero el mismo día de su muerte", dijo a El País la madre del Fernández.

Antes de morir asesinado, Fernández afirmó a otro agente de la Seccional 17ma. que declararía la verdad ante la Justicia sobre el crimen de Marcelo Paradella. En marzo de 2003, el compañero de Fernández ultimó a Paradella, un residente del barrio que casualmente caminaba por el lugar, y fue baleado al ser confundido con un rapiñero, según surge de la investigación.

Una vez que se percató del error, el policía le colocó un arma en la mano de Paradella para simular un enfrentamiento a tiros. Meses más tarde, este agente fue procesado con prisión por un delito de homicidio.

Para evitar que estas prácticas trascendieran a la Justicia, varios compañeros de la Seccional 17ma. "suicidaron" a Fernández en la madrugada del 31 de mayo del 2003. Doce días antes de declarar ante el juez por el caso Paradella.

HOMICIDIO. Esa noche, el policía Luis Paulo Fernández fue encontrado inconsciente pero con vida por otros efectivos. Falleció 24 horas más tarde en un hospital.

Tenía una herida de bala en la cabeza. Estaba caído al volante de una camioneta de la Seccional 23ra. debajo de una alcantarilla situada en la Avenida Carlos A. López y el arroyo Miguelete. Su revólver estaba en una de sus manos.

Desde un primer momento, las hipótesis policiales se centraron en el suicidio de Luis Fernández

Pese a que hay un gran hermetismo a nivel policial, fuentes judiciales informaron que, esa noche de mayo del 2003, Fernández fue invitado a una despedida en el bar "La Cueva", cuyos propietarios eran un militar en actividad y un militar retirado.

El bar funcionaba en una casa situada en Avenida Belloni entre Domingo Arena y Previsión. Allí se reunían policías de la Seccional 17ma., militares y prostitutas. El bar cerró 15 días después de la muerte del agente Fernandez.

Según las fuentes, el policía ultimado no dudó en concurrir a la reunión. Durante el encuentro, varios efectivos corruptos de la Seccional 17ma. lo conminaron a que no dijera nada a al Justicia de lo que ocurría en esa comisaría, según las fuentes.

En un momento de la discusión, un sargento de la Seccional 17ma. sacó su arma y se escuchó un disparo. El cuerpo aún con vida de Fernández fue envuelto en una tela de una mesa de billar y colocado detrás de un mostrador durante mas de 10 horas. El agente moriría horas después de ser encontrado en una camioneta policial.

Policía Técnica encontró en la vivienda que ofició de bar restos de sangre humana, aunque la degradación de la misma impidió realizar pruebas de ADN.

CAPTURA. Según fuentes judiciales, la familia de Fernández nunca quedó conforme con el diagnóstico de suicido efectuado por los investigaciones policiales y planteó, en estos dos años, que el caso fuera reabierto.

En mayo de este año, el nuevo Comando de la Jefatura de Policía de Montevideo, dirigido por el inspector Principal (R) Ricardo Bernal, decidió abrir la investigación y encomendó la tarea al jefe del Departamento de Operaciones Especiales (DOE), comisario inspector Roberto de los Santos.

En el complejo expediente también se analizan las muertes de Paradella y de un delincuente ocurridas dentro de la jurisdicción de la Seccional 17ma. El delincuente fue "ajusticiado" por un militar del Regimiento de Infantería No. 4.

Un sargento de dicha comisaría, que ayer declaraba ante el juez Vernazza, habría alterado la escena del crimen cometido por el militar para que la muerte del delincuente pareciera un ajuste de cuentas entre malvivientes.

Oriundo de Rivera, Luis Paulo Fernández siempre tuvo la fantasía de ingresar a la Policía.

No bebía. No se drogaba y no tenía deudas. Carecía de motivos para deprimirse. Ademas, poseía un elevado sentido de la honestidad.

Su madre, Olga Bazzán dijo que, unos tres meses antes de ser ultimado, lo vio abatido. Fernández le narró lo que ocurría en la comisaria.

Tambien le mencionó que si algún día no retornaba a las 10 de la mañana de la seccional, que se presentara ante la Justicia con el material que poseía el diskette y su agenda que se encontraba en un casillerro de la comisaría.

Las últimas semanas antes de morir, Fernández sintió mucho miedo. Se alteraba cada vez que sonaba el teléfono.

"Dormía a los pies de mi cama y con el arma debajo de la almohada. Sabía que lo podían matar en cualquier momento", explicó la madre del agente ultimado.

En esos días, Bazzán le planteó a su hijo que informara a la Justicia sobre el accionar delictivo de la mafia que operaba en la Seccional 17ma.

Pero el agente nunca concretó la denuncia, ya que los agentes corruptos lo habían amenazado con matar a su madre si se presentaba ante un magistrado.

Seccional con cuentas pendientes

El caso de Aurelia María Mateos Altezor (60) una abortera clandestina a investigarse el 16 de abril de 2001, a raíz de una denuncia de desaparición sobre Silvia Funes (26), una ciudadana argentina.

En noviembre de ese mismo año se descubrió el cuerpo de Funes enterrado a los fondos de una clínica clandestina en Pérez Montero y Gil en la zona de Piedras Blancas.

La joven había fallecido durante la intervención y Aurelia Mateos Altezor.

El magistrado resolvió la remisión del comisario al mando de la Seccional 17a. y de otro policía de la misma seccional por estar vinculados y recibir coimas de las clínicas clandestinas de la zona.

También fue remitido el jefe del Departamento de Orden Público de la Dirección de Investigaciones, de una sargento primero también de la Dirección de Investigaciones, y de un agente de la Seccional 18a. de Canelones.

Cortesia do El País.

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Caraio, véio!!!

Quarta-feira, Maio 30, 2007

Bu!

Estava devendo um retorno ao blog, mas não encontrava algum assunto que justificasse uma volta em grande estilo. Acho que meus heróicos leitores (caso existam) não iriam estar interessados em coisas do tipo “hoje eu redigi um texto de uma placa comemorativa”.

Ah, mas e o curso?
Corrido.

Pô, mas você não vai contar nada?
Apenas quando completar toda essa leva, até pra que a história narrada tenha um sentido de conclusão. Também não vou ficar aqui fofocando. What happens in Vegas, stays in Vegas. E isso vale pra sets de cinema também.

Enfim. Estava eu singrando os 7 mares da internet quando me deparei com algo deveras interessante.

AS 100 CENAS MAIS ASSUSTADORAS DE TODOS OS TEMPOS!!!

Ok, substitua a palavra “interessante” por “completamente babaca”. Porém imagine o tópico acima sendo narrado pelo Vincent Price. Viu como fica interessante?

Anyway, fiquei nesse site um bom tempinho. Tem coisas ali que eu nunca assisti e reconheço estar em dívida nesse aspecto. Tem cenas que eu nem lembro mais de ter assistido. Tem outras que eu relembrei enquanto lia. E tem aquelas que eu sei de cor e salteado (o monólogo de Quint sobre o Indianápolis em Tubarão, por exemplo).

Mas o mais bacana foi lembrar da primeira vez em que assisti essas cenas. Seja na TV ou em vídeo, sozinho ou acompanhado, fiquei recordando dos momentos que me marcaram, dos sustos, dos pulos na cadeira. E olha que não sou um puuuuta fã de terror. Mas quem nunca se reuniu com os amigos ou então com aquele tio mais bacana pra ver escondido essas pérolas? Apenas terror e pornô geram situações assim, gêneros malditos por natureza, graças ao bom Deus.

E querem saber? Podem ser que nem todos gostem de se assustar. Mas todos nós, sem exceção, gostamos de dar sustos. Chegar por trás daquele amigo(a) sem que ele(a) perceba e…

PA!

Tem coisa mais divertida?

Tá, sexo tântrico, com duas depravadas no cio deve ser mais divertido. Mas pregar sustos vem em segundo, combinado?

Sendo assim, eu resgatei na minha memória:

- A Volta dos Mortos-Vivos na casa do Renatinho, nós dois e o Tubão vendo aqueles zumbis berrando “cérebro!”… E rindo demais!

- Frankenstein, na Cultura, no festival de monstros clássicos da Universal, eu, meu irmão e meu tio de madrugada vendo Karloff, sendo que alguns foram vencidos pelo cansaço

- A primeira vez de Tubarão na TV (Supercine) e o mega-acontecimento que isso foi no Domba, quando todos os seres humanos masculinos e heteros com idade entre 7 e 14 anos daquela escola assistiram e tornaram o filme conversa obrigatória durante aquela semana

- Iluminado, vendo no vídeo em casa num sábado de manhã, num quarto branco e extremamente… er…. iluminado… e tomando um puta susto na hora que aparecem aquelas porras de meninas na frente do pivete. E mal sabia que ia ter pela frente REDRUM (até hoje eu lembro da minha expressão de choque quando descobri o que significava e como era simples ter matado essa)

- O poster recortado da Folha da Tarde para a estréia de Exorcista 3 em 90… o filme é uma bosta, mas o poster tá até hoje na minha gaveta, junto com vários outros (Recuerdos de Domba). E a cena da enfermeira eu não esperava..

- A vez que aluguei Poltergeist 1, 2 e 3 pra assistir tudo de uma vez (sim, esse eu NÃO vi no Supercine, sue me). Não conseguia deixar de reparar que eu estava vendo na TV um filme que faz você ter medo de assistir TV. E no 3 foi a primeira vez que tive contato com Lara Flynn Boyle (Twin Peaks, MIB 2, Jack Nicholson). Ah, e como posso deixar de fora uma das frases preferidas do Lemão na 7a. série (roubada do trailer do 3)? “Ele está de volta… para arrepiar seus cabelos!” Depois de ouvir isso sendo repetido pela ducentésima trigésima sétima vez elevada à décima nona potência, aí sim você vai começar a vislumbrar vagamente ao que estou me referindo

- “A Morte do Demônio? Nossa, vomitei vendo esse filme!” Isso foi dito por minha prima, então uma TARADA por filmes de terror (e uma das pessoas culpadas por eu gostar de cinema em geral). Sério, a menina sabia tudo sobre Freddie, Jason e o Alien. A Hora do Espanto era um filme obrigatório em nossas conversas. O primeiro Indiana Jones dela foi o Templo da Perdição. Lembro que pensei “porra, então esse Evil Dead eu tenho que ver!” E assim começou o meu culto particular a Sam Raimi

- Vendo A Troca com George C. Scott junto com a mesma prima em São José numa tarde de domingo. Foi tão noiado que a gente decidiu emendar com A Noviça Rebelde (minha primeira vez pra esse filme também) pra desestressar

- Um Lobisomem Americano em Londres, outra indicação da minha prima, pelo SBT. “E o que é aquilo ali?” E aí o bar pára

- Alien, também com minha prima em São José. Ela já tinha me contado o filme todo (sem brincadeira, TODAS AS CENAS MESMO!!!) e ainda assim eu fiquei assustado. Amei tanto aquele filme que no dia seguinte fiz minha tia alugar Aliens do Cameron (que eu também curti)

- A Hora do Pesadelo e Sexta-Feira 13, indicações da prima e assuntos obrigatórios para se relacionar com outros moleques na escola. Era mais simples bradar aos quatro cantos que aliens te abduziram e o violentaram em todos os seus orifícios do que admitir que não sabia quem eram os Srs. Voorhees e Krueger

- O Enigma de Outro Mundo, vendo com meu irmão e meu avô na praia, no Domingo Maior. Carpenter/Russel. O melhor da dupla. Até eu entrar em contato com Cobra Plissken.

- O único filme que até hoje me assusta? Exorcista. Aquele sangue na igreja sempre me deixa mal. Maldito Pazuzu.

Fora que a lista ainda põe filmes não de terror, mas com cenas assustadoras como o Chefão 2 (e o destino de Fredo) e Dumbo (!).

Hitchcock, De Palma, Kubrick, Scott, Buñuel, Spielberg, Romero, Boorman, Siegel, Carpenter, Reiner, Murnau, Kauffman, Craven, Argento, Browning, Landis, Friedkin, Raimi, Hooper, Demme, Singh, Boyle, Tarantino, Fincher, Polanski, Lynch, Coppola, Burton, Cronemberg, Whale, O’Bannon. Muita gente boa reunida com apenas um propósito: te pregar um susto.

E tem mané que acha isso gênero menor. Isso sim é que realmente me assusta.

http://www.retrocrush.com/scary/index.html

Terça-feira, Maio 22, 2007

Então...

Devido à correria do curso e do trampo, esse lugar aqui ficou meio abandonado. Isso será retificado.

Quinta-feira, Março 08, 2007

A Obscena E Aterradora Verdade Sobre As Mulheres

Ok, hj é o Dia Internacional da Mulher. Mas não vou ficar aqui mandando aquelas frases chavões "parabéns pelo seu dia", bla-bla-bla...

Primeiro porque a maioria de vcs já me confessou em diferentes ocasiões como odeia/despreza/tem horror a isso. Segundo pq acredito na igualdade entre os sexos e que um completa o outro: um tem a incrível capacidade que me intriga de lavar-e-passar (sério, invejo a destreza e coordenação necessárias para tal tarefa. não invejo o esforço, lógico). O outro consegue matar baratas.

Mas querem saber? Na verdade TODO dia é dia da Mulher. Isso é algo que todo homem no seu fundo, no seu íntimo, no seu âmago (gostaram, "âmago"?) sabe. Só assim pra justificar nossos comportamentos bizarros em relação a vocês. Só isso justifica noites mal dormidas, gastos com coisas que consideramos totalmente inúteis para a humanidade como flores e filmes do Hugh Grant, corridas impulsivas na chuva, feridas desnecessárias (decorrentes dos trupicões que tomamos quando corremos na chuva), corações partidos e remendados e macheza fora-de-hora.

Querem um exemplo? Normalmente não tentamos encarar nem uma velhinha de 69 anos, mas se um gorila vitaminado da facção "Ninja Assassinos da Nação Rubro-Negra" insultar uma de vcs, não pensamos duas vezes. Ainda mais sabendo que ao acordarmos paralizados da cintura pra baixo no hospital, ao menos vcs estarão lá, passsando a mão na nossa cabeça-oca. Ok, sabemos que é mais por um sentimento de pena/culpa e que na verdade vcs queriam eram estar nos esganando por bobagens desse tipo. Mas acha que a gente liga? O cafuné pós-trucidamento é tudo para nós.

A verdade é: vcs nos têm na palma das mãos. E, safadas, sabem disso, né? Taí pq a expressão "mulher de malandro" é uma mentira.

Anyway, queria homenagear vcs tb por algo estupidamente necessário para a manutenção da sanidade mental nesse nosso pequeno planetinha azul: a capacidade de rir e fazerem rir. Por tudo que falei, e principalmente por isso, é que eu amo vocês.

Leiam tb a homenagem do Kibe Loco a vcs (www.kibeloco.com.br - o tópico é
Mulheres). É comprido, mas prazeroso ;-)

E continuem assim. Maravilhosas assim.

Terça-feira, Março 06, 2007

Novo Dicionário Muderrrno

Você já teve aqueles dias em que não conseguia mais entender o que acontecia à sua volta? Principalmente aquilo que era falado? Ignorava gemidos cálidos? Tratava sussuros ao pé da orelha como se fossem piadas regurgitadas do Tiririca? Não se tocava que aquele ser fenomenal que conversava contigo queria dizer alguma coisa além de "olá, minha vó é de Aracaju" ao tocar seguidas vezes em suas partes pudendas?

Se esse for seu caso, DESESPERE-SE, você É um mané!

Para todas as outras pessoas que não são casos perdidos, apresento o Novo Dicionário Muderrrno. Sem revisões ou ampliações, afinal sou completo e nunca erro.

O Novo Dicionário Muderrrno veio facilitar a vida de todos aqueles que se embananam com conversas de sexo e com o sexo das conversas. Exemplo: se você, por uma dessas insólitas ocorrências da vida, está em um frigorífico e alguém lhe diz, “puxa, está calor, hein?”, esse cara na verdade quer dizer “vamos transar”. Já se você está em sua casa, em temperatura ambiente, e a mesma frase vem à tona, isso só pode significar “vamos transar AGORA!!!”. Obviamente que se você estiver em plena Marquês de Sapucaí, 50 graus à sombra, no desfile da Mangueira, à sua volta aquele bando de gente suada, melecada, imitando o Jamelão, e você escuta o mesmo comentário, shame on you… Afinal, essa é a maneira polida de dizer “PORRA, como assim a gente AINDA não meteu??!!??”.

A seguir, mais exemplos contidos neste que já é tido como o mais revolucionário meio de auxílio para o sexo. Mesmo que seja como calço da mesa onde vocês vão fazer aquilo que nem as quatro paredes de seu quarto suportariam testemunhar: o almoço.

(Em ordem alfabética, para seu maior prazer)

Agilizar a bagaça aí
1. Em tese, desempenhar uma função de maneira rápida e eficiente. Na prática, o ato consiste em bagunçar uma fila de votação, fazendo com que pessoas votem sem comprovar que estiveram lá, outros votem duas, até três vezes, e alguns nem votem, promovendo assim total anarquia e jogando a eficiência e a rapidez na lata do lixo. Tal frase geralmente é dita pelo autor da idéia após sua eventual expulsão do recinto, indignado pelo fato dos responsáveis não terem compreendido seu plano para “agilizar a bagaça aí”.
2. “Vamos logo com essa porra!”

Bauerizar
1. Dar um trato de maneira definitiva em uma pessoa de um jeito pra lá de canalha.
2. Sexo sado-masô. E põe sado-masô nisso. Geralmente, o orgasmo deflagra a explosão de uma bomba de 100 megatons. Os sobreviventes de tal empreitada tornaram-se caso de estudo, gerando diversas teses de pesquisa e personagens de novella interpretados pelo José Mayer.

Cheio de gente bonita e interessante
1. Na lingua de Alexandre Frota, lugar legal, bacana.
2. Na mente de Alexandre Frota, “vou meter a rodo”.

Encavalou
1. Quando uma coisa trava, enganchando em outra. Geralmente é uma cadeira travada em uma carteira escolar, o que faz com que um pequeno mancebo berre a plenos pulmões essa expressão. Nesse momento, é de bom tom a pessoa mais próxima inserir o objeto que estiver à mão na cavidade anal do “Zé Gritão”, mesmo que tal objeto seja um Boeing 737.
2. Algo doloroso demais pra relatar aqui. Digamos que as pessoas que passam por tal experiência nunca mais discutem a possibilidade de uma transa utilizando um funil, 3 litros de mel, duas pacas e um apito.

Fubá
1. Expressão gerada em momento de descontrole mental, quando ao invés de dizer “ai, fudeu”, quase diz “ai, fudida”, parando no “fu”, percebendo a cagada que ia soltando e reparando de maneira insólita com um “bá”. Não diz nada sobre o mundo, mas diz tudo sobre a pessoa que a concebeu.
2. Deve ter algo a ver com sexo também, certeza. Mas o criador desse dicionário teme que a descoberta desse significado arruine seu equilíbrio mental, tornando-o permanentemente traumatizado.

O Tu entrou
1. Pessoa desagradável e grudenta, que ainda por cima costuma espancar a lingual portuguesa, acaba de aparecer no MSN.
2. Tão óbvio, né?

Rola um peixe
1. Sexo
2. Sexo
3. Sexo
4. Já disse que isso significa sexo?

Stéverday
1. Yesterday dos Beatles cantada por quem não sabe nada de inglês.
2. Perversão banida do Kama Sutra, envolvendo duas cobras, uma matilha de cães selvagens, um saca-rolhas, três latas de lentilhas semi-abertas e o Alexandre Frota, tudo isso enquanto mantém uma posição da flor de lotus entoando um cântico zen.

Um pênis atrás de você
1. Isso significa que um ator da peça “Diálogos do Pênis” está almoçando bem atrás de você. Apenas isso.
2. Ok, a descrição literal da frase também existe, porém não se emprega em relação ao compilador deste dicionário (isto é, EU!).

Espero que este dicionário consiga sanar diversas dúvidas em relação às frases que fazem parte do vocabulário cotidiano das pessoas descoladas e influentes que circulam pelo mundinho “in”.

E espero que determinadas pessoas pensem duas vezes antes de abrirem a boca perto da minha pessoa. Caso contrário, a probabilidade de ampliarem os verbetes deste dicionário aumenta exponencialmente.

Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

Enterrado por Baratas - Uma situação constrangedora e, ainda bem, imaginária inspirada por devaneios de uma ruiva e imprudências de um gordo

Estava eu conversando com Vanessa sobre o trampo novo (sim, estou empregado) e contei a ela sobre a vez que voltei a pé do lugar. Para quem não sabe, a agência em que trabalho fica na Oscar Freire. Eu moro na Monte Alegre. Exatos 60 minutos de caminhada, passando pela Paulista, Dr. Arnaldo e Cardoso de Almeida. Ao menos auxilia a perder peso...

No caminho, passando pelos cemitérios em frente às Clínicas, deparo-me com vários espécimes da ordem Blattodea. Sim, amiguinhos, Periplaneta americana.

Baratas.

Muitas baratas.

Aparentemente, aquela região é infestada por esses pequeninos seres rastejantes (Ah, sim, pelos voadores também). Tanto que a Van, uma confessa e ardorosa fã dos meigos bichinhos, me contou que conseguia ver do carro as cascudas literalmente subindo pelas paredes branco-gelo do Araçá. Bom, ao menos isso explica relatos de uma doidivana em transe berrando palavras sem nexo nas proximidades daquele cemitério. Se não me engano, já virou lenda urbana, “A Ruiva Berradeira”.

Porém, divago. Ao citar sobre meu encontro com os adoráveis animais, Vanessa entrou num assustador surto tragicômico-criativo. Ela EXIGIU que eu não fizesse mais esse caminho. “Por que?”, perguntei eu na minha santa ingenuidade.

“Porque as baratas vão te levar e fazer coisas com você no cemitério.”

Ok. Pausa para pensar.

Que diabos ela quis dizer com isso. Eu vou ser estrupado pelas ditas, é isso?

“Elas vão te levar e vão te enterrar lá!”

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E eu fico imaginando um rapaz, voltando de um árduo dia de trabalho andando pelo local. Ele não vê a hora de chegar em casa para finalmente matar sua fome. Quem mandou ficar até tarde?

Mesmo assim, decide ir à pé para sua casa, um longo trajeto. Ao menos pode apreciar o cotidiano urbano da noite paulistana. Adora andar, esse pobre coitado, sempre foi assim.

Região dos cemitérios na Dr. Arnaldo, em frente às Clínicas. Meio mórbido, né? Uma tiazinha improvisou uma moradia ali na parede. Ela tá cercada por cachorros? Vixe, é uma porrada deles! Cão filhadaputa, sai de cima, não quero te virar uma bica! Só comigo mesmo...

Por um momento o rapaz vislumbra a face da tiazinha. Putz, ela tem barba! O olhar da pobre mendiga o alerta. Um frio na espinha. Ah, deixa de frescura. É apenas a chuva.

Continua a andar, mas não tira da cabeça a tiazinha olhando pra ele. Aquele olhar... me fez sentir como... sei lå... to me sentindo como os caras do Lobisomem Americano em Londres, na hora que eles entram no bar e todo mundo pára pra olhar... Ah, deixa de pensar bobagem, vai...

Conforme vai andando, passa pelas bancas de flores. E quando acabam todos os boxes, resta apenas ele e uma parede branca. Nenhuma alma, tirando a dele. Até mesmo os carros evitam a faixa mais próxima. Quando está chegando na Cardoso, vê algo no chão. Uma barata.

Sem pensar, o rapaz automaticamente a esmaga sob seus pés. E o calafrio retorna. Olha pra trás. Nada. Pra frente. Nada. Sem carros, ônibus ou pessoas.

Mas ele não desconfiava que haviam testemunhas de seu crime. Testemunhas vingativas que vivem à espreita de mais uma vítima que ouse adentrar seus domínios. E que estão estupefatas pelo fato deste homem ter assassinado uma de suas companheiras.

Ele continua andando. A rua está escura. De repente, algo vem em sua direção. Do bueiro ao lado, outra barata aparece. Saco. Decide ignorar e apertar o passo. Se ele for começar a matar toda barata de São Paulo, vai passar a noite dançando flamenco. Continua sua caminhada. Da parede ao lado, outra cascuda, muito maior. Do chão de terra ao lado, outra. Para todo lugar que olha, baratas.

Ele se sente mal. Decide correr. Não é medo, ele pensa, apenas não quero ficar aqui com esses bichos nojentos. E quanto mais ele corre, mais vão surgindo. Essa cidade está tomada pela baratas, caralho!!

É quando surge o ataque aéreo. Em um audacioso rasante, um exemplar voador do inseto em questão executa uma manobra kamikase em direção a seu rosto. O rapaz esquiva, porém perde o equilíbrio.

O que se segue é por demais estranho e nojento demais para entrar em detalhes. Basta dizer que, de alguma forma, os insetos conseguem carregá-lo por uma fresta para dentro do cemitério. Ali, junto dos túmulos e vasos de bronze, ele encontrará seu destino.

Seria alucinação? Ele jura que poderia escutar naquele zumbido algo mais como se fossem... risadas? Ao menos em Joe e as Baratas elas cantavam Moon River. Aqui...

Os insetos se juntam. Ele, paralisado pelo medo, vê quando elas começam a andar por entre roupas largadas no chão. Ele nota que ali também tem uma camisinha usada – blergh – e... Não!

As baratas erguem do chão um enorme... Putz, eu não acredito que eu tô vendo isso... Não pode ser... Perai, ela não vão tentar ligar...

Elas ligaram.

Tal cena é o bastante para que um jorro de adrenalina o desperte. Ao menos sua homofobia presta para alguma coisa. Ele se levanta e vai em direção aos pequenos monstros sodomitas. Bica o portentoso e vibrante aparelho fálico, tirando essa ameaça de sua frente (e de seu traseiro, principalmente). Começa a fugir. Ele não é louco de encarar as malditas em seu território. Isso não vai acabaaaaaa.....

O chão some apenas para aparecer logo depois. Aquele cheiro de terra molhada. Não! Isso não! Um de seus pesadelos se realiza. Ele precisa sair o quanto antes dessa cova.

Tarde demais. As risadinhas na beira do buraco sinalizam que suas algozes já chegaram. Eu não acredito que vou ser currado por baratas no cemitério do Araçá!

Mas a diversão delas é outra. Com suas patinhas, esse exército começa a velozmente jogar terra para dentro da cova. O rapaz tenta fugir, mas a terra caindo no rosto e as encostas molhadas e escorregadias não o deixam executar tal manobra. Sem forças, ele se agarra apenas à vã esperança de que talvez alguém possa ter visto sua abdução.

É quando se lembra do olhar da mendiga. Ele se resigna e aceita. Enterrado por baratas. Existem finais piores. E elas se certificam disso quando mergulham no fúnebre poço acompanhadas pelo pingolim elétrico do terror.

Domingo, Janeiro 14, 2007

Pra ser um cara legal

Eu queria ser jogador de futebol.
Eu queria ser diretor de cinema.
Eu queria ser publicitário.
Eu queria ser o Super-Homem.
Eu queria ser escritor.
Eu queria ser vocalista de uma banda de rock.
Eu queria ser guitarrista.
Eu queria ser roteirista do Saturday Night Live.
Eu queria ser capaz de ter beijado todas as mulheres que um dia amei.
Eu queria ser alguém que nunca deixasse os amigos na mão.
Eu queria ser astronauta.
Eu queria ser um líder.
Eu queria ser o Michael Jordan.
Eu queria ser um bêbado divertido.
Eu queria ser técnico de futebol.
Eu queria ser jornalista pra Rolling Stone.
Eu queria ser DJ.
Eu queria ser roteirista de quadrinhos.
Eu queria ser grande.
Eu queria ser adolescente.
Eu queria ser homem feito.
Eu queria ser criança de novo.
Eu queria ser o filho perfeito.
Eu queria ser um dia o pai perfeito.
Eu queria ser um herói.
Eu queria ser um inventor.
Eu queria ser o homem da vida da mulher da minha vida.
Eu queria ser perdoado.
Eu queria ser o Jack Bauer.
Eu queria ser o Chandler.
Eu queria ser comediante.
Eu queria ser piloto de avião.
Eu queria ser mochileiro.
Eu queria ser biliardário.
Eu queria ser presidente.
Eu queria ser arqueólogo - Não, eu queria ser mesmo o Indiana Jones.
Eu queria ser o Han Solo.
Eu queria ser o Harrison Ford.
Eu queria ser a alegria da festa.
Eu queria ser o rei da bosta.
Eu queria ser o dono da bola.
Eu queria ser um irmão para meus amigos.
Eu queria ser um amigo para meu irmão.
Eu queria ser o Lemão.
Eu queria ser o Lu.
Eu queria ser cara-de-pau.
Eu queria ser corajoso.
Eu queria ser indispensável.

Eu queria ser um cara legal.

Mas só consegui ser apenas eu.

-.-.-.-.-.-.-.-.-.-

Aí, direto da Austrália, Lemão aparece no MSN. Com microfone, ainda por cima.

Foi bom escutar a voz daquele anormal. Lembrei dos papos que tínhamos nas escadas do Domba e na sala da casa dele. Por mais diferente que fôssemos em tudo, o espírito era o mesmo. A vontade de algo mais, de dizer "porra, olha só o que eu fiz". Aquilo que levou ele pra Austrália e eu pra São Paulo. A crença nos sonhos. Heh, dois daydreamers, ai ai ai...

Sim, diferentes. E mesmo assim iguais. A foto abaixo não me deixa mentir.


O fato de não termos combinado isso é o que mais me assusta.

-.-.-.-.-.

E aí, olhando pra essa foto, me dei conta que eu sou um cara legal.

PS: Lemão, Má e Van, valeu por abrirem meus olhos.

Sexta-feira, Janeiro 05, 2007

Agora, os filmes

Continuando com listas – e aproveitando que o Globo de Ouro e as indicações para o Oscar estão dobrando a esquina – aí vão os 10 melhores filmes que vi no cinema em 2006.

10. Munique
É de 2005, mas só passou no Brasil no início do ano passado. Grande trabalho de Spielberg, mais encorpado que Guerra dos Mundos e Terminal (embora este seja um filme melhor). Juntos, os três filmes são conhecidos como a “Trilogia Bush”, observações do diretor sobre o modo de vida americano pós-11 de setembro e sob a guarda dos falcões. Vale lembrar que Geoffrey Rush, Ciaran Hinds, Matthieu Kassovitz, Daniel Craig e principalmente Michael Lonsdale estão excelentes.

9. X-Men: O Confronto Final
Brett Ratner consegue de novo. Quando ele foi contratado para refilmar Manhunt de Michael Mann e assim realizar o primeiro capítulo da saga de Hannibal Lecter com Anthony Hopkins, achei que ia ficar uma droga. Ficou BEM melhor que Hannibal de Ridley – o mestre – Scott. Agora, ele pegou o super-rojão X3 (Bryan Singer largou tudo pra fazer Superman, Matthew Vaughn puxou o carro pra fazer Stardust) na última hora e entregou uma conclusão razoável pra saga, embora calcada na pancadaria. Aliás, ele conseguiu fazer coisas ali que ninguém nos quadrinhos – nem mesmo Grant Morrisson – teve culhão pra fazer.

8. V de Vingança
Falando em cojones, o prêmio Big Balls do ano tem que ir pros Irmãos Wachowski, Joel Silver e o estúdio Warner Bros. Um filme cujo herói é um terrorista? E que a gente torce pro plano do cara dar certo? E ele é feito por Hugo “Mr. Smith” Weaving, que não mostra a cara nem um segundo e carrega o filme inteiro? Fora isso, a melhor adaptação de uma obra de Alan Moore pro cinema, embora ele tenha reclamado porque modificaram (um pouco, devo adicionar) a história. Alan, ficou bom, larga mão de ser chato!

7. O Plano Perfeito
Spike Lee fazendo um filme de roubo. Com Denzel Washington, a melhor dicção do cinema americano. E com o ultracool Clive Owen. Tenso, divertido e surpreendente. Vale a pena ver e rever. Falar mais é estragar o filme.

6. Piratas do Caribe 2 – O Baú da Morte
Chamaram de idiota. De almoço requentado. De desperdício de película. Pra mim, foi tudo o que o primeiro deveria ter sido. Sério. Sempre achei o filme original chatinho, a não ser quando Johnny Depp estava em cena. Já esse não. O filme não pára um minuto e quando acaba, você xinga os realizadores porque a terceira parte está a um ano de distância.

5. O Labirinto do Fauno
Filme mexicano rodado na Espanha com dinheiro americano. Da trinca dos diretores que Hollywood importou do México, Guillermo Del Toro é o que mais me chama atenção. Enquanto a crítica e o povo cult baba ovo pro Iñárritu e pro Cuarón, Del Toro emenda um filme bacana (Blade 2) com outro genial (Hellboy) e por fim com uma obra-prima (Labirinto). Um dos filmes mais bonitos – e ao mesmo tempo terríveis – do ano. Cuidado, a canção de ninar não vai sair da sua cabeça.

4. Fonte da Vida
Ok, tô quebrando a cabeça com esse filme até agora. Uma coisa entendi: é fantástico. É avassalador. Rachel Weisz está bem. Mas é Hugh Jackman que prova que pode fazer qualquer coisa que quiser. Digo e repito: Hugh Jackman é um dos melhores atores em atividade atualmente. Veja o filme e comprove. E se entender completamente, me explica, faz favor.

3. Os Infiltrados
Martin Scorsese + Leonardo Di Caprio + Matt Damon + Jack Nicholson + Martin Sheen + Alec Baldwin + Mark Wahlberg + filme de máfia + I´m Shipping Up to Boston com Dropkick Murphys + edição da Thelma Schoomaker = repetidas idas ao cinema.

2. Superman – O Retorno
Já falei aqui e aqui sobre o filme, inclusive que virei um moleque de seis anos de idade ao assistí-lo. E dane-se quem não gostou: É LE-GAL!!!!

And the winner is...

1. Clerks 2
Ok, não é surpresa nenhuma, basta ver este post aqui. O caso é que revi o filme esses dias e o impacto continua o mesmo. Pior: já decorei falas (as que avacalham Senhor dos Anéis e os Transformers são geniais). Kevin Smith é gênio. É por essas e outras que o cara é chamado pra participar de Duro de Matar 4. O quê, vai dizer que você não gostaria de ver John McClane em ação ao vivo e a cores?

Bom ano pra vocês galera!
Abraços

PS: Sim, hoje é meu aniversário. Sim, estou fazendo 30 anos. Não, velho é a @#$%!

Terça-feira, Dezembro 26, 2006

2006 - As Músicas

Mais uma vez, lá vou eu com uma tosca lista de músicas que fizeram meu ano.

Internacionais

1. City Of Blinding Lights – U2
2. All I Want Is You – U2

A abertura e o encerramento do segundo show do U2 em Sampa. Consegui o ingresso (e uma carona) com o Moneda no dia da despedida da Joy, encontrei o Ed lá, a Lu nos encontrou e assistiu junto com a gente, liguei pra Rê, pra Má e pra Van de lá, arrumei um pôster pro meu irmão... E essas músicas não saem da minha cabeça.

3. Let My Love Open The Door – Pete Townshend


4. Hung Up – Madonna

5. You Have Killed Me – Morrissey

6. Fix You – Coldplay
Uma das músicas mais lindas que já escutei em toda minha vida e que me diz muito.
"Lights will guide you home and ignite your bones and I will try to fix you".

7. Make Me Pure – Robbie Williams

8. Leaving New York – R.E.M.
Toda vez que escuto, lembro do que deixei pra trás esse ano...

9. Beautiful – Moby
Tocante escutar essa música dentro do metrô de São Paulo vendo o carinho de uma mãe para com o filho.

10. World Wide Suicide – Pearl Jam
E depois do show de 2005, eles lançaram disco novo. Será que a volta ao Brasil vai demorar?

11. Neighbourhood #1 (Tunnels) – The Arcade Fire
Uma das músicas que escutava todo dia indo pra AIC. “Then I build a tunnel from my window to yours”.

12. I Bet You Look Good On The Dancefloor – The Arctic Monkeys
13. Do You Want To? – Franz Ferdinand
Essas duas e muitas outras rolaram numa noitada histórica no Outs (e outros lugares, hehehe). Pra mim, a Outs é a casa noturna com o melhor som de Sampa. Bônus pra do Franz, afinal vi os caras abrindo pro U2 - e eles ainda voltaram e tocaram aqui do lado de casa!

14. The Rescue – American Hi-Fi
Ei, depois que toca no trailer do Superman, lógico que eu ia pôr esse som aqui.

15. Let´s See Action – The Who & Eddie Vedder
Música que encerra o “Menu de Hoje: Um Making Of”, para muitos o melhor filme feito na AIC. Será?

16. All About Loving You – Bon Jovi
17. Misunderstood – Bon Jovi

Na metade do ano, entrei num total descontrole e comecei a escutar Bon Jovi pra lá e pra cá. O resultado taí, essas duas músicas entraram. Mas quer saber? Bon Jovi é LE-GAL!

18. The Lovers That Never Were – Paul McCartney
Esse som meio desconhecido do Macca ele compôs com o Elvis Costello. E é triiiiste...

19. You´re Still The One – Shania Twain
Quase na mesma época que escutava Bon Jovi, comecei a escutar esse som também. Ok, minha cota de breguice esse ano foi pra casa do chapéu...

20. Original Fire – Audioslave

21. Rusty Cage – Johnny Cash

22. ABC – Jackson 5
23. 1979 – The Smashing Pumpkins
24. Everything – Alanis Morissette
Essas três últimas músicas tocam em Clerks 2,
o melhor filme que vi esse ano. Todas elas tocam em determinadas cenas que dizem muito pra mim. E Everything é um puta petardo emocional, de rachar o coração. Quer ver? "You see everything, you see every part, you see all my light and you love my dark".


25. I´m Shipping Up To Boston – The Dropkick Murphys
Uma banda punk irlandesa de Boston. Só mesmo Scorsese pra descobrir isso. Os Infiltrados é legal pra caralho – e essa música também!

26. Rebellion (Lies) – The Arcade Fire
Essa música não sai da minha cabeça. “Every time you close your eyes, lies, lies”.

27. We´ll Meet Again – Johnny Cash
O encerramento de “Z de Zumbi”. Desde o início quis homenagear “Dr. Fantástico” no final. Consegui. O Ebert sacou.

28. Daydream Believer – The Monkees
29. Perfect Situation – Weezer

Musiquinha perfeita pra se deprimir. “All I have to do is swing and I´m a hero. But I´m a zero”. Down, down, down.

30. Window In The Skies – U2
Quando eu não imaginava que ia escutar mais um som que marcasse 2006, eis que surge Bono e sua gangue. Ouvindo sem parar agora. Provavelmente vou ficar um bom tempo fazendo isso.
"Oh can’t you see what love has done to every broken heart".

-.-.-.-.-.-.-.-


Nacionais

1. Changes – Seu Jorge
Essa significou muito esse ano pra mim.

2. São Paulo, São Paulo – Premê
A música que mais tem a cara de Sampa. Esquece a do Caetano. Esquece a Paulistana. É essa aqui. E apesar de ser uma gozação, “é sempre lindo andar na cidade de São Paulo”.

3. É Isso Aí – Ana Carolina e Seu Jorge

4. Old Friend – Renato Russo
Parte integrante da coletânea “
O PIOR CD DE DIA DOS NAMORADOS EVER
".

5. Sentimental – Los Hermanos
Vi um show dos caras esse ano com a Van, a Má e a Giulia. Por incrível que pareça, meu irmão (ele que “aaaama” Los Hermanos) tava no recinto – a Pu que carregou ele pra lá. Mais incrível ainda: o Demônio tava lá. E me pediu pra não falara pra ninguém que tinha visto o cara ali. Quanto ao show, foi foda, Campinas ama os caras e, ao que parece, a recíproca é mútua (o mosh do Rodrigo foi uma das imagens que sempre vou levar comigo). E essa música em si, é pra acabar com qualquer um. Como diz a Giu, quando toca essa, todos os casais que estão brigados, voltam a ficar juntos. “Eu só aceito a condição de ter você só pra mim”.

6. Amor I Love You – Marisa Monte
7. O Que Me Importa – Marisa Monte / Ira
Voltei a escutar o “Memórias...” da Marisa. E eu gosto dessas músicas. “O Que Me Importa” escutei muito também com o Ira.

8. Antes Que Seja Tarde (Acústico) – Pato Fu

9. Seguindo Estrelas – Os Paralamas do Sucesso

10. Livre Outra Vez – Rita Lee
Outra que resgatei do fundo do baú. Titia Rita sempre cantou pra mim.


Pois é, mais um ano que se foi... Espero que o próximo seja melhor, com menos neuras... PLEASE!!!

Terça-feira, Dezembro 12, 2006

Acabo de descobrir que fui assassinado!!!

Fuçando na internet, me deparo com uma nota de um jornal uruguaio. Qual não é minha surpresa ao descobrir que fui assassinado há mais de um ano atrás em Montevidéu!!!

"El punto sobre el que gira la trágica historia es la declaración que pensaba prestar la víctima en torno al asesinato de Marcelo Paradella, un joven que fue confundido con un rapiñero, baleado y asesinado por un compañero de comisaría de Fernández. Para cubrir el crimen por error, el policía le colocó un arma en la mano para simular un enfrentamiento armado."

Abaixo o link para a notícia inteira:
http://www.montevideo.com.uy/imprimir_21784_1.html

Medo...

Terça-feira, Novembro 21, 2006

Se

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar — sem que a isso só te atires;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais — tu serás um homem, ó meu filho!


de Rudyard Kipling
traduzido por Guilherme de Almeida

-.-.-.-.-.

Li esse texto uns 15 anos atrás numa hq do Flash. Relendo hoje, significa muito mais pra mim do que naquela época.
Precisava de algo assim hoje. Algo pra dar moral. Pra me por lá em cima. Pra me recuperar. Pra dar direção.

Ainda bem que consegui esse texto do Kipling. A alternativa xexelenta seria seguir o lema de Jean-Claude Van Damme, "Retroceder nunca, render-se jamais".

Mas quer saber?
Também é um bom lema.

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

Sexta-feira eu fui ao cinema pra rir e acabei chorando

Pergunta: Como fazer para manter a objetividade após ter visto o melhor filme do ano?
Resposta: Não dá.

****

No dia 20 de outubro, começou a 30ª. Mostra Internacional de Cinema de SP, evento que traz uma leva de filmes de vários países, realiza retrospectos de algumas temáticas e serve como premiere para filmes brasileiros e estrangeiros. Como estudante de cinema, senti-me na obrigação de comparecer.

Na sexta à tarde, A Última Noite, novo do Robert Altman, engraçadíssimo. No sábado, Os Infiltrados, novo do Scorsese com um mega-elenco, sanguinário, pesado e mau (e, por isso mesmo, bom!).

Entre essas duas sessões, consegui abrir uma brecha pra ir ver Clerks 2, à meia-noite (ou 23:59 de sexta, como está no ingresso).

Quem me conhece, sabe que sou um fã ardoroso de Kevin Smith e seus deliciosos personagens, Jay, Silent Bob, Brodie Bruce, Dante e Randall. Alguns posts abaixo, vocês podem até ver a divulgação do mesmo Clerks 2 que incluí neste blog.

Louco para saber o que acontece agora com alguns desses personagens e sabendo que o filme ainda não tem distribuidora no Brasil, comprei o ingresso. “Pode ser bem bobo, mas ao menos será como rever velhos amigos”, pensava. Lógico, eu sabia que o filme tinha sido ovacionado de pé por 8 minutos em Cannes, mas achava que a sessão tinha mais fã que cinéfilo.

Ledo engano, amiguinhos.

Durante uma hora e meia, não apenas me diverti, mas me DIVERTI. Sabe aquele prazer que a gente tem quando vê um puta filme? E quer falar com os amigos, comentar, ficar horas e horas lembrando de cenas e piadas? Mais ou menos quando você assiste A Última Despedida de Solteiro pela primeira vez?

Pois é.

Nesses 90 minutos, o filme:
a) começa com uma cena tão chocante quanto o assassinato de David Palmer no início da 5ª. temporada de 24 Horas;
b) descarrega uma tonelada de novas piadas, tão ou mais pesadas quanto no primeiro Balconista;
c) dá a oportunidade para Jeff Anderson realizar uma atuação à altura de Jason Lee em Barrados no Shopping (Randall rlz!);
d) faz com que você se apaixone fácil, fácil pela Rosario Dawson (se em MIB 2 ela estava linda e em Sin City gostosíssima, em Clerks 2 ela mostra, mais do que tudo, coração – e ter coração é essencial, ao menos na minha opinião);
e) te apresenta ao conceito de Interspecies Erotica (a homenagem de Smith a Rick Gassko, o personagem mais legal de Tom Hanks);
f) faz você chorar.

Sim, admito, o filme me pegou de jeito. Bateu fundo e me deixou mal. Ao ver Clerks 2, lembrei dos meus amigos e dos sonhos que tínhamos. De como nos divertíamos, sem notar que a vida estava passando em frente dos nossos olhos e que aqueles momentos definiriam nosso futuro ou ao menos serviriam como uma boa lembrança.

Também me fez rever alguns conceitos que tinha em relação a pessoas e como me sentia sobre determinadas situações. A trilha sonora também colaborou muito pra isso (ABC com os Jacksons! 1979 com Smashing Pumpkins!!).

É um filme sobre despedidas. Sobre recomeços. Sobre amizade. Sobre amor. E sobre achar o seu lugar, mesmo que seja medíocre e ridículo e sem qualquer pretensão. Mas ao menos, é SEU!

Acima de tudo, é um filme com alma, com coração.

Melhor filme do ano. Sem brincadeira.

Se tiver a chance de assisti-lo, faça isso. Mas não como eu, que vi sozinho, cercado por completos estranhos. Veja com as pessoas que significam muito pra você. Porque em cada cena, em cada fotograma, esse filme vai te lembrar a razão pela qual você as ama.

Pode acreditar.

Quinta-feira, Agosto 03, 2006

Eu & Os Spams Que Me Infernizam

Alguém lá em cima NÃO gosta de mim. Ou não vai muito com a minha cara.

E quando digo lá em cima, não estou dizendo no céu. É mais no alto da cadeia de comando responsável pela promoção de produtos via Internet, os famosos spams.

Já virou moda receber os mais anormais e-mails implorando para que eu compre o mais recente lançamento de determinada empresa. Alguns são até interessantes. Tanto que até retiro da minha lista de anti-spam.

Mas daí a sujar meu bom-nome vai uma larga distância.

Dá uma olhada no que ando recebendo:

* “Você sente-se tímido devido à sua inabilidade em conseguir algo mais do que uma semi-ereção?” (Mas que corno!!!! Vem falar isso na minha cara, miserável!!!)

* “Tome um antes de ir pra cama e você sera capaz de mostrar o paraíso para seu docinho” (Paraíso??? Docinho??)

* “Amplie sua hombridade para níveis impressionantes! Tudo o que um homem de verdade quer!” (Ah, então macho que é macho é brocha??)

* “Faça os outros homens te invejarem e as mulheres te adorarem.” (Não preciso de remedinho pra isso, é de nascença mesmo...)

* “Impressione sua garota com dureza prolongada, muitas explosões e duração aumentada.” (Perder todo o seu dinheiro também deixa prolongadamente duro e sujeito a explosões emocionais a toda hora. E claro, essa zica dura, dura, dura...)

* “Caro cliente...” (Pode? Já vem e chama de cliente!!!)

* “Seja o MAIOR de todos os nossos clientes. (hohoho, trocadálio do carilho...)

* “Médico iraniano recomenda.” (Iraniano? É, eles realmente estão na vanguarda da revolução sexual...)

* “Cuidado, aí vem o El Nino!” (Sensacional! Eu devia comprar o produto só por causa dessa chamada!)

* “Prece urgente respondida.” (Credo. Neguinho vai queimar no inferno por isso.)

* “Eu usei e sou o melhor amante da minha mulher agora!” (Melhor? Significa que tem outros? Puxa, esse sim é um casamento liberal...)

* “84% das mulheres acreditam que os braúlios de seus maridos sejam muito pequenos.” (Mesmo assim isso não foi obstáculo para a superpopulação do planeta.)

Fora os ditados e textos bizarríssimos nos corpos dos e-mails:

* “Nunca ponha sua língua num iceberg.” (Quê?)

* “Muito cacique pra pouco índio.” (Esse eu até usava.... até sair de moda cinco anos atrás.)

* “Mais tarde, em sua última batalha, Smaug destruiu as moradias dos homens de Esgaroth.” (Que que é isso, cara??? Tu fumou essa porra, fala a verdade?)

* “First things first.” (Essa não tinha como traduzir. Apareceu até em filme do James Bond. Que tosco!)

* “O Deus da Batalha quer desse jeito.” (Medo. Muito medo.)

* “Tá, como se fôssemos esquecer de trazer uma pá.” (Goodfellas totaaaaaalll!!!)

* “O que vem agora, Jim?” (Sim, Jim, o QUÊ vem agora?)

Quer saber? Kristi (nome de piranha), Fertility R. Annabel (hahahaha), Angie, Wade, Drago (volta pro Rocky IV, fio), Francesca, Sharlene, Linn, Sarah, Louelle, bundoora, Krystal, seus traficantes de Cialis e Viagra do inferno, sugiro que vocês peguem seus remedinhos, suas bolsas Louis Vutton e Rolex falsos e acomodem-nos naquele especial lugarzinho onde o sol não brilha. Isso. Lá. Nos seus.


“Vergonha de sexo?” Não. Vergonha é vocês ficarem me passando essas #$%&@, cambadas de #$%#$¨#$!!!

Quinta-feira, Julho 20, 2006

Back!

Clerks II - July 21, 2006

Clerks II - July 21, 2006

Domingo, Julho 16, 2006

Superman Returns...

... e eu voltei a ter 6 anos de idade!

Segunda-feira, Junho 12, 2006

O PIOR CD DE DIA DOS NAMORADOS... EVER!!!

O sujeito que cria uma data específica pra vender cartão e estimular o comércio de produtos merece queimar no inferno, junto com Átila, o Huno, Napoleão e o criador de Temptation Island.
Esse "criativo" cidadão deveras não pensa nas outras pessoas a não ser em si mesmo. Deve ser um cara que vive com os pais e nunca briga, possui uma incrível namorada e por aí vai.
Agora, quem briga com os pais, que não tem um deles ou quem está sozinho, deve achar dia dos pais, das mães ou dos namorados algo feito especificamente para simbolizar o pisoteamento do testículo esquerdo.

Para os solitários de plantão (como eu), fica a sugestão de queimar um CD com as músicas citadas abaixo. Depois é escutar no escuro do quarto, debaixo do cobertor, chorando copiosamente, gemendo e rangendo os dentes, tudo em posição fetal. Uma experiência assaz interessante.

-.-.-.-.-.

You're Nobody 'Til Somebody Loves You - Frank Sinatra
Pra começar fudendo e te deixando mal

Trouble (acoustic) - Coldplay
"I never meant to do you harm". Triste, né?

Such Great Heights - Iron and Wine
Da trilha de Hora de Voltar

What Ever Happened? - The Strokes
"I wanna be forgotten"

Let Me Try Again - Skank
Skank fazendo RaggaSinatra. O nome já ferra.

If - Red Hot Chili Peppers
Apesar de ser Red Hot, a letra é meio brega. Mas CDs assim TÊM que ser bregas.

Don't Let Go - Weezer
OLHA ISSO! - "Any time that you want I'll be here in your arms silently holding on to the girl with the charms / But if there comes a day you should turn your heart away I'll be down on my knees beggin' for that girl to stay"

Uninvited - Alanis Morissette
No hope at all

God Only Knows (Stereo Mix) - The Beach Boys
"If you should ever leave me though life would still go on believe me / The world could show nothing to me / So what good would living do me / God only knows what I'd be without you" - da trilha de Simplesmente Amor. Beach Boys rules!

Stay Gold - Stevie Wonder
triiiiisteee

Old Friend - Renato Russo
Começa assim: "Everytime I've lost another lover". Precisa mais?

She - Elvis Costello
Ai.

Let Me Kiss You - Morrissey
"Close your eyes and think of someone you physically admire and let me kiss you". Só em sonho...

Truly - Lionel Richie
Ai duplo.

Creep (Mtv Unplugged) - Radiohead
Auto-explicativa.

Amor Pra Recomeçar - Frejat
"Desejo que você tenha a quem amar". Essa esfaqueia o coração, enfia num saco de padaria e pisoteia o músculo infeliz.

Nothing Can Keep Me From You - Kiss
Kiss + Diane Warren = samba-canção lambuzada. Vai melar cueca assim na...

Mona Lisas And Mad Hatters - Elton John
I thank the Lord there´s people out there like you.

I´ll Get You - The Beatles
É o que você pensa, John...

Prá Dizer Adeus - Titãs
Mas a gente diz...

Against All Odds - The Postal Service
Uma das músicas mais tristes do Phil Collins.

One Year Of Love - Queen
Brega até não dar mais. Sugestão perfeita, Má.

Máscara Negra - Los Hermanos
Los Hermanos conseguem deprimir até com marchinha de carnaval.

-.-.-.-.-

Aí, quando o Marcelo Camelo diz "Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é Carnaval", a gente:
a) se joga do 15o. andar
b) corta os pulsos
c) entra em crise, arrancando os cabelos que restam e berrando "why God? WHY?"
d) aceita tudo com um sorriso nos lábios - estado catatônico
e) reza pra esse dia passar rápido e decide não passar em branco o próximo

Apesar de sempre tentar a alternativa e, todo ano acabo caindo no mesmo erro.

WHY GOD? WHY???

Domingo, Maio 21, 2006

Onde você estava quando as luzes se apagaram?

No final de semana passado uns marginais decidiram mostrar que mandavam mais do que governo e sociedade. De dentro de presídios, ordens foram enviadas para causar um caos geral no estado inteiro. PMs foram mortos, ônibus foram queimados, o horror, o horror, como diria o Coronel Kurtz.

Com a ajuda dos meios de comunicação, o que se viu na segunda-feira seguinte foi um cenário de pânico.

E eu estava lá em São Paulo. E vi um monte de gente noiada. Assustadas mesmo.

O gozado é que eu estava tranquilão. Na boa, não me senti assustado, aflito, nada. Talvez por não ser policial nem trabalhar em uma organização que, mesmo remotamente, remetesse a alguma noção de autoridade estatal.

Quando você mora numa cidade onde matam seu prefeito e o principal jornal faz uma contagem de corpos diária mostrando o número de chacinados ao longo do ano, você meio que relativiza isso. Amortece mesmo.

São Paulo teve seu dia de Bagdá. Campinas convive com isso há anos.

Ônibus queimado aqui é esporte. Tráfico mandando e desmandando não é novidade.

Não deveria ser assim.

Enfim, o que ficou pra mim na segunda-feira 15 foi a preocupação apenas com meu irmão em Campinas (que como jornalista teve de cobrir essa pauleira) e com alguns amigos que também estavam em Sampa.

De resto foi ver a cidade vazia. Apagada. Sombria. E os helicópteros no céu, vendo lá de cima toda a paranóia de 12 milhões de habitantes.

Sexta-feira, Abril 14, 2006

"Sabe o que você é, Orkut? Você é um - aaaaa, uá, uá, uá"

Hoje eu descobri que o Orkut é um mentiroso.
Ok, eu já devia saber disso. Sou ingênuo mesmo, admito. Pode me testar. Não importa o quão maluca seja a história ou a teoria que você me contar, eu vou acabar acreditando.
O problema é que às vezes acabo acreditando em coisas que não devia acreditar.
Como hoje.

Sorte de hoje:
Há uma carta ou mensagem alegre chegando para você

E a besta aqui acredita! Pode?
Aí escuto o porteiro do prédio colocando carta na porta, vou ver e... É conta!
Meu MSN, embora eu tenha conversado com várias pessoas que adoro, não apresentou nada fora do usual.
Nenhum SMS. Nenhum scrap. Nenhum e-mail. Nenhum telefonema.
E começo a viajar na coisa, implico com o gerúndio (“ora, se está chegando é porque ainda não chegou”), coisas assim. Arranco os poucos cabelos que me restam para finalmente chegar à conclusão óbvia:
Não, esses recadinhos do Orkut não são frases distribuídas aleatoriamente. Ledo engano se você acha isso.
Esses recadinhos do Orkut são colocados após o software que gerencia aquele site realizar uma varredura em meu perfil e meus últimos acessos, conseguindo assim informação suficiente para me sacanear de uma forma lazarenta que só.
Assim, toda vez que vejo um recado desse tipo, sou levado a passar o resto do dia elocubrando razões para que o fato citado não tenha ocorrido e esquentando a cabeça com coisas inúteis.
O resultado? Um gasto absurdo de meu precioso tempo de ócio. E com certeza, o divertimento dos programadores ao constatarem em uma nova varredura quantas vezes acessei aquela droga de site pra ver se tinha alguma novidade, contribuindo dessa forma para ampliar os dados sobre minha pessoa para que novos recadinhos sejam gerados a fim de me levarem a um passo da linha que separa uma pessoa normal da insanidade. Um passo à frente, diga-se.
Mentiroso de uma figa...

Sexta-feira, Abril 07, 2006

Adeus

Já vou dizendo de cara que esse texto tá foda de escrever. E que sim, ele vai soar MUITO melancólico.

Estou indo embora. Neste sábado, dia 07, faço a mudança. Segunda-feira vou de vez. Virar paulistano, vê se pode.

Tá certo, eu volto nos finais de semana. Mas não vai ser a mesma coisa. Não mais.

Agora não vou ter mais meu pai pra me ensinar a ser uma pessoa decente.

Não vou ter mais meu avô pra azucrinar.

Meu irmão, que olhando pra trás vejo que no final ele foi meu melhor amigo, cadê?

E meus outros amigos? Alguns, admito a falha, não vejo faz tempo. Mas se aqui já tava complicado, daqui pra frente fudeu de vez.

M3F. Vamos encarar de frente os fatos. Peguei os 6 anos de amizade e trabalho conjunto e joguei pro alto. E mesmo assim, eles continuam me apoiando. Como tem louco nesse mundo...

É uma mudança grande na minha vida, a maior de todas até agora. Sem o conforto de pais, amigos e parentes. Serei um estranho em terra estranha. Vou ter que começar tudo do zero, reconhecer trajetos, ruas e me virar.

E pela primeira vez na vida me sustentar por mim mesmo.

Vai ser complicado. Vai ser difícil. Vai ser foda.

Vai ser bom.

-.-.-.-.-.-.-.-

Mas sempre tem algo em que temos de nos ater. Estou indo atrás de meu sonho. Acho que depois de 29 anos ajudando meus amigos, cuidando do meu irmão e sendo um bom filho, eu posso ser um pouco egoísta e correr atrás de algo meu.

E vou ter ajuda.

Meu pai, que deve ter se lembrado de quando ele mesmo fez algo parecido, está me apoiando em tudo. E orgulhoso.

Meu irmão... Sinceramente, não sei. Ainda. Vai ver não se manifestou muito pois, como todo bom irmão, não gosta de admitir o quanto ele vai sentir falta. Ao menos espero que seja isso. Porque eu vou. Pra cacete.

E lá em Sampa vou dividir o apê com o David. Irmão da Joy e namorado da Lara. O que significa que alguns amigos ainda vão aparecer. Não tão sozinho assim, olhando bem.

Mas foi em Campinas que aprendi tudo o que sei. E vou sentir saudades. De tudo e de todos.

Sexta-feira, Março 10, 2006

Resumo da semana

Changes
(Bowie - ver: Seu Jorge)

do álbum The Life Acquatic - Studio Sessions

Não vou lamentar, o que passou, passou
Eu vou embora, meu tempo acabou
Tenho muito coisa para descobrir
Eu sinto muito mas tenho que ir
Vou pro mundo por que nada mais me prende aqui
É o final do show
E não fique magoado porque vou partir
É só o jeito que eu sou

Ch-ch-ch-ch-changes
Lá vem o trem, vem meu trem
Tô saindo fora porque eu vou me dar bem
Ch-ch-ch-ch-changes
Lá vem o trem, vem meu trem
Sei que tá na hora e eu vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás

Não é por nada não mas vou me divertir
Enquanto a vida assim permitir
Só procurar fazer amigos do bem
Se precisar, ajudar também
E agora liberdade, horizonte
Só você não sacou
Nova Iorque, Ipanema, Hong Kong
É nessa aí que eu tô

Ch-ch-ch-ch-changes
Lá vem o trem, vem meu trem
Tô saindo fora porque eu vou me dar bem
Ch-ch-ch-ch-changes
Lá vem o trem, vem meu trem
Sei que tá na hora e eu vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás

Livre eu me sinto, sublime
Gente, mais gente, o mar e o céu azul

Ch-ch-ch-ch-changes
Lá vem o trem, vem meu trem
Tô saindo fora e eu sei que eu vou me dar bem
Ch-ch-ch-ch-changes
Lá vem o trem, vem meu trem
Tô saindo fora e eu sei que eu vou me dar bem
Sempre em frente, nunca pra trás
Sempre em frente, nunca pra trás

-.-.-.-.-.-.-.

- o curso de cinema está foderoso!
- leaving M3F (´s never easy, como diria Michael Stipe)
- provavelmente terei que virar paulistano

Sábado, Março 04, 2006

"Então, acho que vou virar MC também e criar uma melô qualquer aí..."

Já falei pra vocês que sou um demente? Que, em geral, fico assustado com o que sai de minha cacholinha?

Agora imaginem o que acontece quando trombo com gente tão maluca quanto? E pior: que incentiva e/ou dá idéias?

Ontem e hoje, eu, meu irmão e Van. Altos papos.

Deu nisso:

MC Marcelinho - Melô do Guarda-Sol

Abre e fecha, fica reto
Abre e fecha, fica reto
Abre e fecha, fica reto
Só nós dois no guarda-sol

tchururururu
tchururururu
tchururururu
tchururururu

Eu e você lá na praia, (tchurururu)
Sol de rachar, mas não atrapalha

Pego o guarda-sol, abro ele meu amor
Ficamos bem juntinhos, não importa o calor
Seu beijo me refresca e a gente fica assim
Curtindo o momento, fica bem junto de mim

Abre e fecha, fica reto
Abre e fecha, fica reto
Abre e fecha, fica reto
Só nós dois no guarda-sol

Mesmo sem sol, a gente abre (tchurururu)
Até a noite, nunca se sabe

Pego o guarda-sol, abro ele meu amor
Ficamos bem juntinhos, não importa o calor
Seu beijo me refresca e a gente fica assim
Curtindo o momento, fica bem junto de mim


Abre e fecha, fica reto
Abre e fecha, fica reto
Abre e fecha, fica reto
Só nós dois no guarda-sol


Agora alguém pode me explicar por que dou vazão a esse tipo de coisa?

Domingo, Fevereiro 26, 2006

U2

The more you know the less you feel
A feeling is so much stronger than a thought
Maybe you could educate my mind
And you know I love the element of surprise

I will be with you again
Only to be with you
It´s a beautiful day
For the first time I feel love

Lover, I´m on the street
Sing, you´re the reason I sing
Lay your love on the track
’cause tonight...we can be as one

Through the walls we hear the city groan
Is there a time for keeping your distance
One man come in the name of love
(It´s all I can do)

Did I ask too much?
I´m ready, ready for what´s next
They say a secret is something you tell one other person

If you wanna kiss the sky
I wait for you
If it be your will
When all I want is you

Love rescue me

**********


O que falar de um SENHOR show?
Que os caras continuam tocando bem pra caramba?
Que mesmo com quase 30 anos de carreira lançam mais um disco que oferece relevância artística?
Que os shows se baseiam mais nos últimos discos do que apenas nos antigos hits?
E que mesmo assim, temos antigos hits que continuam atuais?
Bom, então resta falar que esse show valeu a pena por rever Moneda e a Lu, ambos grandes colegas de PUCC, trombar com o Ed na arquibancada, cantar e pular feito um ensandecido, ligar pra Rê, Van e Má pra elas escutarem o Bono e, claro, presenciar diversas bizarrices, como o litrão de vinho Maguary + Zulu e a insana que, pelo dialeto, parecia me acusar de seqüestrar um ônibus.

2006 começou.
Agora, pra valer.

Domingo, Fevereiro 12, 2006

Viagens

“Aprendemos muita coisa:
1) que ao se trocar a palavra bebe por fede, você consegue fazer a música mais racista do mundo;
2) que o Lobão canta "me chama".... E não um sinônimo pra afrescalhado;
3) que é muito importante.... Que é preciso.... Enfim TENHA SEMPRE EM MENTE que é necessário RESPEITAR MOTOCICLETAS E MOTOCICLISTAS... Essa é a lei, se não quiser que um carro vodu venha atrás de você;
4 - porém relacionado com a 3) a frase "olha a frente" pode assumir vários significados;
5) a palavra do dia... É "burro"”.


(Eu explicando como foi minha viagem dupla desse fim de semana pro Daniel no MSN)

-.-.-.-.-.

A mãe do Forrest é que tava certa. A vida é mesmo como uma caixa de chocolates: você nunca sabe o que vai encontrar lá.

-.-.-.-.-.

A semana tinha sido do cão, só pepino no trampo. Minha ansiedade em relação ao curso que começo na segunda deixando-me cada vez mais indócil. It´s a long way to the top if you wanna rock´n´roll, já berrava Bon Scott.
E no meio de tudo isso, a viagem da Joy pro Chile. De mala e cuia.
Obviamente ela marcou uma pequena soirée em sua casinha em Santo André. Eu prometi que ia estar lá. No matter what.
Na sexta só consegui sair do serviço às 18, o ônibus saía às 19 e eu ainda tinha que tomar banho, fazer barba, pegar meus troços, tirar dinheiro e ir pra rodoviária, tudo isso enfrentando uma chuva lazarenta.
E não é que consegui? With a little help from my dad, pra continuar com as citações pop.
Parei o ônibus e adentrei o bólido feito um tresloucado – portando minha bolsa nova com uma muda de roupa e um colchonete micadérrimo, com umas camuflagens, parecia coisa saída de um filme do Rambo! Pensando bem, agora entendi a quantidade de olhares estranhos que foram dirigidos à minha pessoa...
E assim, parti. A viagem foi tranqüilíssima, a não ser pelo fato de que era sexta-feira, horário de final de expediente, neguinho entrando e saindo de Sampa. Ah, sim, e estava chovendo!
Peguei o maior congestionamento do último ano. Peguei um outro congestionamento que no final era causado por um caminhão de lixo. Peguei a Avenida do Estado (que sai de São Paulo e corta todo o ABC) interditada.
Peguei um ônibus que era cata-coió.
Tudo isso somado, uma viagem de 3 horas de duração.
Por causa disso, teço loas a Steve Jobs. Por ele existir, por ele criar a Apple, por ele voltar à Apple, por ele inovar em designs e produtos e, principalmente, por sua empresa ter criado o iPod. Thank U.
Chegando em Santo André, recebo uma ligação dum amigo. “Bola, vamos no show do U2? Tenho um convite sobrando.” Hello, Hello, e pro show do U2 eu vou!!! A semana subitamente tinha dado uma melhorada.
Carona com a mãe e a prima da Joy. A gente se encontrou muito pouco, mas já fui dando meus “cartões de visita”, isto é, coloquei a torneirinha que regula o fluxo de bobagens que sai da minha boca no máximo, o que resultou por fim na minha explanação sobre como será a próxima excursão dos Stones: Jagger canta “I can´t get no!” e aí ele puxa um balão de oxigênio! Eles não terão mais roadies. Terão enfermeiros. E patrocínio de Desfibrilador Phillips.
As duas às gargalhadas.
Chego na casa, a Joy me recebe dizendo que a Van e o David estavam perdidos na selva de Sampa. Não conseguiam achar a Paulista (!) e iam demorar “um pouquinho”.
Uma hora e meia depois, ei-los.
Nesse meio tempo, telefonei pra Márcio e Eneida e pra meu irmão, assim eles se despediam da Joy. A coitada chorava a cada ligação. Realmente, sou um menino mau.
E quanto à festa? Bom, homenageando Neruda, confesso que bebi. E muito. Só que não fiquei bêbado. Será que estou recuperando meus poderes?
Fiquei amigo de mais um cachorro, a Laika, que já me adora, sobe em cima e pede pra eu coçar a cabecinha dela. What´s going on? Isso é sinal de que o fim está próximo, certeza...
Joaquin. O priminho da Joy. Um amor de criança. Primeiro, ele estava praticando um air drum profissional (isto é, com baquetas). E tirava CERTINHO Boys Don´t Cry e In Between Days do Cure.
Depois, ele estava brincando com uma bola. E o palhaço aqui tinha que dar trela, certo? Quase destruímos a sala! Ensinei ele a sempre cabecear pra baixo, desfilei meu festival de caretas “jerrylewisiano” (ou “jimcarreysiano”, como queiram), fiz o baixinho rir. A ponto de uma hora notar, pra meu costumeiro embaraço, que todos os presentes pararam o que estavam fazendo pra me ver brincando com o guri.
Resumo da ópera: na hora de dormir, ele não queria ir sem se despedir do “nuevo amigo”. Surge o primeiro nó na garganta.
A família da Joy. A vó, o pai, a mãe, a tia, a prima, TODOS sem exceção me trataram como se fosse um amigo de longa data. Parecia até que eu morava lá. A Marina bem que me disse que o clã Matta Jerias era demais.
Eu não era o único a causar. A Van, lá pelas tantas, diz “ai, estou meio cansada”. Falou isso e desmoronou no sofá. A Laika até foi cheirar. E a outra lá, pregada... Serviço cumprido, batemos uma foto.
A partir daí, eu, David e Joy ficamos batendo papo, com participações ocasionais da Van (o flash acordou a menina). E então começa:

Pessoa 1: Sabe aquela música “todo mundo é bamba?”

Pessoa 2 (cantando): “Na minha casa todo mundo é bamba, todo mundo bebe, todo mundo samba...”

Pessoa 1: Então, sempre achei que fosse “todo mundo FEDE, todo mundo samba”...

Pessoa 3: HEIN?!??!!!??

Pessoa 1: Todo mundo... fede!

Todos: uahUAHuhaUHAUhauAHuhauHAUhaUHAu!!!


Pessoa 4: PUTA QUE PARIU! Foi só trocar a palavra “bebe” por “fede” e você criou a música mais racista de todos os tempos!!!

E continua:

Pessoa 4: Eu também confundia.

Pessoa 2: Ai, lá vem...

Pessoa 3: Qual música?

Pessoa 4: Ah, quando eu era pequeno eu perguntava, “Pai, porque o Lobão fica xingando nessa música? (cantando) Bichana, bichana, bichanaaaaa....”

Pessoa 1: uhaUAHUahuAHuahUAHuahUAHuahUHAuhaUAHuahuHAuha!!!!!!! Cala essa bocaahAUHuahUAHahUAHuahUAHUahU!!! BichanaauHAUahuAHuahHAuhaUHU... BichanauahUAHuahuHAUhauHAUahUHAUh!!!!

Todos: uhuahUAHuahUHAuhaUAHuhauHAUhauHAU


Atinge seu ápice:

Fita: “...horse horse horse horse...” (os ouvintes presentes não conseguem raciocinar de tanto rir)

E foi até o café da manhã:

Pessoa 2: Eu não dormi.

Pessoa 3: Eu sim.

Pessoa 1: Eu apaguei.

Pessoa 2: Você fez até uns resmungos... Parecia que tava meio que rindo ou suspirando...

Pessoa 4: Eu ronquei?

Pessoa 1: Se a casa tremeu, não senti. Deu até pra sonhar (e faz uma cara de constrangimento).

Pessoa 4: Eu também! Aliás, sabe quando o barulho interfere no seu sonho? Então, sonhei que esse barulho da chuva era alguém tomando banho.

Pessoa 1: Sonhei que era uma princesa medieval.

Após esse momento revelador, pegamos nossas coisas pra irmos pra Indaiatuba, no aniversário da Cris. Segundo nó na garganta, pois toda a família da Joy estava dormindo e não pude me despedir de ninguém. Que tratante eu sou...
Na viagem, escutamos o Whatever inteiro, um CD que eu e a Marina conhecemos bem. Yey!
Dessa vez, sem congestionamento, sem se perder, enfim, uma viagem tranqüila e normal... Não fosse pelo carro que estava à nossa frente em um pedágio. Não sei de onde veio aquilo, mas com certeza era do mesmo lugar de onde surgiu o motoqueiro do “Arizona Nunca Mais”!
Estávamos apenas vendo a traseira do veículo, mas já era o bastante. Ele era adornado com umas “alegorias e adereços” bizarríssimos, uns pêlos, umas crinas, uns pedaços de couro... Parecia que ele tinha atropelado uma vaca. Ou um búfalo. Vários, aliás.
E tinha uma cabecinha de caveira vodu, com cabelo comprido e tudo, na lateral direita da traseira.
Completando a cena, pintado em letras garrafais em meio àquilo tudo: RESPEITE MOTOCICLETAS E MOTOCICLISTAS. Ok. Aquilo não era apenas um pedido. Era uma ordem a ser seguida incondicionalmente. Ou o carro vodu aparece pra te pegar. Freddy Krueger perde.
“Vai, cara, vai embora, deixa a gente aqui pagar pedágio, vamos manter distância de você!”
Não conseguimos. Não é que o maluco reduz? Ao ultrapassar, vimos a parte frontal.
Ambulâncias e Bombeiros têm sua designação escrita ao contrário em sua frente para identificar com mais rapidez no retrovisor.
Aquele carro não precisa de coisa escrita ao contrário.
Ao ver aquilo em seu retrovisor, dê passagem. Aliás, pare no acostamento, agradeça por continuar vivo e conte até dez pra ter certeza que seu cérebro suportou aquela visão e não corre o risco de explodir. E respeite motocicletas e motociclistas.
A frente era tão ou mais decorada que a traseira.
A Joy berrava “olha a frente”, querendo dizer a frente do carro vodu.
A Van respondia “mas eu tô olhando, pô”, referindo-se à frente de seu próprio carro.
O David ria.
Eu berrava feito Rain Man.
Como podem ver, o carro do mal tinha sido bem-sucedido em embaralhar o cérebro de todos. Provavelmente terei pesadelos para o resto de minha vida. O dano psicológico dificilmente terá solução. Estou emocionalmente deformado.
Chegamos na Cris. Como a Joy e o David tinham que voltar pra Santo André, ficamos pouco, mas o suficiente pra dizer pra Ms. Takahara o quanto gostamos dela. E dessa forma é mais uma pessoa que fazemos feliz - e ela gostou do cd do Keane, eeeeeeeeeeeeeeeeee!!!
Ir pra Campinas. Fácil, fácil. Em comparação com a distância que já tínhamos percorrido, achávamos que não teríamos tempo pra mais nenhum absurdo.
Ledo engano.
Próximos à rodoviária, o sinal fecha. E no meio de uma chuva, surge um flanelinha. Todos gesticulam e avisam pra ele não vir limpar o pára-brisa. Até que:

Pessoa 1 (falando baixo, porém não tão baixo quanto imaginava): Não, não vem limpar não, seu burro.

Os outros se entreolham e perdem a fala. Nesse meio tempo, o flanelinha já limpou e até ganhou uns trocados.

Pessoa 1: Que foi gente? Eu não falei alto... Eu falei alto? Deu pra ele ouvir? Eu não acredito que deu pra ele ouvir!

Pessoa 4: Olha, até o outro flanelinha que tava a uns dez metros da gente olhou pra você!

Pessoa 1: Como sou idiotauhauHUahUAHuahUAHuahUHAu!!!

Pessoa 2: E a palavra do dia...

Todos: ... é “burro!”


Enfim, na Rodoviária de Campinas, a nossa despedida. Cumprimentei o David. É quando viro e vejo a Joy e a Van abraçadas. Às lágrimas. Não aquela coisa melosa, melodramática, mas algo discreto, bonito. Lágrimas de felicidade por se gostarem tanto. Lágrimas de tristeza pela distância e a ausência de uma na vida da outra.
Ali, naquele exato momento, veio o terceiro nó. E esse foi de foder.
Despedir-me da Joy não foi fácil, mas desejei que tudo de bom acontecesse pra ela. E com isso, mais um pedacinho do meu coração se vai pelo mundo afora, esse pro Chile. Cuida bem dele, menina. E seja muito feliz!
No fim, a cada degrau que a Joy descia na plataforma, era uma lágrima que caía. Ela olhou uma última vez, disse tchau e foi. Enquanto ela ia, eu e Van, dois patetas, ficamos apoiados um no outro, ela chorando, eu segurando o choro, felizes por nossa amiga, tristes por nós. E eu não quero mais falar sobre isso.

Domingo, Janeiro 22, 2006

The Horse Is On Fire by Firehorse

Após dezenas de pedidos, vai aqui a letra de The Horse Is On Fire, o primeiro e épico single da banda Firehorse.... O K7 baleadíssimo dessa faixa (homenagem à Pink Floyd) existe e estará disponibilizado para download em breve...

The Horse Is On Fire

The horse is on fire because of a match
We like to see it running away
The horse is on fire on every street
We like to see it burn

The horse is in pain
The agony is a shame

Horse is on fire
Horse is on fire
Horse is on fire
Horse is on fire

We like to see it burn
we like to see it in hell
It´s never gonna turn
To its former self

The horse is on fire, that I can tell
It never gonna ride again no more
The horse is on fire on every field
It burns his companions, it kills ´em all

The horse is in pain
The agony is a shame

Horse is on fire
Horse is on fire
Horse is on fire
Horse is on fire

(horse, horse, horse, horse.. ) (uma porrada de vezes)

We like to see it burn
We like to see it in hell
It´s never gonna turn
To its former self

ooooooooooooooo

and now b-52´s
are riding on the sky
they dropping their bombs
everyone´s have to die
and the horse still burning
like a flame of pure pride
and the horse is fading away
just like you and i

Terça-feira, Janeiro 17, 2006

Cartum Néti Uôrqui

Conheça aqui os novos desenhos que vão agitar as manhãs da garotada. Deixe seu comentário, dê sugestões e não perca as novidades do nosso canal:

Capitão Mutreta
O mais Joselito de todos os heróis. Quando cinco jovens enfrentam forças do mal, utilizam o poder de cinco anéis especialmente concedidos a eles por forças benevolentes misteriosas e que não vem ao caso relatar. Quando o poder dos anéis não é suficiente, a junção dos mesmos dá forma ao...CAPITÃO... MUTRETA!!!!
“Vai, Mutreta!”
Ao passo que ele responde: “O problema, hehehehe, é de vocês!”
Ele some por entre as nuvens, deixando os manés com os agora inúteis anéis nas mãos, prontos pra levarem mais porrada que estuprador em presídio.

Smurfs por Quentin Tarantino
Gargamel quer usar os Smurfs pra fazer uma poção alucinógena e ser o maior traficante da região. A Smurffete injeta heroína e passa o programa inteiro em uma bad trip. O Gênio disseca todos os pormenores de filmes, programas de TV e quadrinhos, tornando-se um receptáculo de cultura pop tagarela. Papai Smurf, dublado por Samuel L. Jackson e berrando um sem-número de vezes as palavras fuckin´, bitch e motherfucker, aparece no final para derrotar Gargamel enchendo o dito de balas e sodomizando de maneira medieval seu gatinho de estimação. Tudo isso ao som de músicas black dos anos 70 e country dos anos 60.

Ele-Homem
Príncipe esquisitão de planeta esquisitão levanta uma espada esquisitona e toma um raio. Depois de ficar bronzeadíssimo, acha que é super-herói e sai por aí montado em um tigre, achando que ninguém desconfia quem ele é. Todos os coadjuvantes não contrariam, afinal ele é príncipe e tem um torturador real na folha de pagamento. Seus companheiros são tão ou mais bisonhos: uma feiticeira que vira águia e um vilão que é um esqueleto ambulante. Claro que mais ninguém vê essa porra, mas como já dissemos, ninguém tem culhão de contrariar o filho do rei...

Renca da Justiça
Era pra ser um desenho da Liga da Justiça, mas devido a restrições judiciais, Super-Homem, Batman, Robin, Mulher Maravilha e Aquaman foram vetados de participar. Para tanto, os produtores criaram novos personagens politicamente corretos com apelos para o público latino, feminino, negro, gay, venusiano, 19ª. Dimensão, etc. Todos devidamente transformados em bonequinhos (já à venda nas melhores lojas do ramo) e estampando caixas de cereais.

Mulher-Piranha
O nome já diz tudo.

Moranguinho de Jane Austen
Roteirizado por Emma Thompson, o desenho se passa na Inglaterra Vitoriana onde Moranguinho (dublada por Gwyneth Paltrow) chora por Hugh Grant e não nota Limãozinho, seu melhor amigo, confidente e admirador secreto, vivido por Colin Firth. Participações de Judi Dench como uma ameixa e outras dezenas de consagrados atores ingleses só para que o sotaque dê um ar de credibilidade à coisa. Kenneth Branagh vetado pela roteirista.

Os Jetsons Powered by...
Programa que ficou apenas no piloto, pois na hora de teletransportar o elenco da sala de jantar para a sala de estar ao lado, todos foram desintegrados graças a um bug no sistema operacional.

Contos Proibidos do Marquês de Sade - O Desenho
Diversão para toda a família.

Quarta-feira, Janeiro 11, 2006

Breve Compêndio Sobre a Incapacidade do Ser Humano Masculino Enquanto Responsável pela Proliferação da Espécie (ou Logo Após uma Brochada)

- Ugh.
- Não fica assim, amor.
- Assim como?
- Assim, pra baixo...
- Olha, mais baixo que isso acho que é impossível, sabe?
- Não, não era isso... Você sabe que não é sempre que tudo sai como a gente espera...
- Peraí, o que você quer dizer com não é sempre?
- Ai, Gerson, pára com isso! É coisa da sua cabeça!
- Qual delas?
- Vai ficar assim agora? Se começar com grosseria...
- Maria Luiza, você não está entendendo! Isso é importante!
- Eu sei que é importante...
- Não! Você ainda não se deu conta da importância!
- É claro que me dei, Gérson, eu também estava aqui...
- Maria Luiza, o ato carnal... não é a mesma coisa pro homem como é pra mulher...
- E você vem dizer isso pra mim? Realmente não É o mesmo pra mim... É anatomicamente impossível!
- A questão não é a anatomia, Maria Luiza. A questão é maior! Tem a ver com a proliferação da espécie.
- Ai que horror! Também não é pra tanto, vai... E de mais a mais, quem disse que quero ter filhos?
- Eu também não!
- Então!
- Mas todos os instintos sexuais de um homem vêm daquele estágio primitivo onde o mais importante era a sobrevivência! A natureza levou milhões de anos aperfeiçoando um instrumento para que o homem pudesse assegurar a continuidade da espécie! E então...
- Então plof.
- Que plof, Maria Luiza, que plof? Isso é sério! Isso praticamente é a negação da Teoria da Evolução...
- Gerson, horário de aula é amanhã cedo... E duvido que nosso coito possa ser utilizado como exemplo da história da evolução humana...
- Ugh.
- Fala.
- Nada não.
- Eu te conheço. Sei quando você tá com alguma coisa na cabeça. Pode perguntar.
- Não é nada.
- Hunf! Então, vira aí e vamos dormir. Quem sabe você esfria a cabeça e amanhã as coisas entram em ordem.
- Tá...

Eles deitam e se cobrem. Ele desliga a luz do abajur. Ela dá uma última bocejada e se vira. De súbito, ele abre os olhos e decide fazer a pergunta.

- Vem cá, “brochar” é com “X” ou “CH”?

Domingo, Janeiro 08, 2006

Agora é oficial: Pirei!

O ócio é algo extremamente perigoso. Principalmente para aqueles que possuem dificuldade em apaziguar seus neurônios em um fluxo normal de informações. Digo isso por experiência própria.

Se você é como eu e tem uma mente fértil (e, portanto, possui fertilizante na muringa), reconhece que períodos sem fazer absolutamente nada podem provocar estranhos devaneios, com vexatórios efeitos colaterais.

Adicione-se isso a uma vontade incontrolável de aparecer pra primeira pessoa que te dê atenção. Se um amigo meu fala qualquer coisa, lá vou eu soltar um comentário ridículo e totalmente fútil. Bom, esse sou eu. Por incrível que pareça, existem loucos que incentivam.

Na última semana, enquanto estava na agência, estava conversando com uma amiga pelo MSN. Conversa fiada era pouco. Lá pelas tantas, ela conta uma situação e cunha a frase "eu me jogaria da torre Eiffel".

Foi o que bastou. Diante de tal peculiar sentença, aleguei que parecia algo escrito pelo Humberto Gessinger dos Engenheiros do Hawaii. Como alguém que acompanhava os lançamentos da banda (até 93 com o primeiro acústico, aí parei), reparei na semelhança da frase com outras produzidas pelo cara.

Daí a escrever uma letra contendo tal frase, foi apenas um passo. Um passo que não demorou mais de meia hora por sinal.

Não sei se foi um ato masoquista, mas a verdade é que acabei mostrando pra essa amiga e pra outra também. E toda hora elas falam que eu devia ao menos postar a dita no blog.

Neguei-me a fazer isso. Neguei, neguei, neguei.

Até que por fim, capitulei.

Torre Eiffel (Puro Gessinger)

Era tão tranqüilo, sem problemas, com meus vícios
Era tão perdido, um ambulante sacrifício
Era tão ridículo, tão triste, tão vulgar
Era a minha chance de nunca se machucar

(1)
Hoje não consigo mais viver a mesma história
Hoje os meus dias não possuem qualquer glória
Hoje estou parado e o mundo a girar
Hoje não consigo nem quero me controlar

Era tão bonita, tão incrível, diferente
Era divertida, uma amizade inconseqüente
Pouco a pouco para mim ficou um algo mais
Para ela apenas bons amigos nada mais

Hoje seu sorriso não sai da minha cabeça
Hoje ignoro quando a mente diz "Esqueça!"
Hoje quero mais do que essa vida tão banal
Hoje você vai deixar de me fazer tão mal

(Refrão)
Por você não cometo mais enganos
Por você meu coração não tem mais danos
Por você eu iria do inferno até o céu
Por você eu vou mudar todos os meus planos
Por você eu fico sóbrio neste fim de ano
Com você eu assumo um novo papel

Sem você eu vou pular da Torre Eiffel (3x)

Era ilusão, imperfeita teoria
Era impossível, uma grande utopia
E eu paguei o preço por ousar me apaixonar
Ver você partir sem ao menos confessar

(repete 1)

(Refrão 2x)

Sem você eu vou pular da Torre Eiffel (6x)


Ah, sim! Eu ainda por cima bolei o ritmo, o que mostra como foram bem aproveitadas as minhas horas de trabalho.

E apesar de saber imitar o estilo vocal do Gessinger, eu NUNCA, JAMAIS, NEM FUDENDO, irei cantar essa porra pra diversão de todos e vergonha de minha pessoa. NEVER!

Sexta-feira, Janeiro 06, 2006

29

Mais um ano que completo. E, tomara, com várias mudanças!

Rapidão, quero agradecer a todos que me desejaram um Feliz Aniversário! Às vezes, bastou uma palavra ("hugããããããõ") ou uma ligação ou um abraço pra me deixar mais do que contente.

Pela ordem: Má, Van, Budol, Jim, Lescão, Pai, X!, Vô!, Paula, Isa, Wilson, Brolezi, Pocotó, Fábio, Cris, Norusca, OJ, Cida, Daniel, Vitão, Larissa, Luciana, Marcondes, Sumu, Aurélio, Joy, Bruno, Roberto, Pu (ou seria Cu?), Varginha, Rê, Chico, Daniboy, Paulinho, Roni, Eneida, Márcio, Luy, Ju, Renata, Poli, Mazzola, Léo, Théo, Fabinho Mr. Schmidt (agora CJ), Tia Elza, Tia Júlia, Tio Dir, Ariett, Falabão, Denise, Thomas, Dantaish, Elisa, Betinho, Lee, Rafael, Cris Takahara, David & Joo.

E a todos que de alguma forma torcem por mim...

Obrigado! Mesmo.

Quinta-feira, Dezembro 29, 2005

2005 (II)

E aqui vão as músicas de 2005.
Note, não são as músicas LANÇADAS em 2005, mas aquelas que significaram alguma coisa pra mim ou que escutei pra cacete neste ano que passou. Todas elas formam a trilha sonora de nossas histórias, viu Joy, Lara, Má, Rê, Van e quem mais eu enchi os cornos com minhas "músicas bizarras" (M3F que o diga).
Mas em algumas, acho que dá pra lembrar das situações que vivemos. Espero que tenham significado algo. Pra mim significou.

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Tem 30 gringas e 10 nacionais. Ah, sim! Essa ordem é puramente aleatória.

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Internacionais

1. Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band – U2 & Paul McCartney (Abertura do Live 8. Teve coisa mais legal?)

2. Wake Me Up When September Ends – Green Day

3. Juicebox – The Strokes (Cantei inteira no show dos caras. O disco ainda não saiu. Eu AMO a Internet!)

4. Blue Orchid – White Stripes

5. Tonight Tonight – The Smashing Pumpkins (Valeu por me fazer gostar dessa música, Van. Mas o clipe não gosto não.)

6. Tiny Dancer – Elton John

7. The Blower´s Daughter – Damien Rice (Clipe no Multishow, né Má? E a Simone agora tá cantando… Eca!)

8. Such Great Heights – The Postal Service (Duas, depois de trazer o CD pra vocês, baixei aqui.)

9. Too Young – Phoenix

10. Take Me Out – Franz Ferdinand

11. Be Yourself – Audioslave (Passei a musga pra Rê. Ela gosta de Audioslave. Excelente gosto.)

12. Both Sides Now – Joni Mitchell (Simplesmente Amor é bom. Melhor ainda com comentários via MSN. E essa música é ótima pra entrar em crise, mesmo andando no bosque.)

13. Mona Lisas and Mad Hatters – Elton John (Depois do trabalhão que deu pra puxar as partituras dessa e de Tiny Dancer, fica a pergunta: Cadê a tattoo?)

14. Somebody Told Me – The Killers

15. The Bucket – Kings Of Leon

16. Let Me Kiss You – Morrissey / Nancy Sinatra (Apesar de ser composta pelo Morrissey, tem nos discos dos dois. “Close your eyes and think of someone you physically admire and let me kiss you”.)

17. Like a Rolling Stone (Live - No Direction Home) – Bob Dylan (Meio que um tema meu.)

18. Everybody´s Changing – Keane (Rê & Má, já falei pra vocês que essa música me deixa triste mas não consigo parar de escutar? Outro tema meu.)

19. I Predict a Riot – Kaiser Chiefs

20. The Speed Of Sound – Coldplay

21. Let There Be Love – Oasis

22. This Picture – Placebo (Tive a oportunidade de PULAR essa música inteira junto com a Ju, o André, a Lara e a Van enquanto uma mina berrava na minha orelha que o Brian Molko era “a bicha mais linda” que ela já tinha visto. E outra maluquete desmaiava de chapada. Placebo em Campinas.)

23. Miracle Drug – U2

24. Accidentally In Love – Counting Crows (Certas pessoas tinham essa música como toque de celular esse ano. Certas pessoas disparam o toque e não sabem como fazer pra parar. Tsc, tsc...)

25. Streets Of Love – The Rolling Stones

26. Wake Up – The Arcade Fire (Joy, eu, X!, Lara, David, André, Ju e Laura vimos isso ao vivo. Laritcha, você já passou as músicas pra sua irmã?)

27. You and Me – Lifehouse

28. Look What You´ve Done – Jet (Má, Rê e Van, já falei, mas quero deixar registrado: toda vez que vejo o comercial do Seda Shampoo que toca essa música, lembro das três. É super vocês.)

29. Best Of You – Foo Fighters

30. I Believe In Miracles (SP – 02/12/2005) – Pearl Jam (Graças a 2005, posso dizer: Eu acredito em milagres!)

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Nacionais

1. Coisas da Vida – Rita Lee

2. Agora é Tarde – Ultraje a Rigor (Outro tema. Confesso, sou um cara meio bunda. Mas tentando deixar de ser. Sabe como é, admitir é o primeiro passo pra se livrar do problema.)

3. Gostava Tanto de Você – Titãs (Quase morri escutando essa música esse ano. É sério! Vi toda minha vida passar diante de meus olhos enquanto me sufocava. Maldito cantor de bar! Vale também por minha versão ridícula criada junto com meu irmão que serve pra divertir as pessoas.)

4. Já Te Falei – Rita Lee

5. Cada Um Por Si – Ultraje a Rigor

6. O Vento – Los Hermanos

7. Encontros e Despedidas – Maria Rita (E 2005 adentrou com as desventuras de Senhora do Destino. E a partir dessa obra, pude criar no orkut a comunidade Esculacho de Novelas. Mas, voltando à música, sempre vou me lembrar com muito carinho do show da Maria Rita. Espero que eu não tenha sido um pentelho.)

8. Apenas Mais Uma de Amor – Lulu Santos

9. Life On Mars – Seu Jorge (Uma das músicas mais lindas que ouvi esse ano. Quero o DVD importado de A Vida Marinha porque nele tem várias covers do Bowie com o Seu Jorge nos extras.)

10. Todo Carnaval Tem Seu Fim – Los Hermanos / Maria Rita (Eles gravaram. Ela interpreta de maneira magnífica em seu show.)

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Todo carnaval tem seu fim. Todo ano também. A todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, contribuíram pra fazer de 2005 o ano maravilhoso que foi, meu muito obrigado. Vocês sabem a que me refiro. Basicamente... TUUUUUDOOO!!!!

Feliz Ano Novo, galera.
Agora, cabô!

2005

O ano termina e agora dá pra fazer um balanço. 2005 foi muito bom. Descobri muita coisa. Principalmente sobre mim.
Descobri que ainda tenho sonhos. Que tenho amigos. Que ainda tenho a habilidade de fazer novos amigos. E que tenho a capacidade de constantemente surpreender a mim e aos outros.
Revi o pessoal da turma.
Viajei para Las Vegas e Los Angeles. Joguei num cassino. Vi um jogo do Lakers. E financiei minha parte, o mais legal de tudo.
Voltei a dirigir, desta vez pra valer.
Vi um show do Ultraje. Fiquei amigo do pessoal da lista do Ultraje (ainda virtual, é verdade).
Vi o Pearl Jam.
Vi Strokes, Kings of Leon, Arcade Fire e Maria Rita também.
Dei um apoio moral pra Van na África, algo de que me orgulho, principalmente porque a TIM até agora não me cobrou NADA!
Ajudei a Joy a ir pro Tim e ainda assisti a menina berrar Black mais alto que o Eddie Vedder. Mais alto que eu até!
Vi a Rê pintar um quadro. E fui seu personagem (Mico de que também me orgulho).
Testemunhei a impaciência da Má em relação a compras no shopping. E ainda ajudei seu irmão no trabalho da faculdade. Ainda vou preso, certo Marina?
Ajudei amigos também. E meu maninho, que viajou pra Gringolândia, viu o Lakers, o Tim Festival e o PJ graças ao fantástico irmão que ele tem.
Voltei a escrever, coisa que não fazia há mais de 10 anos.
Decidi o que fazer da minha vida também.
E hoje sei bem o que quero de 2006.
Só peço a vocês que torçam por mim. E que continuem junto comigo nessa aventura.
Talvez seja melhor que 2005.
Talvez não. VAI SER!

Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

É obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!

Odeio essa mania do povo de confiar na correção do Word ou na tradução de texto em inglês via Web. Gente, computador é uma máquina burra programada por gente mais burra ainda. Ou vocês vão me dizer que esses bugs e falhas do Windows são coisas pra ganhar o Nobel?

Mesmo assim tem neguinho que não aprende e usa essas ferramentas como se fossem a Bíblia. Na boa? Pra essas pessoas, mesmo correndo o risco de soar pedante, só posso dizer: ESTUDEM, CAMBADA DE VAGABUNDOS!!! Conhecimento é bom, não faz mal e sempre se pode adquirir, é só se esforçar....

Pra provar meu ponto de vista, aí vai a tradução que o BabelFish do Altavista fez de uma letra conhecidíssima. Tá certo que chutei o pau da barraca e verti pra tudo que é língua antes de trazer de volta pro português. Mas vejam só que poesia concreta...

As pessoas porque recupera até a nós isto porque não escolhe à presidentes
pessoas que povoamos de indivíduos porque chegam porque examinam,
dente edifício sabido o cepillo,
tido-nos zarubezhnya do país, nós, sido-nos quais pensaram apenas nsis este plokh

inútil! As pessoas sem valor ser-nos -ão!
É obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!

É obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!
É obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!

As pessoas tornam o navio motorisé, e não lhe faz o weet
de modo que pessoas do synodey do soyn ' à pista, e não organizem série
do pra evidentemente à Leutebotar façam os fios de espiral, e não o obtenham
de modo que as pessoas criem um grão indispensável, e ela que não obtem de modo que pague

obrigatória!' As pessoas sem valor ser-nos -ão!
É obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!
É obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!
É obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!

As pessoas fazem notas, e não obtem
de modo que anote povoe na forma da escrita o livro, e não vos o obtinha
de modo que a peça publicasse à pessoas na forma da escrita,e não vos obtem
o jogo das pessoas de lugares à caixa ele às cartas, e não vos o obterá de modo que aumento seja um

obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!
É obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!
É obrigatório! As pessoas sem valor ser-nos -ão!
É obrigatório! As pessoas nós serão!!
é inúteis

E olha que "Inútil" não tem nenhuma palavra complicada. Imagina se fosse "Sampa" do Caetano com aquele trechinho "Panaméricas de áfricas utópicas túmulo do samba mais possível novo quilombo de Zumbi"...

-.-.-.-.-.-

Nada a ver com o resto do texto, mas... Feliz Natal galera!

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Vocês Me Transformam Num Menininho

3. Esse é o número.

Três pessoas especiais. Maravilhosas. E que nunca mais vou esquecer.

Pessoas que acreditam em mim. Que me apóiam. Que querem o melhor pra mim. Que torcem por mim, como apenas meus antigos amigos torcem.

Meninas, todo momento que estou junto de vocês, eu sei que sou uma pessoa melhor.

Obrigado por um ano maravilhoso que vocês me deram de presente! Teve alegria, confusões, brigas, choros, risadas (muitas), neuras... Teve até Maria Rita (que por sinal, adorei sim - o show e a companhia)!!!

Tô me alongando aqui, mas o que sinto por vocês (e o que vocês fazem comigo), vai abaixo. Manda ver, Frank!


You make me feel so young
Writer(s): myrow/gordon

You make me feel so young
You make me feel like spring has sprung
Every time I see you grin
I’m such a happy individual

The moment that you speak
I want to go and play hide-and-seek
I want to go and bounce the moon
Just like a toy balloon

You and i, are just like a couple of tots
Running across the meadow
Picking up lots of forget-me-nots

You make me feel so young
You make me feel there are songs to be sung
Bells to be rung, and a wonderful fling to be flung

And even when I’m old and gray
I’m gonna feel the way I do today
’cause you make me feel so young


Mais uma vez, obrigado. Mesmo. Não sei o que fiz pra merecer isso. Mas seja lá o que for, quero continuar fazendo. Apenas pra ver 3 sorrisos como o dessa foto aqui de baixo.



Amo vocês! Pronto, falei!
;-)

Domingo, Dezembro 11, 2005

I Believe In Miracles: Alegria, Berros, Descontrole Emocional & Air Guitar

“Eles têm que vir tocar aqui. Melhor: eu preciso ver esses caras ao vivo. Não importa onde.” (Eu mesmo, 23/07/2005)

Eles vieram. Eu vi. No Pacaembu.

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Digo agora: o melhor show que vi em minha vida foi o do Rush no Morumbi. Porque o que ocorreu no dia 02 de Dezembro no Pacaembu foi “uma experiência messiânica”, como disseram alguns, “uma catarse coletiva”, como saiu nos jornais. Foi tudo. Menos um mero show de rock.

-.-.-.-.-.-.

Sempre fiz uma gozação dizendo que o Kiss era a banda mais honesta do rock. Afinal, eles declaravam em alto e bom som que o negócio deles era dinheiro. Mas verdade seja dita: Pearl Jam é A banda honesta.Sem firulas, sem pirotecnia, apenas o bom e velho (cinquentão agora) rock´n´roll.

Adorava os caras desde o início, comprei todos os discos, tenho DVDs, shows... Era a banda que eu mais tinha mp3 (arquivos datados de 1999!), até meu CPU ir pro saco no início do ano.

-.-.-.-.-.-.

Quando foi anunciado que eles viriam, tentei organizar uma caravana de amigos novos e antigos pra isso. Algo me dizia que era algo a ser vivenciado junto das pessoas que gosto e/ou admiro. Mas muita coisa deu errado. E bota MUITA nisso. E no final, o Zé, o Lemão, o Demônio, a Ju, a Lara, a Rê, a Má e até mesmo a Van (que estava cogitando de ir se as datas permitissem) não puderam me acompanhar nessa aventura. Ok, tivemos várias já, teremos outras ainda.

Não que eu fui sozinho. Tive a companhia de um grupo de pessoas divertidíssimas e especiais. Meu irmão, minha cunhada Pu, o Mili Ares, a Joy e seu irmão, David. Todos divertindo-se barbaridade.

-.-.-.-.-.-.

A epopéia começou na compra do ingresso. Uma fila do cão na Fnac no dia que abriram as vendas. Mas valeu a pena. O ingresso na mão era uma coisa que me enchia de alegria.

No dia do show, eu, X e Mili fomos pegar a Pu na facur e zarpamos pra Sampa. Escutando Rearviewmirror, a coletânea dos caras.

Chegamos em São Paulo. Nos perdemos em São Paulo. Nos achamos em São Paulo.

No Pacaembu, encontramos Joy e David e pegamos uma fila curtíssima (vai ver, pra compensar a fila da Fnac).

A espera nos deixava malucos (Corduroy, anyone?). Tanto que acabei gastando uma grana absurda em duas camisetas oficiais (mas que são lindas, lindas).

Mudhoney. Infelizmente só conheço Suck You Dry e Touch Me, I´m Sick. O som distorcido dos caras não agradou muito o pessoal, mas deu pra ver de onde o Nirvana tirava inspiração.

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Enfim, os caras. Meteram uma Go logo de cara pra detonar de vez. E foi um desfile de músicas incríveis, clássicos da minha juventude - que felizmente ainda vivo.

Animal, eu berrava. Given To Fly, entrei em alfa. Even Flow, a que mais amo, não conseguia parar quieto em meu lugar. Faithful, MFC, Porch, Evolution, Better Man, Last Kiss. A reação da platéia era maravilhosa. A minha, patética. Além de ranger os dentes, realizei desavergonhadamente a prática de “air guitar” e “air drums” durante vários momentos (Sorry, Rê e Van, mas não controlo minhas mãos durante músicas. Elas têm vida própria!!).

Não bastando isso, cantei todas as músicas de cabo a rabo. O melhor videokê de todos os tempos! Frase de Mili Ares, que estava do meu lado para a Joy: “Olha, não tá dando pra escutar o Eddie Vedder direito, mas o Bola tá cantando tudo aqui. E até que bem...”

Ok, funny, mas os grandes momentos da noite foram:

- I Got Id, que me emocionou muito, não acreditei que fosse tocar

- Alive, com um coro de 40 mil vozes berrando hey e balançando as mãos ao léu

- A homenagem a Johnny Ramone, Man of The Hour (ali, quase desabei, confesso)

- I Believe in Miracles, música que resume esse show (Ave Ramones!)

- Don´t Gimme No Lip, com Stone Gossard tentando dar uma de frontman (Música legal, postura de palco nem tanto. Volta pra guita, Stone!)

- Eddie Vedder tentando falar português. Comédia! Mas tentou, vai...

- Black, cantada por todos os presentes, um momento que me arrepiou e me colocou em um êxtase orgásmico. Por um momento, achei que toda a cidade de São Paulo cantava conosco essa canção. A Joy ao menos tava, como ficou registrado no vídeo gravado do celular (como adoro a tecnologia, ela permite registrar todos os nossos MICOS)

- Eddie saltando do palco e correndo no meio da galera em Jeremy

What a show!

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Mas nada, nada pode bater o que acabou sendo um dos melhores momentos da minha vida.

Yellow Ledbetter.

Além de ser uma das músicas mais lindas já escrita.

Além de Stone Gossard ter trocado de lugar com Matt Cameron pra essa (guitarra – batera).

Além de ser um goodbye pra essa turma que adoro desde meus 15 anos (faz tanto tempo assim?).

Foi tudo isso. Mas foi mais.

Porque nessa música, minha cunhada abraçou meu irmão. Que me abraçou. Eu abracei Mili. Que abraçou Joy. Que abraçou David. E com todos juntos, tive a certeza que a melhor coisa do show não foi a banda, nem as músicas, mas a companhia. Pois não teria sido o mesmo sem essas pessoas especiais (Love you, guys!).

Aquele abraço foi uma das melhores coisas que fiz na minha vida. Mal podia supor que faria de novo, 24 horas depois em outro show, com outras três pessoas especiais.

-.-.-.-.-.-.

Ao fim de tudo, com aquele mundaréu de gente indo embora, “All Those Yesterdays” não parava de tocar em minha cabeça.

“Don´t you think you oughta rest? Don´t you think you oughta lay your head down?”

Não, Eddie. Never rest.

E até a próxima.

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Ah, sim! E que venha U2!

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005

Para Winston

Vinte e cinco anos atrás você fez minha mãe chorar. Ela se derramava em lágrimas porque não acreditava que uma pessoa que significou tanto em sua vida podia ter desaparecido assim, de uma forma tão banal.
Mesmo nunca tendo te conhecido pessoalmente, você a acompanhou durante toda a sua juventude e parte de sua vida adulta. Inspiração, isso foi o que você significou para ela e seus irmãos. E para várias outras pessoas.
Tempos depois, quando ela foi te conhecer, foi você que me consolou. Você e seus amigos. E aí percebi o tamanho da perda. O que vocês significaram pro planeta. Ainda hoje, vocês têm a incrível capacidade de curar minha enxaqueca crônica, algo que herdei da minha mãe. Aliás, se tiver a chance, pergunta pra ela se ela também utilizava suas músicas pra curar as delas?
Cresci escutando suas palavras. Embora antigamente gostasse muito mais de seu parceiro (e ainda gosto), hoje me identifico muito mais com o que você escreveu. Você tem certeza que era tudo sobre você e nada sobre minha pessoa, mesmo eu nem tendo nascido ainda?
Já escrevi que devo muito da minha personalidade aos meus amigos. E é verdade. Mas também devo muito a você. Se hoje recebo elogios, um pouco (?) é por sua causa.
Talvez por tudo isso, por ter feito a minha mãe, meus tios, meu pai, eu, meu irmão, meus amigos, o mundo inteiro feliz, acho que posso abusar um pouquinho e te chamar de meu amigo também. Porque você significou muito mais do que capas de discos, óculos cool, entrevistas incendiárias. O que você é, uma simples bala não pôde destruir.
Cuida da gente onde você estiver, Winston.
E valeu.
Por tudo.


Em vez de por uma letra dele aqui, vou por uma do Elton John (na verdade do Bernie Taupin, mas vocês entenderam), escrita em 1981 em homenagem ao cara que disse uma vez para “dar uma chance à paz”.

Empty Garden (Hey Hey Johnny)
Music by Elton John
Lyrics by Bernie Taupin
Available on the album Jump Up

What happened here
As the New York sunset disappeared
I found an empty garden among the flagstones there
Who lived here
He must have been a gardener that cared a lot
Who weeded out the tears and grew a good crop
And now it all looks strange
It's funny how one insect can damage so much grain

And what's it for
This little empty garden by the brownstone door
And in the cracks along the sidewalk nothing grows no more
Who lived here
He must have been a gardener that cared a lot
Who weeded out the tears and grew a good crop
And we are so amazed we're crippled and we're dazed
A gardener like that one no one can replace

And I've been knocking but no one answers
And I've been knocking most all the day
Oh and I've been calling oh hey hey Johnny
Can't you come out to play

And through their tears
Some say he farmed his best in younger years
But he'd have said that roots grow stronger if only he could hear
Who lived there
He must have been a gardener that cared a lot
Who weeded out the tears and grew a good crop
Now we pray for rain, and with every drop that falls
We hear, we hear your name

Johnny can't you come out to play in your empty garden

Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

+27724506687

A vida apronta com a gente, sempre quando menos esperamos. Quer dizer, na verdade não é bem a vida. São mais as pessoas com as quais convivemos que aprontam.
Às vezes, é um irmão que começa a trabalhar. Às vezes, é um pai que te pede pra ser companheiro de viagem. Às vezes é um avô que fica doente. E às vezes é uma amiga que se manda pra África por cinco meses, deixando apenas aquele sentimento de perda.
Pior: não dá nem pra satisfazer o lado mesquinho, pois como é possível reclamar da chance de alguém passar cinco meses em outro país? Até eu iria!
Mas tudo tem sua razão de ser. Acredito piamente nisso. Como já disse Einstein, “Deus não joga dados com o universo”.
Quando achava que não ia mais poder ajudar, que não ia mais ser útil da forma que vinha sendo pra ela até então, eis que por desígnios das operadoras de telecomunicações móveis deste planeta, eu me tornei a única pessoa que conseguia se comunicar com ela. Ok, via SMS, mas o dinheiro tá caro pra ficar ligando toda hora. Telefone mesmo, só pra coisa importante.
Mas o que é amizade? Como ela surge? Não sei quanto a vocês, mas pra mim ela se dá pelo Fator Merda. Quando falamos merda. Quando fazemos merda. E quando merda ocorre conosco. É aí, passados esses três estágios, que descobrimos aquelas pessoas que vão ficar no coração pro resto da vida.
Só que pra falar sobre esse tipo de coisa não dá pra ficar usando muito o telefone. E para ela, internet era muito complicado. Ou a conexão era discada ou cara.
Sobrou o quê?
Eu. E já que não tem tu, vai tu mesmo, certo?
O caso é que após os primeiros testes, meu celular passou a receber mensagens de todo tipo. Ela precisava desabafar? Chorava as pitangas comigo. Ela precisava contar suas peripécias? Narrava pra mim. Ela precisava rir? Ria das minhas piadas. Ela precisava brigar? Até pra isso eu servi...
Fora os horários malucos que ela mandava mensagem. Virou uma constante me acordar às 3:30 da madruga. E embora eu tenha feito charminho pro povo daqui, a verdade é que eu me divertia (E MUITO) com isso.
De certa forma, eu acompanhei toda a saga dela pelo continente africano, pois ela narrava tudo pra mim. TU-DO! E vou dizer: eu tinha um orgulho egoísta e fútil de ser a única pessoa a compartilhar isso. A Má, a Rê, a Joy e a Lara viviam me pedindo pra mandar recado (o que eu chamava carinhosamente de “baldeação”). Até o pai dela uma vez me pediu pra mandar recado!
Mas agora ela tá de volta. Para alegria de todos os seus amigos. E minha também, confesso ;-)
E chegou a hora de oficializar isso. Chegou o momento de apagar esse número do meu celular.
Só que bateu uma dor no coração. Porque toda vez que eu via esse número, eu ficava feliz, pois uma pessoa incrível que conheço se lembrava desse mané aqui e mandava um “olá, tudo bem, feioso?”... E isso me fazia sentir bem.
Não quero apagar.
Não quero.
Mesmo.
Mas vou.
Porque amizade não é um número de telefone. Não é um CD. Não é um livro. Amizade é compartilhar. Seja um telefonema, um CD, um livro, mas principalmente (e sobretudo) as MERDAS!

-.-.-.-.-.-

Pronto. Apagado.
A partir de agora esse número tá fora da minha vida. Não mais acordar assustado de madrugada. Sem constrangimentos na frente de clientes. Sem bipes na hora que estou jantando ou almoçando.
Mas tenho que admitir que ele me deixou feliz várias e várias vezes.

-.-.-.-.-.-

Ê, Van. É bom ter você com a gente de novo.
Só promete uma coisa.
Não apronta mais uma dessas com a gente, tá?
Welcome back.

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

Cumple años felices

Aniversário é uma coisa engraçada. Tem gente que adora. Tem gente que odeia.

Eu não sei mais o que achar do meu. Antes adorava minhas festas. Depois, não tive mais isso (quem manda nascer no início de janeiro? Todo mundo viaja, a família economiza com sua festa na virada de ano..). Adorava quando amigos me ligavam. Hoje, poucos deles têm meu telefone, algo que preciso corrigir.

O fato é que chega uma vez a cada ano em que podemos dizer que esse é o nosso dia. E aí bate o desespero ou a alegria, dependendo do nosso estado de espírito.

-.-.-.-.-

Cada aniversário é um marco em nossa vida. Basta lembrarmos de como estávamos no ano anterior pra sabermos o que ganhamos e o que perdemos. Tem pessoas que passam anos da mesma forma, ao sabor do vento. Tem gente que muda o curso de sua vida mais rápido do que conseguimos imaginar. Alguns costumam variar. Em qual dessas você se encaixa?

-.-.-.-.-

Mas esse texto é pra falar de uma pessoa especial que está fazendo mais um aninho de vida hoje. Uma pessoa que entrou na minha vida um ano e meio atrás. Uma amigona que se divertia à beça comigo e que me divertia muito também. Alguém que continuou minha amiga mesmo se mudando daqui (MSN rules, hein?). E que também me visitou. E que também é uma amigona do meu irmão e da namorada dele - mesmo tendo-a visto apenas uma vez na vida.

Uma amiga que daqui um ano não será tão fácil de encontrá-la pra desejar um Feliz Aniversário ao vivo e a cores.

Não estou reclamando dela. Pelo contrário. Invejo-a. Porque ela está indo em busca de seus sonhos. Ela, como outras pessoas que conheço e invejo, tratou de tomar conta de sua vida antes que sua vida tomasse conta dela.

Só que a saudade vai ficar. E muita.

-.-.-.-.-.-.-

Desculpa não ter pensado em um presentinho melhor, mas você sabe que a grana tá meio curta (o motivo é fútil, I know, mas até eu tenho direito de ser um pouquinho fútil às vezes).

Eu podia até ser malandro e dizer que o presente foi o TIM. Mas não foi não. O TIM foi porque você TINHA que estar lá. Faria (e já fiz) a mesma coisa por pessoas especiais como você.

Já que é assim, só me resta te dar esse textinho. É pobrinho, mixo, mas sei que você não liga não. Um dia ainda escrevo “O Maior Romance de Todos os Tempos” e ponho você dentre os vários agradecimentos. Combinado?

Feliz Aniversário, Joy! E que você seja muito, mas muito feliz. Quem te conhece, sabe que você merece!

-.-.-.-.-.

Sempre falei que essa musiquinha era sua. E já que é assim...

Joy – Mick Jagger
Oh joy love you bring
Oh joy make my heart sing
And I drove across the desert

I was in my four wheel drive
I was looking for the Buddha
And I saw Jesus Christ
He smiled and shrugged his shoulder

And lit a cigarette
Said jump for joy
Make some noise
Remember what I said
My soul is a like a ruby

And I threw it in the earth
But now my hands are bleeding
From scrabbling in the dirt
And I look up to the heavens
And a light is on my face
I never never never
Thought I'd find a state of grace
Hey joy

Love you bring
Oh joy
Make my heart sing
Oh joy
Joy in everything
Joy joy joy oh joy

Joy joy joy oh joy
I was drowning in the darkness

As I drove down to the sea
Joy joy joy oh joy
And I looked up to the mountain

And the light burst over me
Joy joy joy oh oh joy
You make me sing
Oh joy

The love you bring
You make me sing
Oh joy
In everything
In everything
Everything
Jump for joy

Jump for joy
Jump for joy

-.-.-.-.-.-.

Agora se fosse o Márcio, seria:

“Ô Joy! Vai #$%#%#!!”

;-)


Sábado, Novembro 26, 2005

A Seleção

(Esse texto surgiu como uma brincadeira na lista do Ultraje a Rigor. Dessa forma, pude extravasar o Nick Hornby que carrego dentro de mim... Não apenas o de Alta Fidelidade, mas o de Febre de Bola também!)

O Goleiro – milagreiro, salva todas as situações e motiva. Dá uma tranqüilidade saber que posso contar com ele.
The Beatles Ballads

Meus Laterais - porque é uma correria cada vez que lançam disco novo.
NVISP – Ultraje a Rigor
Ten – Pearl Jam

A Zaga - porque botam pra quebrar sem serem pernas de pau, ao contrário, sabem ser classudos quando precisam.
Live & Loud - Ozzy Osbourne
Machine Head – Deep Purple

Os Volantes - botam ordem na casa e ainda carregam (n)o piano.
Blues Brothers
A Night At The Opera – Queen

Meia Direita – não tão habilidoso quanto o meia esquerda, mas possui garra, empenho e cérebro pra compensar
As Quatro Estações – Legião Urbana

Meia Esquerda – a alma do time, o cérebro, o centro. Deixa com ele, que o cara resolve. Um canhoto que sabe tocar tudo.
Flowers In The Dirt – Paul McCartney

O Ataque – Habilidades diferentes que se complementam pra fazer um ataque devastador. São velozes. Um, por vezes prende mais a bola. O outro resolve tudo rapidamente.
The Real Thing – Faith No More
Nevermind - Nirvana

Agora sei o trabalho que o Parreira tem. Porque no banco ainda ficou Achtung Baby do U2, o Sexo do Ultraje, o Pump do Aerosmith, o Alive 3 do Kiss, o Appetite for Destruction do Guns, o Õ Blesq Blom dos Titãs e o Live After Death do Iron. Fora que ainda queria por um Chico Buarque, uma Rita Lee, Oasis, Stones, Elton, Red Hot, Rush, AC/DC, Led...

Terça-feira, Novembro 22, 2005

E agora com vocês.... FIREHOOOORSEEEE!!!!

(Brotas – SP) Foi com esse grito de apresentação do DeeJay MacFuller (também conhecido em outras paragens como Janjão Quebra-Coco) que a mais nova sensação do heavy metal poser grunge - recente derivação do rock que mistura punk, heavy metal e Amado Batista – fez seu show de lançamento de seu primeiro LP “Horse On Fire” na casa noturna Bar do Zé no último dia 24.
Após o gutural “chamado às armas”, efeitos pirotécnicos de última geração tomaram de assalto o palco, para surpresa não só do público, mas também da banda, roadies, empresários e promotores do espetáculo que só mais tarde foram descobrir que a casa clandestina de fogos que ficava atrás do local do evento irrompeu em chamas e quase assa vivos todos os presentes.
Duas horas e meia depois, com o incêndio já debelado pelo Corpo de Bombeiros da cidade, o show teve prosseguimento. A essa altura, apenas os parentes mais próximos da banda estavam presentes, visto que os outros 20 espectadores saíram correndo ao primeiro sinal de fogo. Os outros 50.000 convidados não fizeram mesmo questão de ir.
Eis que então surge imponente uma réplica de 3 metros de altura do símbolo do grupo, o Cavalo de Fogo. O áudio reverberava das caixas efeitos sonoros aludindo ao galope do eqüino. Lamentavelmente, esse efeito acabou por explodir os subwoofers da aparelhagem, fazendo com que a apresentação ficasse ligeiramente deficiente.
Inspirados pelo incidente incendiário da noite, os integrantes decidiram levar a denotação FIRE do nome da banda ao pé da letra e embeberam a crina do referido cavalo com uma mistura de querosene, gasolina e combustível de avião. O efeito foi devastador. Sem dever aos megashows de Rolling Stones, Iron Maiden, Kiss e Wando, a banda agora tinha um mascote com detalhes em chamas.
Até que, devido à altura excessiva, a cabeça do animal se enroscou nas lamparinas do bar. Além disso, a mistura inflamável se mostrou muito mais inflamável do que os roqueiros poderiam supor, fazendo com que o cavalo literalmente entrasse em combustão. Infelizmente para John McLixo (vocal), Joe McMerd (guitarra), Jack McPorra (baixo) e Zé Bosta (bateria), todos eles se encontravam no interior do boneco.
A cena seguinte foi inesquecível para todos os presentes, incluindo este repórter: ao invés da costumeira saída dos integrantes por uma rampa que se localizava na parte traseira anal do cavalo (o que ficou conhecido entre os fãs como “A Cagada”), os músicos (sic) destruíram aos chutes o interior do boneco, saindo correndo desesperados pelo palco em chamas e sendo prontamente atendidos pelos remanescentes do Corpo de Bombeiros que, às gargalhadas, tratavam de combater esse novo incêndio com extintores e jatos d´água.
Apagado o fogo, a banda faz a sua saudação costumeira ao público, o que se constitui em ficarem por mais de meia hora estáticos encarando o povo fazendo cara de mau. Péssima idéia, pois os cabelos pufes deles estavam mais do que chamuscados (na verdade, a quantidade de laquê que McTrash usa habitualmente o transformou em um fósforo ambulante) e o cheiro de pêlo queimado empesteava o ambiente.
Sentindo a reação do público (a vovozinha de McPorra regurgitava ao pé da mesa o almoço da semana passada), a banda inicia enfim seu espetáculo com “Trecos Noturnos”, versão para “Creatures of the Night” do Kiss.
O setlist também incluiu diversas composições originais como “Firehorse”, “Fire, Horse!”, “Horse on Fire”, “The Horse is Burning” e “Guess What´s Happening to The Horse?”
Mas o grande momento da noite foi a apresentação de uma canção inédita até então (na verdade, escrita poucos minutos antes por Joe McMerd em um momento de meditação realizado nos lavatórios do Bar do Zé): uma versão para “Unicórnio Azul”, prontamente aportuguesada para “Multiprocessador de Alimentos Laranja”. Pela primeira vez, a banda não escreve uma música com as palavras “Fire” e “Horse” – como vocês sabem, o refrão de “Trecos Noturnos” é “uuuuuu, trecos noturnos / uuuuuu, firehorse!”. E a métrica utilizada é semelhante a de Nando Reis, influência confessada por McMerd após o show (“mesmo não dando pra encaixar a letra na música, a gente põe e que se dane”).
A novidade foi apresentada em forma acústica e sua gravação (feita num k7 baleadíssimo) já é considerada para lançamento como single e virtual música de trabalho.
Ao final do espetáculo, a banda aproveitou para divulgar que este show estará sendo lançado comercialmente para as vendas de Natal e já prevêem o sucesso do novo disco. Apenas o nome não está decidido, pois há o temor de que o nome provisório, “Live in Brotas” possa ser interpretado como “Vivo em Brotas”, o que é verdade apenas para McPorra.
Em resumo, um grande espetáculo, só prejudicado pelo suicídio coletivo dos familiares da banda, que decidiram sorver de pronto todo o estoque da casa de "Diabo Verde" ao escutarem pela 234ª. vez o hit “Flamin´ Riding Animal (The Firehorse)”.
Na saída, os músicos e o empresário da banda, Joãozinho Cavêra, ainda tiveram que evitar mais uma vez o assédio, não dos fãs, mas de advogados - representantes da firma que detém os direitos de imagem do desenho “Cavalo de Fogo” – que portavam uma intimação judicial.Mais um dia na vida de astros do rock.

-.-.-.-.-.

Abaixo, a letra inédita da banda:

Multiprocessador de Alimentos Laranja
(ver: McMerd)

Meu multiprocessador de alimentos laranja não funciona mais
Pastando fiquei pois ele encrencou
Qualquer assistência técnica me cobra os olhos da cara
As pêras entaladas lá, não posso mais degustar
Meu multiprocessador de alimentos laranja não funciona mais
Não sei se é o mecanismo, não sei se queimou
E eu não tenho mais do que um multiprocessador de alimentos laranja
Se alguém pode dar uma garibada, até molho a mão
Cem contos tá bão, eu te pagarei
Meu multiprocessador de alimentos laranja não funciona mais
Se fu...

Meu multiprocessador de alimentos laranja era um amigão
De seus sucos e vitaminas, vou ter muita saudade
Com suas lâminas rotáteis triturava até bifão
Saber partir era sua vocação
Meu multiprocessador de alimentos laranja não funciona mais
E isso pode até parecer uma piração
Mas é que não tenho mais do que um multiprocessador de alimentos laranja
E mesmo já tendo visto dois em oferta, ainda quero aquele
Se alguém pode dar uma garibada, até molho a mão
Meu multiprocessador de alimentos laranja não funciona mais
Se fu...

(BolaReports)

Domingo, Novembro 20, 2005

Simplesmente O Retorno

Todo mundo já se pegou ao menos uma vez recordando os tempos de criança. Pra alguns, não faz muito tempo assim. Pra outros...
Bom, eu também já relembrei minha época de guri, devo confessar. Várias vezes.
Não que seja saudosismo besta da minha parte, aquela coisa de ficar “antigamente tudo era melhor”.
Errado.
PARECIA melhor. Mas apenas porque quando somos crianças, a gente tem uma proteção extra de todos os adultos que nos cercam.
E também porque somos mais crentes em relação ao mundo.
Quando somos crianças, acreditamos que coisas boas acontecem com freqüência.
Quando somos crianças, acreditamos que os mocinhos vencem no fim.
Quando somos crianças, acreditamos na pureza das pessoas.
Quando somos crianças, acreditamos no poder de nossa imaginação, no poder de nossos sonhos.
Quando somos crianças, acreditamos que um homem possa voar.
Com o passar do tempo, a gente vai adquirindo conhecimento. Infelizmente, nossa capacidade de imaginar se perde no meio dessa correria que conhecemos como amadurecimento.
Descobrimos que coisas ruins acontecem com mais freqüência que coisas boas. Que muitas vezes os mocinhos perdem. Ou então que não existem realmente “mocinhos”. Nada é mais puro. Nossos sonhos se transformam em projetos que em nada se assemelham com o que desejávamos.
E pior: nenhum homem tem o poder de voar.
Hoje, eu me lembrei de quando era criança. E em um minuto e meio, voltei a acreditar. Em tudo.

Até mesmo que um homem possa voar.
Mais uma vez.

www.supermanreturns.com

Acesse o site. E acredite, não em seus olhos, mas no poder de sua imaginação.
Pois um SUPER-HOMEM pode e SEMPRE vai poder voar.
Para o alto e avante.

-.-.-.-.-.-

Superman sempre foi o MELHOR filme de super-herói. E SEMPRE VAI SER.
John Williams sempre foi o MELHOR compositor cinematográfico. E, provavelmente, SEMPRE VAI SER.
Bryan Singer não é Richard Donner. John Ottman não é John Williams. Mas em 1978 eles acreditaram. E sabem que a melhor homenagem possível é continuar o sonho. E com isso, fazer com que outros também sonhem.

Quinta-feira, Outubro 27, 2005

Falando, ou melhor, escrevendo sobre o TIM...

Pra não ter que ficar escrevendo trocentas vezes a mesma história, posto aqui um trecho de uma carta em que relato o que foi o Tim Festival no dia 23/10. Sim, sou preguiçoso mesmo! É uma de minhas virtudes...

(...)

Ok, chegou a hora de te contar sobre o TIM.

Lembra na sua despedida quando falei da porrada de show que ia ter aqui? Pois é, alguns não tiveram... Mas outros rolaram... E mais outros ainda rolarão!

Bom, o caso é que no dia 23 teve o tal do TIM. E lá estávamos nós: Eu, Xandão, Joy, David, Lara, Ju, André e a Laura.

Primeiro, vamos aos detalhes técnicos. Aquele lugar é uma bosta! É a concentração do sambódromo e as caixas não tinham nenhum anteparo. Resultado: o vento levava o som pra lá e pra cá... Fora que o volume tava lá embaixo, só aumentou um pouquinho no Kings of Leon e mais um pouco no dos Strokes. Mesmo assim, dava pra bater altos papos sem sermos incomodados por uma Last Nite ou uma Molly´s Chambers. Que uca! A Ju xingou o tempo todo!

Coitados dos caras do Mundo Livre. Chegamos e eles começaram a tocar, mas tava todo mundo disperso, a maioria combinando de se encontrar com outras pessoas ou comprando fichas pro bar. Nem deu pra notar nada. Pena.

No intervalo, a primeira despirocada. Papo vai, papo vem, eu e X começamos a cantar A Little Respect do Erasure (não lembro porquê, só sei que foi assim). A Joy e a Ju começaram a acompanhar, mas não esperavam que a gente fosse cantar a música INTEIRA!! E é claro, quando entrava na parte instrumental, a gente pegava e ficava chacoalhando a coitada da Joy (que sofreu taaanto na nossa mão esse dia...).

M.I.A. O que foi aquilo? Uma rapper senegalesa que usa batida de pancadão carioca. Claaaaro que ficamos zoando. A Ju e a Joy imitavam as funkeiras da Zona Sul do Rio enquanto eu tentava futilmente achar significados pro que a moçoila tava dizendo, visto que eu não tava entendendo bosta alguma. A partir disso, criei novas versões funkeiras pra Jingle Bells e Pump Up The Jam.

Além disso, como a coisa já tava avacalhada mesmo, criamos uma versão praquela dança da barrinha, sabe? Aquela que tem uma barra e você tem que ir de frente dançando a música e se dobrando pra atravessar a coisa? Pois é, só que no caso usamos meu moletom estendido mesmo... Quem via não acreditava!

Bom, depois do show nada a ver da M.I.A. (fala-se “maia”... tipo, maia a cabeça dela no muro, entende?), veio o Arcade Fire. Impressionado até agora. Como já foi dito aqui na imprensa do Brasil varonil, “eles tocam como se fosse o último show na face da Terra”. Tinha percussão, violoncelo, violino, baixo, batera, guitarra, teclado, acordeom. E tirando a menina do violino, todos os outros integrantes da banda se revezavam nos instrumentos!

Quando começou, a Lara vira e berra: “Bola! Wake Up!” Eu: “YEAAAAAAHHH!” (Não se preocupe, quando voltar você vai entender... Basta dizer que Crown Of Love também foi de chorar...)

Mas foi incrível. Presença de palco do cacete! Os percussionistas espancavam os pratos. Aí brigavam entre eles, um saía correndo pelo palco. Daqui a pouco, o tecladista (que parecia o cara do Newsradio, o Andy Dick) tava tocando baixo! E que músicas fudidaças!!! Pra você ter uma idéia, fizeram um arranjo de Aquarela do Brasil que foi uma das coisas mais bonitas que já vi na vida, lembrei de Brazil do Terry Gillam...

Intervalo. Estávamos sentados ali na boa, cuidando da nossa vida. Eis que de repente, não mais que de repente...

Joy: Bola. O-lha a-li.

Bola: O quê?

Joy: O cara. Das Casas. Bahia.

Exatamente. Ele.

Após todos ali constatarmos que era mesmo o rapaz do “quer pagar quanto”, baixou o espírito de porco em mim. E comecei a cantar uma musiquinha, acompanhado por Xandão, Joy e Ju:

“Quanta gente / quanta alegria / a minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia (Bem forte, bem forte!)” – com direito à imitação do vocal do Dinho

O André morrendo de vergonha!

Após essa insanidade, Kings of Leon! Que fez um show competente (eles tocam MUUUUUUIIIITO), porém morno. Alguns motivos:
- abriram com Molly´s Chambers, a melhor e mais conhecida deles e já queimaram cartuchos de cara. Fora que tocaram BEEEEM desacelerada;
- o som, pra variar, uma bosta;
- o segundo disco ainda é meio desconhecido pra mim (só escutei uma vez);
- não tocaram Red Morning Light, que é uma das melhores.

Além disso, tinham uns caras ali muito loucos, que ficavam pulando entre eles (eram uns quatro) pra qualquer peido que o Caleb Followill dava. E um deles ainda berrava “Vamos pular, caralho!!” Parecia uma Sandy boca-suja!

Falando em loucos, a essa altura do campeonato eu, a Joy, o X! e a Laura estávamos completamente chapados. Drogados por tabela. Isso porque tava rolando o que parecia ser um Cannabis Cup bem na nossa frente e a fumaça saía de lá direto pras nossas narinas. Detalhe para o mega charutão que eu vi, mas não acreditei que tinha visto e pra tia que tava participando da “competição”.

Devo falar que durante as apresentações das bandas, a Joy também tinha outro problema. Zilhões de pessoas altas presentes e elas decidiram ficar bem na nossa frente. Eu tava me esticando todo, cogitei de entrar pro Municipal, visto que parecia uma bailarina na ponta dos pés. Inclusive, nunca senti tanta inveja na vida, quanto dum cara que tava lá e tinha uns dois metros de altura.

Agora, imagina a Joy. Tadinha...

Mas pra que ela ao menos tivesse uma noção do que estava ocorrendo, vez por outra eu e meu irmão pegávamos a bichinha e erguíamos a uma altura considerável (“me solta, me solta, seus loucos, eu vou cair”). No show dos Kings of Leon, ela deu um berro que quase ensurdeceu o rapaz que tava na frente dela!

Acabou o show dos Kings. The Bucket e California Waiting foram de chorar. Milk também.

No intervalo, sem nada pra fazer, eu e X começamos a cantar Queen. Breakthru. Ninguém entendendo porra nenhuma. Pra falar a verdade, nem eu. Aí ele começa a imitar o Freddie Mercury e as brincadeiras vocais que ele fazia com a platéia. E eu imitava A PLATÉIA. Comentário da Ju pra Joy: “Esses dois juntos são PIORES ainda!!!!”

Strokes.

fodafodafodafodafodafodafodafodafodafodafodafodafodafodafodafoda

A partir do momento que entraram com The End Has no End até o final com Reptilia (e o “muito obrigado, meus irmãos brasileiros” do batera), a banda foi acompanhada por 40 mil pessoas que cantaram quase todas as canções. Acho que o povo só se conteve nas músicas do próximo disco (tocaram umas cinco). Modéstia à parte, eu, X! e Lara sabíamos de cor Juicebox, uma das novas.

Last Nite foi histeria coletiva. What Ever Happened quase chorei.

Infelizmente não teve Under Control. Não se pode ganhar sempre.

Tinham também uns maletas sem alça, verdadeiros contêineres, atrás da gente decididos a pular e empurrar como se tivessem no show dos Ramones. Ju e André deixaram os cotovelos apontados. Eu também.

Mas foi um showzaaaço! Só que como o som tava um lixo, o do Placebo ainda conseguiu ser melhor, na minha opinião.

Na hora de ir embora, eu, meu irmão, Ju e André, tivemos glimpses da fauna pós-show. Isso se configurou em:

- o cara da banda Cachorro Grande, de boininha e tudo, bebaço no estacionamento, abrindo os braços e comemorando, parecia o Rocky Balboa depois de subir a escadaria;

- um moleque cuja calça a parte traseira da perna esquerda explodiu (não me pergunte como), de baixo até em cima. E ele lá, numa boa, no estilo “deixa-a-vida-me-levar-e-o-povo-ver-minha-cueca”.

Enfim, foi divertido. Sentimos sua falta entretanto...

(...)

Domingo, Outubro 16, 2005

Diálogo do Ano

Aconteceu hoje. Meu irmão foi testemunha ocular da história.

Cara chega prum sorveteiro em frente à Fatec em São Paulo. Vejam o diálogo.

Cara: Ô, quanto tá o jogo?

Sorveteiro: 1 a 0 pro Corinthians.

Cara: Verdade?!?

Sorveteiro: Se é verdade eu não sei, mas o rádio tá falando isso...

Sexta-feira, Outubro 07, 2005

Ultraje

Crescendo
Era uma vez um menino.
Esse menino gostava de música. Mas gostava tanto, mas tanto, que toda vez que saía com seus pais, tios ou avós, vivia pedindo pra ganhar um disco de presente.
Por causa disso, desde pequenino, esse menino começou a montar uma coleção dos álbuns mais legais que conhecia.
E o menino cresceu. E quanto mais crescido, mais coisas novas (e antigas) ele descobria.
Durante essa fase da vida, ele e seus amigos tiveram como trilha sonora de suas vidas a Geração 80 do rock brasileiro, o BRock.
E eram tardes inteiras ao som de Legião, Engenheiros, Barão, Titãs, Ira... e Ultraje a Rigor.
Sim, o menino gostava de Ultraje a Rigor. Tanto que tinha todos os discos. E enquanto crescia, e se tornava responsável ele mesmo por financiar sua coleção de LPs e CDs, o menino nunca deixou de gostar dessa banda.


Nós Vamos Invadir Sua Praia
Sábado, 1º. de outubro de 2005.
A cidade de Campinas ia sediar o primeiro Praia Skol do ano.
Local: Pedreira do Chapadão.
“Vai dar briga”, profetizou meu irmão. Porque ele não acerta os números da Mega-Sena?


A Festa
Louco para ver o Ultraje tocar, arrumei o ingresso. Mais tarde, o mano, pressionado por seus amigos, também.
Chegando lá, ficamos impressionados. O lugar é perfeito para shows. Pena que aquela porrada de show com os “Irmãos Lima”, com a galera entrando na faixa pra aparecer na “Grobo”, queimou o filme do lugar.
Dizem que em Roma, faça como os romanos. E fomos para a área da praia. Infelizmente naquela hora a escala cuequística batia nos 80%! Mas encontramos um pessoal (e no meio, oh céus, tinham meninas presentes!) para jogar vôlei. Meu irmão ficou de fora, provavelmente com saudade da Pu.
Perdemos. Confesso que as meninas causaram um efeito prejudicial à nossa atenção total para o jogo.
Eu, Varginha e Doug fomos então rolar um melão.

(Obs.: Rolar um melão = Figura de linguagem para o termo comumente conhecido como jogar bola)

Aí a primeira coisa estranha aconteceu. Nossos adversários já tomaram um gol logo no início e decidiram descer o sarrafo. O Doug e o Varginha levaram diversas enxadadas.

(Obs.: Enxadadas = carrinhos animais)

Até que Little Vargem decidiu revidar e levantou dois duma vez só!
E ainda por cima marcou um gol – lançamento meu, modéstia à parte.
Acabou o jogo (na verdade nossos leais adversários abandonaram o campo depois do segundo coco pra cabeça). Parecia que a bad vibe tinha passado. Mal sabia eu que isso era apenas o início.


Êta Sonzinho Fuleiro
O Edgard da MTV deu uma de DJ. Quando tocou “Don´t Stop ´Til You Get Enough” do Michael Jackson fugi!
O pessoal então me convence a assistir o “hiper-super-mega-espetacular-panacéia-oitava-maravilha-do-mundo-incrível” show do Asa de Águia.
Muvuca, muvuca, muvuca!!!
Não tenho nada contra aglomeração, muito pelo contrário! Mas escutar essa porra quando você ta num regime brabo e não pode consumir bebida alcoólica é pedir demais. Todo mundo pulando e eu de braços cruzados. Meu irmão também não estava muito animado. E aquela garoa que insistentemente ia nos encharcando. Isso já era um saco.
Mas não era o pior.
O pior se chamava Durvalino Lélis.
Este ser fazia questão de berrar de cinco em cinco SEGUNDOS que “O ASA... ARREIA!”
A pior frase do mundo pra mim é: “Tem como fazer um favorzinho?”
A segunda, com toda certeza, é “O Asa Arreia!”
Não, meu filho. O Asa NÃO arreia.
Ele irrita.


Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas
Eu e Flávio vazamos dali. Comer. Saladinha do Stefanos que era vendida lá. Nessa hora, eis que surge um fight no melhor estilo drunken brawl. Briga de bar totaaaaaal!!! Mesas e cadeiras arremessadas em cima dos atendentes, o bar sendo destruído. Vi duas meninas passarem do meu lado com a cara ensangüentada. É claro que isso me emputeceu. Por quê nego faz uma merda dessas? Bem, logo descobri o motivo.


Cada Um Por Si
Com a coisa mais calma, encontramos o Felipe, membro da lista do Ultraje e combinamos de encontrar o Betinho, outro cara da lista, lá na frente do palco. Quando chegamos lá perto, cadê os quiosques que vendiam cerveja? Procura daqui, procura dali, nada! Até que no meio da multidão vislumbramos os escombros!
Dias depois, comparando as declarações e com muito mais calma, deu pra perceber o que houve.
Para evitar que usassem as latinhas como armas, a cerveja era servida em copos plásticos. Só que isso demorava pra cacete. Quando tinha pouca gente, tudo bem. Mas quando burfou...
30 minutos pra pegar uma porra de cerveja. E o pessoal cada vez mais manguaçado. E mais puto! E fazendo pressão. E chovendo.
Parece que o peso da água de chuva acumulada, juntamente com a pressão do povo, fez com que a sustentação de cada quiosque cedesse. Literalmente o treco veio abaixo (É, enquanto o Asa arreava, os quiosques também).
Aí, veio o caos. O pessoal começou a assaltar as geladeiras e levar caixas de cerva fechadas. Alguns iam vender pro resto do povo ou iam beber. Mas grande parte das latinhas se transformou em potentes mísseis que eram arremessados de um lado pro outro.
Isso contaminou. Comportamento de massa. Habermas explica.

(Obs.: Habermas é um teórico de comunicação freqüentemente citado em aulas de... Teoria da Comunicação)

O fato é que teve neguinho correndo com pedaço de pau atrás dos outros, dois jet skis que estavam na decoração da festa foram roubados, um vexame!
E isso tudo acontecendo enquanto eu tava comendo!
Sem quiosque lá, o povo decidiu beber no bar perto de onde eu estava. Aí, as versões divergem. Uns dizem que a cerveja acabou. Outros, que a organização decidiu fechar o bar e encerrar as atividades da parte do fundo, rolar o show do Ultraje encurtado e fechar a quitanda (o que realmente aconteceu).
Só que quem tinha comprado ficha e tomou um preju não gostou nem um pouco dessa idéia. Por isso, o pau que eu testemunhei.


Can´t Explain
No gargarejo, encontramos Betinho. Tentamos desde o início invadir o backstage, mas tava complicado (o próprio Roger disse via e-mail que ia ser difícil por ser um evento em que eles apenas participavam).
Enquanto o pessoal insistia, olhei pra trás. Flashback de Janeiro de 91. Pura Guerra do Golfo. Pareciam aqueles scuds e patriots cruzando o céu de Bagdá pra lá e pra cá. Na verdade, latas de cerveja. Cheias. Deixavam rastro, o que enfatizava o caráter de míssil da coisa.
Fora as latinhas que eram jogadas no pessoal montando o palco. Assholes.


Mim Quer Tocar
Começa o show. Ultraje. Acústico. Quer dizer, na verdade semi-acústico. Roger + uma Les Paul. Estiloso o rapaz. Mas posso dizer que “os violeiros” não deixaram a desejar. Gimme Ultraje anyday over “Minduim Filho”.
Serginho solava, pulava e agitava de forma impressionante. Mesmo com uns paus que deram no som, ele mantinha um ar cool. “O áudio do violão pifou? Foda-se, todo mundo conhece a música e vai ficar cantando, deixa eu fumar um cigarro na tranqüilidade enquanto os técnicos dão um jeito aqui.”
O Mingau tava se divertindo. Toda vez que eu olhava o cara, ele tava dando uma gargalhada...
O Bacalhau é um dos melhores bateristas desse país. E nesse show, mais uma vez deu provas disso.
O Ricardinho, vulgo Paulo Ricardo Jr, foi uma das gratas surpresas do dia.
Osvaldinho nos teclados, Manito dos Incríveis, Paulinho da Fabulosa... A turma tava toda lá!
E berrei todas (TO-DAS!) as músicas que eles mandaram.
Abriu com Zoraide, seguiu com Filha da Puta e Independente Futebol Clube. E rolou ainda O Chiclete, o Mingau cantando Jesse Go (q a gente cantava Paulo Ricardo ali embaixo), Inútil, Cada Um Por Si, Mim Quer Tocar, Ponto de Ônibus (grande Baca!!!), Nada a Declarar (CU!!!!!) Pelado, Sexo!, Marylou, com uma introdução toda especial de Roger e Serginho enquanto o Mingau afinava o baixo...
Teve também a cover de Long Tall Sally (com o Ricardinho, aliás Little Richard, assumindo os vocais pra surpresa de todos ali e botando pra quebrar) e Os Quatro Cabeludos, esta pedida insistentemente na lista por mim e pela Ju. E Roger, mui respeitosamente, atendendo a pedidos.
Mas para mim, por motivos sentimentais e por ter participado da palhaçada, a melhor parte do show foi logo antes deles entrarem com a versão “mezzo bossa mezzo matadora” de Ciúme: o Hino dos Cafajestes!Eu e meu irmão estávamos em frente ao Roger e começamos a puxar o hino, no que fomos prontamente acompanhados por Mr. Betinho e Mr. Felipe. Dali a pouco, mais outros fãs começaram a cantar... e não é q o Roger olha, dá aquela risada e começa a cantar? A tocar? E o Baca acompanha! O Serginho tb! Como proprietário de uma cópia (garfada de uma rádio) de Liberdade para Marylou, ganhei o dia.
E o melhor ainda foi o comentário do Roger: "Pô, a gente prepara as coisas, deixa tudo ensaiadinho, hahahaha..."


Filha Da Puta
É claro que depois de tudo aquilo que já tinha ocorrido, as coisas tavam meio tensas. E quase vai tudo por água abaixo quando Roger e Baca começam a tocar o Hino do São Paulo. Teve latinha voando pro palco. O Roger desvia e o projétil quase acerta o Ricardinho. Precisou o Serginho dar um presta atenção na galera. Será que ninguém entende uma piada mais? Bastava ver o Mingau (que se não me engano, é palmeirense), que cruzou os braços e se recusou a tocar aquela “gema do cancioneiro popular” (hohoho) composta pelo Tenente Porphyrio da Paz (credo!).
Em Marylou também teve merda. O Felipe tomou uma latinha pra nuca e quase apaga. Mas logo já tinha se recuperado.
Agora É Tarde
De repente, o Trovão, produtor da banda, Roger cover e irmão do mesmo, entra no palco e põe um papel no chão. O Roger lê, fala do site... e começa a tocar Nós Vamos Invadir Sua Praia.
Peraí? Essa sempre é a última! Cadê Eu Me Amo? Eu Gosto de Mulher, cadê? Putz, nada d’Os Invisíveis? Que que tá havendo?
A banda termina e vaza. Enquanto o povo pedia bis insistentemente, o Roger pega o papel, amassa, dá de ombros e joga pra galera. Me estiquei todo e catei a memorabilia (bendito regime!). Mais tarde, fora da muvuca, abri e entendi.



Inútil
Tentamos ainda entrar no backstage. O Trovão até deu uns toques lá do palco. Mas o pessoal da produção do Praia Skol barrou. Os seguranças tavam putos com a zona que tinha dado. Como eu só tinha visto 10% da coisa, não entendi porque tanta truculência. Aí a menina da organização narrou algumas passagens pra nós. Quando ela agradece a Deus por a gente estar inteiro, percebi que a coisa foi mais feia do que achava. E ela ainda pediu umas cem vezes pra gente voltar pra casa com cuidado. Realmente, devia ter dado merda (como citei acima).


I´m Sorry
No final, tomei um preju com umas fichas de cerva, meu óculos foi pro saco no show dos “arreadores” (caiu e no chão e uma lente partiu no meio), testemunhei (quer dizer, meio que) uma confa de proporções épicas que apenas Cecil B. De Mille ou Ridley Scott poderiam retratar com todas as nuances da selvageria generalizada que ali ocorreram. E fui embora puto. Porque devido a uma cambada de idiotas (a maioria filhinhos de papai), o show, que poderia ter umas duas horas, foi encurtado pra 90 minutos pra que a organização pudesse evacuar o povo dali rapidinho.
De qualquer forma, vi um puta show do Ultraje.
E, extremamente envergonhado, pedi desculpas na lista do Ultraje em nome do povo da cidade.

Resposta do Roger:

Os campineiros também não precisam pedir desculpas, são coisas que acontecem em qualquer lugar.
Abraço!
Roger
www.ultraje.com

Rock on!