Sexta-feira eu fui ao cinema pra rir e acabei chorando
Pergunta: Como fazer para manter a objetividade após ter visto o melhor filme do ano?
Resposta: Não dá.
****
No dia 20 de outubro, começou a 30ª. Mostra Internacional de Cinema de SP, evento que traz uma leva de filmes de vários países, realiza retrospectos de algumas temáticas e serve como premiere para filmes brasileiros e estrangeiros. Como estudante de cinema, senti-me na obrigação de comparecer.
Na sexta à tarde, A Última Noite, novo do Robert Altman, engraçadíssimo. No sábado, Os Infiltrados, novo do Scorsese com um mega-elenco, sanguinário, pesado e mau (e, por isso mesmo, bom!).
Entre essas duas sessões, consegui abrir uma brecha pra ir ver Clerks 2, à meia-noite (ou 23:59 de sexta, como está no ingresso).
Quem me conhece, sabe que sou um fã ardoroso de Kevin Smith e seus deliciosos personagens, Jay, Silent Bob, Brodie Bruce, Dante e Randall. Alguns posts abaixo, vocês podem até ver a divulgação do mesmo Clerks 2 que incluí neste blog.
Louco para saber o que acontece agora com alguns desses personagens e sabendo que o filme ainda não tem distribuidora no Brasil, comprei o ingresso. “Pode ser bem bobo, mas ao menos será como rever velhos amigos”, pensava. Lógico, eu sabia que o filme tinha sido ovacionado de pé por 8 minutos em Cannes, mas achava que a sessão tinha mais fã que cinéfilo.
Ledo engano, amiguinhos.
Durante uma hora e meia, não apenas me diverti, mas me DIVERTI. Sabe aquele prazer que a gente tem quando vê um puta filme? E quer falar com os amigos, comentar, ficar horas e horas lembrando de cenas e piadas? Mais ou menos quando você assiste A Última Despedida de Solteiro pela primeira vez?
Pois é.
Nesses 90 minutos, o filme:
a) começa com uma cena tão chocante quanto o assassinato de David Palmer no início da 5ª. temporada de 24 Horas;
b) descarrega uma tonelada de novas piadas, tão ou mais pesadas quanto no primeiro Balconista;
c) dá a oportunidade para Jeff Anderson realizar uma atuação à altura de Jason Lee em Barrados no Shopping (Randall rlz!);
d) faz com que você se apaixone fácil, fácil pela Rosario Dawson (se em MIB 2 ela estava linda e em Sin City gostosíssima, em Clerks 2 ela mostra, mais do que tudo, coração – e ter coração é essencial, ao menos na minha opinião);
e) te apresenta ao conceito de Interspecies Erotica (a homenagem de Smith a Rick Gassko, o personagem mais legal de Tom Hanks);
f) faz você chorar.
Sim, admito, o filme me pegou de jeito. Bateu fundo e me deixou mal. Ao ver Clerks 2, lembrei dos meus amigos e dos sonhos que tínhamos. De como nos divertíamos, sem notar que a vida estava passando em frente dos nossos olhos e que aqueles momentos definiriam nosso futuro ou ao menos serviriam como uma boa lembrança.
Também me fez rever alguns conceitos que tinha em relação a pessoas e como me sentia sobre determinadas situações. A trilha sonora também colaborou muito pra isso (ABC com os Jacksons! 1979 com Smashing Pumpkins!!).
É um filme sobre despedidas. Sobre recomeços. Sobre amizade. Sobre amor. E sobre achar o seu lugar, mesmo que seja medíocre e ridículo e sem qualquer pretensão. Mas ao menos, é SEU!
Acima de tudo, é um filme com alma, com coração.
Melhor filme do ano. Sem brincadeira.
Se tiver a chance de assisti-lo, faça isso. Mas não como eu, que vi sozinho, cercado por completos estranhos. Veja com as pessoas que significam muito pra você. Porque em cada cena, em cada fotograma, esse filme vai te lembrar a razão pela qual você as ama.
Pode acreditar.
Resposta: Não dá.
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No dia 20 de outubro, começou a 30ª. Mostra Internacional de Cinema de SP, evento que traz uma leva de filmes de vários países, realiza retrospectos de algumas temáticas e serve como premiere para filmes brasileiros e estrangeiros. Como estudante de cinema, senti-me na obrigação de comparecer.
Na sexta à tarde, A Última Noite, novo do Robert Altman, engraçadíssimo. No sábado, Os Infiltrados, novo do Scorsese com um mega-elenco, sanguinário, pesado e mau (e, por isso mesmo, bom!).
Entre essas duas sessões, consegui abrir uma brecha pra ir ver Clerks 2, à meia-noite (ou 23:59 de sexta, como está no ingresso).
Quem me conhece, sabe que sou um fã ardoroso de Kevin Smith e seus deliciosos personagens, Jay, Silent Bob, Brodie Bruce, Dante e Randall. Alguns posts abaixo, vocês podem até ver a divulgação do mesmo Clerks 2 que incluí neste blog.
Louco para saber o que acontece agora com alguns desses personagens e sabendo que o filme ainda não tem distribuidora no Brasil, comprei o ingresso. “Pode ser bem bobo, mas ao menos será como rever velhos amigos”, pensava. Lógico, eu sabia que o filme tinha sido ovacionado de pé por 8 minutos em Cannes, mas achava que a sessão tinha mais fã que cinéfilo.
Ledo engano, amiguinhos.
Durante uma hora e meia, não apenas me diverti, mas me DIVERTI. Sabe aquele prazer que a gente tem quando vê um puta filme? E quer falar com os amigos, comentar, ficar horas e horas lembrando de cenas e piadas? Mais ou menos quando você assiste A Última Despedida de Solteiro pela primeira vez?
Pois é.
Nesses 90 minutos, o filme:
a) começa com uma cena tão chocante quanto o assassinato de David Palmer no início da 5ª. temporada de 24 Horas;
b) descarrega uma tonelada de novas piadas, tão ou mais pesadas quanto no primeiro Balconista;
c) dá a oportunidade para Jeff Anderson realizar uma atuação à altura de Jason Lee em Barrados no Shopping (Randall rlz!);
d) faz com que você se apaixone fácil, fácil pela Rosario Dawson (se em MIB 2 ela estava linda e em Sin City gostosíssima, em Clerks 2 ela mostra, mais do que tudo, coração – e ter coração é essencial, ao menos na minha opinião);
e) te apresenta ao conceito de Interspecies Erotica (a homenagem de Smith a Rick Gassko, o personagem mais legal de Tom Hanks);
f) faz você chorar.
Sim, admito, o filme me pegou de jeito. Bateu fundo e me deixou mal. Ao ver Clerks 2, lembrei dos meus amigos e dos sonhos que tínhamos. De como nos divertíamos, sem notar que a vida estava passando em frente dos nossos olhos e que aqueles momentos definiriam nosso futuro ou ao menos serviriam como uma boa lembrança.
Também me fez rever alguns conceitos que tinha em relação a pessoas e como me sentia sobre determinadas situações. A trilha sonora também colaborou muito pra isso (ABC com os Jacksons! 1979 com Smashing Pumpkins!!).
É um filme sobre despedidas. Sobre recomeços. Sobre amizade. Sobre amor. E sobre achar o seu lugar, mesmo que seja medíocre e ridículo e sem qualquer pretensão. Mas ao menos, é SEU!
Acima de tudo, é um filme com alma, com coração.
Melhor filme do ano. Sem brincadeira.
Se tiver a chance de assisti-lo, faça isso. Mas não como eu, que vi sozinho, cercado por completos estranhos. Veja com as pessoas que significam muito pra você. Porque em cada cena, em cada fotograma, esse filme vai te lembrar a razão pela qual você as ama.
Pode acreditar.

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