Chôse du Locke 2.0

Segunda-feira, Novembro 12, 2007

A Trilha Sonora da Minha Vida - Parte 1 – 77-80

Vai aqui, sem nenhuma ordem particular, 20 músicas selecionadas (cabem num CD) que fizeram parte da minha vida no período 77-80, isto é, desde que eu nasci e morei no apartamento do Bonfim até me mudar pra Ricardo Tim. E sim, eu me lembro de escutar essas músicas nessa época. Aliás, é basicamente a ÚNICA coisa de que me lembro desse tempo.

1 – O Preto que Satisfaz – As Frenéticas
Abertura da novela Feijão Maravilha. Eu (minha mãe, na verdade) tinha o disco delas com essa música, durou um bom tempo, inclusive uns 5 na Ricardo Tim. Ainda sei a letra de cor.

2 – Pombo-Correio – Moraes Moreira
Tinha o Cara e Coração, mas destruí o dito logo que me mudei. Graças a Deus também tinha a faixa na coleção História da MPB da Abril (edição que reunia Raul, Novos Baianos e Moraes Moreira). Era trilha da seção de cartas do Jornal Hoje. Meu pai até hoje diz que eu adorava quando tocava. Também sei a letra de cor.

3 – Kid Cavaquinho – João Bosco
Lembro de olhar no apartamento o Caça À Raposa e ver ele tocando na vitrola, aquele logo da RCA rodando.

4 – Isn’t She Lovely? – Stevie Wonder
Do histórico Songs In The Key Of Love, álbum duplo que apareceu na casa da minha vó. Um dos meus tios tinha arrumado. Tinha um encarte lindo, marrom. Eu só colocava nessa música. Pena que sumiu.

5 – Fé – Roberto Carlos
Essa eu sei de quem é a culpa. Apesar de todo mundo pensar que é de um tio meu, minha memória me lembra de uma viagem que fiz com meus pais e dessa música moendo no toca-fitas. Ainda hoje uma das minhas preferidas do Rei. É gospel, eu sei. E daí?

6 – Stayin’ Alive – Bee Gees
Como todos daquela geração, meus pais tinham a trilha de “Embalos de Sábado À Noite”. Aliás, como esse disco ficava comigo o tempo todo, e eu acabava transformando em picadinhos de vinil, acho que meu velho acabou comprando a bagaça umas três vezes. Fora que ele ainda por cima gravou o lance em fitas de rolo que ficavam tocando na sala da casa.

7 – Águas de Março – Elis Regina e Tom Jobim
Minha mãe, fanzona de Elis. E o especial da Bandeirantes, com ela cantando (dublando) essa música com o Tom na TV do apartamento.

8 – História de uma Gata – Nara Leão
Da trilha d’Os Saltimbancos. Outro disco que meu pai teve que comprar umas três vezes. Aliás, foi o MEU primeiro disco. Comecei bem, com Chico. O segundo deve ter sido d’A Patotinha.

9 – O Leaozinho – Caetano Veloso
Adorava essa música no apartamento, continuei adorando quando fui pra casa e ainda adoro hoje. Minha mãe sempre tocava pra mim. O disco, Bicho, sobreviveu. Capa linda do Elifas Andreato.

10 – Negue – Maria Bethânia
Álibi era outro disco que ficava rodando toda tarde no apartamento (junto com Saltimbancos, o da samambaia do Chico e o Caça À Raposa). Durou um tempo em casa, mas na época do estúdio que meu pai montou no quintal, perdeu-se no limbo.

11 – Vai Levando – Tom Jobim, Miúcha e Chico Buarque
Disco que acredito não ter nem durado a etapa do apartamento. Lembro dessa música tocando, a capa do disco (amarronzada) na minha mão, com a letra atrás, eu na cozinha com minha mãe, ela preparando o almoço. Devia ter um, no máximo dois anos de idade.

12 – Dance on a Volcano – Genesis
Música que marcou o retorno do grupo, sem o Peter Gabriel e com o baterista, um qualquer aí chamado Phil Collins, assumindo os vocais. Tinha na casa da minha vó. Mais uma vez obra de algum dos meus tios. Por incrível que pareça, eu, pequenininho, curtia muito aquela introdução meio “fim do mundo” da música e depois aquele caos descontrolado lá pelo fim. Isso e aquele selo da Charisma Records com o Chapeleiro Louco e o design da capa do A Trick Of The Tail, amarelada, com desenhos meio sinistros, meio humorados.

13 – Não Chore Mais – Gilberto Gil
Som que marcou minha mudança pra Ricardo Tim. Foi a primeira música que me lembro de ter tocado lá. A gente ainda na sala, sem móveis, sem nada, junto com o filho do tio João e seus filhos, e o futuro ministro tocando no rádio. Anos mais tarde, eu, meu irmão e meu tio Marinho, na praia, vendo um vídeo do Bob Marley na praça. Quando começa a tocar isso, nós três emendamos o “ób-ób-servaanndo” do ilustríssimo baiano. Piada interna até hoje.

14 – Preta Pretinha – Novos Baianos
Outra que constava do História da MPB. Lembro de nós três, eu, meu pai e minha mãe, na sala da casa, o velho cantando “abre a porta e a janela e vem ver o sol bater” – que por sinal também tinha num comercial de TV com Tonico e Tinoco.

15 – Flying (Turning Round) – Chris DeBurgh
Tinha num LP especial da Ellus do meu tio Polo, na casa da minha outra avó. Toda vez que eu ia lá, enchia o saco dele pra rolar esse som.

16 – Chega Mais – Rita Lee
Meu primeiro contato com a Rita. Minha mãe e meu tio Marinho eram loucos por ela. Tanto que ambos compraram esse disco. Rolava direto em casa (inclusive na minha vitrolinha da Disney) e na casa da minha vó. Primeira faixa de um álbum que ainda tinha Papai Me Empresta o Carro, Doce Vampiro e Mania de Você.

17 – Lady Madonna – Lee Jackson
Melhor versão dessa música dos Beatles, tem uma pegada imbatível. Disco clássico que rolava na casa da minha vó direto. Lembro que a faixa 3, Bird Dance Beat, me dava um medão, com aquela voz estranha. Aí o disco sumiu. Apareceu no estúdio do meu velho, pra minha surpresa. Sumiu de novo. Encontrei num sebo do lado do Pio XII (pra espanto do Felipão que quase vomitou quando viu a capa daqueles caras estranhos, feios, colocando a mão em cima de uma montanha de frutas – puro trash vintage dos anos 70). E comprei agora a versão em CD, como citado neste post aqui.

18 – Balancê – Gal Costa
Tema do programa do Osmar e do Fausto no rádio. Lembro de escutar essa música até dizer chega (sendo que eu nunca disse, hehehe). E lembro que foi trilha sonora da primeira vez que visitei a Pousada da CESP em Jurumirim, eu sentado no parquinho e ela tocando no rádio que meu pai trazia a tiracolo. Ele e minha mãe cantando juntos.

19 – Dancing Days – As Frenéticas
Também tive esse disco delas, que durou mais ainda do que o outro. Lembro dele no apartamento (na sala e no escritório), na casa (no meu quarto) e de levar o dito pro Domba, pra casa da Aninha e da Tininha e pra aula de natação na Tigum. Hein?

20 – Menininha – Toquinho
Final do primeiro especial infantil da Globo, A Arca de Noé. Não me lembro de ter assistido no dia. Nem de quando ganhei o disco. Sei que ele surgiu do nada, pra que eu ficasse cantando junto as músicas que cantava na escola. Mais pra frente, com o advento do videocassete, meu pai gravou a reprise. Quer dizer, mais ou menos. Perdeu, sabe-se lá como, um belo pedaço do MEIO. Sim, gravou o início, passa duas músicas e de repente já surge o Ney Matogrosso, passa mais duas músicas e o “pequeno-pedaço-de-madeira” vem e encerra. Nice going, dad! O pior é que é nessas mancadas que acabo gostando ainda mais dele. A cara do sabe-tudo encabulado quando percebe que fez caquinha é priceless!

3 Comments:

  • Meu pai cantava "Leaozinho" para o meu irmao e "Menininha" pra mim!!!
    Ai, que saudades da infancia!
    Beijos

    By Anonymous Cris!!, at 12 Novembro, 2007 18:59  

  • Cara, excelente idéia.
    Mas pera lá!! 20 TITULOS para apenas 3 anos?
    caramba.. vamos ver a próxima parte!
    Já estou aguardando!
    me fez viajar tb nas recordações. Que - com certeza - faz de meras letras, melodias e acordes, se transformarem em situações que jamais se apagarão de nossa vida.

    By Blogger chris mazzola, at 25 Novembro, 2007 09:08  

  • Putz, eu também sei a letra do "Preto que satisfaz" de cor.

    Ontem, hoje, sempre, feijão, feijão, feijão!

    By Blogger Ariett, at 29 Novembro, 2007 16:26  

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